O medo é o maior inimigo do Amor, o medo de perdermos quem amamos e o medo de nos perdermos por quem queremos…
Não vou falar do amor que vem nos livros,
retratado de uma forma pueril
onde as árvores que se agitam na loucura do tempo,
choram folhas douradas durante as intempéries…
O Amor é senil,
nada tem de poético,
ou de ético
é o caos anárquico da emoção,
a esquizofrenia do coração...
O Amor não cabe em geometrias descritivas,
em tabelas de excel,
ou facturações detalhadas…
É o sentir que nos faz desistir da razão!
Quero-te!
Sem palavras ensaiadas,
Sem palavras ensaiadas,
ou furtivas…
Quero o teu corpo sobre o meu,
vezes e vezes sem conta,
numa afronta que ruborize o mundo,
quero aquilo que dura,
a loucura,
o profano,
o profundo,
quero conspurcar a definição,
beber-te,
conhecer-te,
foder-te
e adormecer-te depois
na exaustão de dois corpos que se fundem
e se confundem num só folego...
e se confundem num só folego...
