das juras que fizemos
patéticas e proféticas
como são sempre as juras puras dos apaixonados
quando o para sempre é sempre tão breve...
Sempre...
Cai neve cá dentro, lá fora chove...
Já ninguém ouve a chuva com o mesmo entusiasmo...
Vai Amor,
a dor sempre me fez companhia e nunca me senti vazia por causa disso!
Esse marasmo que escolheste vai acabar por te matar,
um dia...
Pensas que morreste para mim,
mas eu escolho deixar-te viver,
aqui,
onde te senti feliz pela ultima vez!
Para mim sempre fez mais sentido
esquecer como acabou
e lembrar-me de porque começou!
Não te sintas arrependido por tudo o que (não) me disseste,
o passado não se refaz nem se desfaz em desculpas,
nem de facas afiadas que me apontaste
e acabaste por espetar em ti...
O Homem que foste ontem morreu no nascer da madrugada
e eu não espero nada de um Homem morto...
O futuro a Deus cabe
e Deus não sabe nada de arrependimentos,
ou de sentimentos,
apenas de perfeição,
e nós não somos perfeitos, Amor!
