pela mão do tempo,
palavras rasgadas pelas almas feridas
perdidas num momento de fúria...
Jura que o Amor é tudo o que preciso,
jura não há juízo maior que a razão do Amor...
Um dia tive asas e escolhi morar aqui
entre os homens que não sonham,
entre os dementes que não amam,
entre os indiferentes que não vivem...
Escolhi ser destroçada vezes e vezes sem conta
na afronta de viver sempre fora do peito
e fazer do meu leito a cura do sofrimento...
Escolhi olhar dentro dos outros e beber-lhes a alma devagarinho,
sabendo que o único caminho da lucidez
é aquele que se trilha com o coração
e jamais com os pés...
Escolhi amar sem limites,
mesmo que nunca acredites ser possível.
Um dia, quando morrer, saberei que nunca precisei de asas para voar
e que Amar chega e não cega!
