Dispo-me,
a roupa desliza pela pele lisa,
baixo as luzes
e imagino que me seduzes com o olhar,
começo-me a tocar,
os meus dedos conhecem-me de cor,
mordo-me e sinto o sabor a desejo
como se desse um beijo violento,
olhos fechados,
os joelhos dobrados a roçar um no outro,
mamilos erguidos,
gota que escorre até ao umbigo,
quando consigo finalmente respirar...
Gemo,
tremo por dentro,
conheço-me,
meço-me na resistência,
ainda não,
um pouco mais devagar,
posso esperar o tempo que quiser
e recomeçar tudo outra vez,
sei que me vês na tua imaginação,
constantemente,
de sexo na mão,
demente por não me poderes tocar,
porém,
rio-me com desdém
a imaginar a tua frustração!
Nua,
suada,
saciada,
sem precisar de ti para nada!
quinta-feira, 4 de outubro de 2018
quarta-feira, 3 de outubro de 2018
Nenúfar
Anjo de uma só asa que me abraça e me morde o pescoço
peço-te perdão,
pelo teu esforço, em vão,
eu sei que tenho o condão
de transformar a ilusão em solidão...
Sou uma Pétala caída e esculpida em falta,
flauta que suspira enquanto respira saudade,
ansiedade,
absinto quando me sinto embriagada...
Janela com vista para o nada,
substrato em terra infértil,
extrato de banco sem saldo,
projéctil que me atinge
e finge ser Amor...
Dor.
Nenúfar rasgado ao meio
a deixar-me afogar
sempre que me castigo
a procurar abrigo em alguém...
Não existe ninguém.
Meu Anjo infeliz que me diz ao ouvido
que está preocupado comigo...
Tu não tens culpa de nada,
sou apenas uma pétala rasgada,
de uma flor que perdeu a cor há algum tempo...
peço-te perdão,
pelo teu esforço, em vão,
eu sei que tenho o condão
de transformar a ilusão em solidão...
Sou uma Pétala caída e esculpida em falta,
flauta que suspira enquanto respira saudade,
ansiedade,
absinto quando me sinto embriagada...
Janela com vista para o nada,
substrato em terra infértil,
extrato de banco sem saldo,
projéctil que me atinge
e finge ser Amor...
Dor.
Nenúfar rasgado ao meio
a deixar-me afogar
sempre que me castigo
a procurar abrigo em alguém...
Não existe ninguém.
Meu Anjo infeliz que me diz ao ouvido
que está preocupado comigo...
Tu não tens culpa de nada,
sou apenas uma pétala rasgada,
de uma flor que perdeu a cor há algum tempo...
segunda-feira, 1 de outubro de 2018
Fire meet gasoline!
Fogo,
combustível que me consome
e some entre pensamentos inquietos
devorando tudo,
imundo mundo de conflitos, sons escritos a saliva,
esquiva que nos desenha e arranha a voz...
Desejo é o beijo que mata
e nos maltrata a razão...
Combustão do corpo inquieto,
incerto momento de entrega,
fúria cega de chamas
quando me chamas de Amor,
dor, violência,
urgência e paixão...
Chão que foge,
gasolina a arder e coração a bater em galope permanente,
alma demente que ensina a mentir,
mão urgente,
fôlego quente,
penetração, sofreguidão,
sentir-te a pulsar cá dentro
no momento em que até o gemido se morde
e nos arde a pele com cheiro a mel e suor
vigor e poder,
poder dizer que te amo.
combustível que me consome
e some entre pensamentos inquietos
devorando tudo,
imundo mundo de conflitos, sons escritos a saliva,
esquiva que nos desenha e arranha a voz...
Desejo é o beijo que mata
e nos maltrata a razão...
Combustão do corpo inquieto,
incerto momento de entrega,
fúria cega de chamas
quando me chamas de Amor,
dor, violência,
urgência e paixão...
Chão que foge,
gasolina a arder e coração a bater em galope permanente,
alma demente que ensina a mentir,
mão urgente,
fôlego quente,
penetração, sofreguidão,
sentir-te a pulsar cá dentro
no momento em que até o gemido se morde
e nos arde a pele com cheiro a mel e suor
vigor e poder,
poder dizer que te amo.
sexta-feira, 28 de setembro de 2018
40º à sombra
Respiro devagar como se cada sopro meu
fosse uma viagem de longo alcance
que num relance,
num rasgo de sorte
te alcançasse
e te beijasse devagar!
Quero perder o Norte contigo
e o Sul
e todos os pontos cardeais...
Sempre amei demais,
com uma fúria adocicada
que herdei de outras vidas conturbadas...
Quero arrancar-te a roupa e a culpa
e conhecer de cor o teu cheiro,
sentir-te inteiro e fragmentado,
rendido e perdido em mim...
Assim,
na urgência de um desejo ruim
de tão certo...
Prazer a gemer por dentro,a gritar,
a implorar
a render os nossos corpos,
mortos de tão soltos e revoltos,
um no outro!
Quero-te perto,
colado,
encaixado,
derrotado de cansaço
quando o abraço por fim ceder...
fosse uma viagem de longo alcance
que num relance,
num rasgo de sorte
te alcançasse
e te beijasse devagar!
Quero perder o Norte contigo
e o Sul
e todos os pontos cardeais...
Sempre amei demais,
com uma fúria adocicada
que herdei de outras vidas conturbadas...
Quero arrancar-te a roupa e a culpa
e conhecer de cor o teu cheiro,
sentir-te inteiro e fragmentado,
rendido e perdido em mim...
Assim,
na urgência de um desejo ruim
de tão certo...
Prazer a gemer por dentro,a gritar,
a implorar
a render os nossos corpos,
mortos de tão soltos e revoltos,
um no outro!
Quero-te perto,
colado,
encaixado,
derrotado de cansaço
quando o abraço por fim ceder...
quinta-feira, 27 de setembro de 2018
Ambição
Tenho a alegria das coisas simples,
a minha ambição não cabe na mão nem no bolso,
prende-se com as coisas pequenas que não cabem em números...
Tenho apenas o dever de querer bem aos outros,
de amar e perdoar para seguir o meu caminho...
Nunca devemos lamentar o carinho que oferecemos,
aquilo que demos,
as nossas entregas cegas...
Amar é a única arte perfeita
feita da melhor parte que extraímos
e dividimos com o mundo!
O Amor é o profundo
e o profano unidos sem engano,
ou dúvida!
É a certeza de que somos maiores
e melhores do que acreditamos ser...
Se morrer hoje,
não chores por mim
porque vivi sem arrependimentos,
com os sentimentos explorados,
sem serem poupados de nada!
Conheci a dor o Amor e a Morte
e a tão grande sorte de experimentar a vida!
Morro envolvida e devolvida ao Universo,
morro como um verso que termina
em rima!
a minha ambição não cabe na mão nem no bolso,
prende-se com as coisas pequenas que não cabem em números...
Tenho apenas o dever de querer bem aos outros,
de amar e perdoar para seguir o meu caminho...
Nunca devemos lamentar o carinho que oferecemos,
aquilo que demos,
as nossas entregas cegas...
Amar é a única arte perfeita
feita da melhor parte que extraímos
e dividimos com o mundo!
O Amor é o profundo
e o profano unidos sem engano,
ou dúvida!
É a certeza de que somos maiores
e melhores do que acreditamos ser...
Se morrer hoje,
não chores por mim
porque vivi sem arrependimentos,
com os sentimentos explorados,
sem serem poupados de nada!
Conheci a dor o Amor e a Morte
e a tão grande sorte de experimentar a vida!
Morro envolvida e devolvida ao Universo,
morro como um verso que termina
em rima!
quarta-feira, 26 de setembro de 2018
...
Já morri centenas de vezes,
já me reergui outras tantas...
Ás vezes sinto que minto a mim própria
quando digo que sou feliz
e consigo sorrir...
Devia desistir e descansar
pelo menos uma vez...
Não me posso remendar mais...
Estou tão cansada
do nada à minha volta,
deste vazio frio que me asfixia,
da agonia de sentir tudo
como se o mundo me devorasse e destroçasse
de dentro para fora...
já me reergui outras tantas...
Ás vezes sinto que minto a mim própria
quando digo que sou feliz
e consigo sorrir...
Devia desistir e descansar
pelo menos uma vez...
Não me posso remendar mais...
Estou tão cansada
do nada à minha volta,
deste vazio frio que me asfixia,
da agonia de sentir tudo
como se o mundo me devorasse e destroçasse
de dentro para fora...
terça-feira, 25 de setembro de 2018
Adeus, não demores os teus sonhos nos meus...
Não sei que verdade existe
numa amizade que desiste,
na mão que se desenlaça,
como quem abraça,
sem vontade...
Amei-te sempre,
profundamente,
e de todas as maneiras que se pode amar alguém!
(As crianças sabem sempre amar melhor,
porém...)
Perdemos-nos para sempre...
Sempre que me foge um amigo,
cresce este luto comigo,
a dor da impotência da dormência que castiga
e me mastiga por dentro...
Amor, sabes o que significa?
Sabes sequer o que implica?
A dor não te toca?
Sufoca...
Morre nos braços meus,
Meu Amor...
Adeus...
Não demores os teus sonhos nos meus...
Amor,
palavra que me encortiça a boca sedenta de justiça...
O meu corpo não te provoca?
Sufoca, teme os devaneios...
Geme de desejo,
Meu Amor,
Não demores o teu beijo nos meus seios..
Adeus.
numa amizade que desiste,
na mão que se desenlaça,
como quem abraça,
sem vontade...
Amei-te sempre,
profundamente,
e de todas as maneiras que se pode amar alguém!
(As crianças sabem sempre amar melhor,
porém...)
Perdemos-nos para sempre...
Sempre que me foge um amigo,
cresce este luto comigo,
a dor da impotência da dormência que castiga
e me mastiga por dentro...
Amor, sabes o que significa?
Sabes sequer o que implica?
A dor não te toca?
Sufoca...
Morre nos braços meus,
Meu Amor...
Adeus...
Não demores os teus sonhos nos meus...
Amor,
palavra que me encortiça a boca sedenta de justiça...
O meu corpo não te provoca?
Sufoca, teme os devaneios...
Geme de desejo,
Meu Amor,
Não demores o teu beijo nos meus seios..
Adeus.
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