A camuflagem é a maquilhagem perfeita,
uma espécie de espelho inverso
do meu reflexo
que me deixa confundir nos outros
como uma gueixa a distribuir sonhos...
Sou como a agua,
deixo que me bebam mas evaporo-me
se me magoam...
Ás vezes acho que ninguém repara em mim,
nem separa a empatia que sinto,
da pessoa que sou...
Pinto a minha personalidade
das cores das dores dos outros
para compreender melhor, a dor...
Luto para sentir o luto da perda,
salgo a alma para sentir as lágrimas,
abro o peito para abrigar desilusões...
As emoções do mundo movem-me, comovem-me e viciam-me...
Todos temos um vicio qualquer,
o meu é sentir fora do peito...
Defeito ou virtude, não sei...
Amei sempre desta maneira,
um pouco sorrateira e demente.
Ás vezes nem sei onde acabo eu e começa o resto do mundo...
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018
terça-feira, 6 de fevereiro de 2018
This is Us, o episódio que fez chorar todas as mulheres
Não existem homens como o Jack, o Tobey ou o Randal... Os homens não têm paciência para amar as mulheres, falta-lhes empatia, empenho e coragem. Os homens não têm a coragem do Jack, a empatia do Tobey ou o empenho do Randal. E nós nem precisávamos de encontrar as três coisas em alguém, bastava-nos uma destas características e percebermos isto faz-nos chorar, porque é triste... É triste recebermos tão pouco que qualquer coisa parece imenso...
domingo, 4 de fevereiro de 2018
Filmes recentes que me comoveram/envolveram
A forma da água:
As rotinas dela, a felicidade que encontra nas pequenas coisas, a amizade com o amigo gay com quem vê musicais antigos, a delicadeza dos gestos e a mudez dela tornam o filme mágico.
Wonder:
Tem a Julia Roberts e eu adoro-a, mas a história consegue ser ainda mais bonita, aquela família é deliciosa, o Auggie é lindo na sua maneira tão engraçada, diferente e insegura de enfrentar o mundo. A Isabel, a mãe, sente-se ali cada batidinha de dor e felicidade do coração dela (levem lenços... muitos) por causa dos filhos, a Via tão bonita por dentro, a irmã mais velha completamente defendida com tudo o que esse papel acarreta numa família, o pai (perfeito escolherem o Owen Wilson) a panela de descompressão. Até a cadela que observa atenta cada conquista desempenha um papel importante (Gaspar tenho tantas saudades tuas...). O titulo "Wonder" está perfeito porque o filme é de facto uma maravilha!
As rotinas dela, a felicidade que encontra nas pequenas coisas, a amizade com o amigo gay com quem vê musicais antigos, a delicadeza dos gestos e a mudez dela tornam o filme mágico.
Wonder:
Tem a Julia Roberts e eu adoro-a, mas a história consegue ser ainda mais bonita, aquela família é deliciosa, o Auggie é lindo na sua maneira tão engraçada, diferente e insegura de enfrentar o mundo. A Isabel, a mãe, sente-se ali cada batidinha de dor e felicidade do coração dela (levem lenços... muitos) por causa dos filhos, a Via tão bonita por dentro, a irmã mais velha completamente defendida com tudo o que esse papel acarreta numa família, o pai (perfeito escolherem o Owen Wilson) a panela de descompressão. Até a cadela que observa atenta cada conquista desempenha um papel importante (Gaspar tenho tantas saudades tuas...). O titulo "Wonder" está perfeito porque o filme é de facto uma maravilha!
sábado, 3 de fevereiro de 2018
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018
Diário das minhas virgens tristes...
O mundo é prolífero em cínicos e hipócritas,
virgens ofendidas e puras como esgotos a céu aberto...
As mulheres nasceram para ser escravas felizes,
fadas (fodas) do lar perfeitas,
a lavarem a louça com uma mão enquanto elogiam
e masturbam os seus senhores...
Odeio este circo de horrores macabro,
estrago os cenários idílicos e ridículos,
sempre que abro a boca,
ou dispo a roupa para nadar nua...
Ser tua, meu senhor?
gostavas de me ter,
assim, tão singela e bem educada,
domesticada a lamber-te a trela?
A olhar para ti embevecida
enquanto me arrancas a vida
e me transformas?
Há muitas formas de odiar uma mulher...
Cresce Senhor,
não te devo amor, nem fidelidade,
a felicidade é muito mais do que um orgasmo,
ou o vazio que sentes a seguir...
Pobre Senhor,
a fugir do que não entende...
Antes puta que morta, meu amor!
Eu consigo viver sem ti e isso... Assusta!
virgens ofendidas e puras como esgotos a céu aberto...
As mulheres nasceram para ser escravas felizes,
fadas (fodas) do lar perfeitas,
a lavarem a louça com uma mão enquanto elogiam
e masturbam os seus senhores...
Odeio este circo de horrores macabro,
estrago os cenários idílicos e ridículos,
sempre que abro a boca,
ou dispo a roupa para nadar nua...
Ser tua, meu senhor?
gostavas de me ter,
assim, tão singela e bem educada,
domesticada a lamber-te a trela?
A olhar para ti embevecida
enquanto me arrancas a vida
e me transformas?
Há muitas formas de odiar uma mulher...
Cresce Senhor,
não te devo amor, nem fidelidade,
a felicidade é muito mais do que um orgasmo,
ou o vazio que sentes a seguir...
Pobre Senhor,
a fugir do que não entende...
Antes puta que morta, meu amor!
Eu consigo viver sem ti e isso... Assusta!
Li por aí...
Era uma vez uma princesa de um reino muito longínquo.
A princesa acabara de completar o seu vigésimo segundo aniversário e decidiu que chegara a altura de encontrar um príncipe e casar.
Enviou então uma convocatória para todos os reinos próximos, solicitando que os príncipes a visitassem e conhecessem melhor.
E assim foi. Os príncipes dos reinos mais próximos começaram a visitá-la e a conversar com ela. Mas, ela não conseguia gostar de nenhum.
Certa noite ela não conseguia dormir e foi até à janela do seu quarto ver a lua. Nesse momento reparou que alguém estava a olhar para ela. Era um rapaz bonito, alto e com um sorriso cativante. Ela abriu a janela e perguntou: o que estás ai a fazer?
Ele respondeu: “Estou apaixonado por ti e quero casar contigo.”
A princesa observou-o, demoradamente, e sentiu-se muito atraída por ele.
Então, ela disse-lhe: “Se ficares ai durante trinta dias sem comer, eu caso contigo!”, ao que ele respondeu: “Por ti faço tudo!”
E os dias foram passando. A princesa ia todos os dias á janela ver o futuro príncipe com quem se casaria.
Umas horas antes de se completarem os trinta dias, ele levantou-se, olhou para a janela, começou a andar e a afastar-se.
Ela entretanto, aproximou-se da janela, viu que ele estava a afastar-se, e chamou por ele.
Nesse momento ele parou de andar, olhou para ela, caminhou na sua direção, e quando chegou junto da janela onde ela se encontrava, ela perguntou-lhe: “Onde vais?”
Ele olhou-a fixamente nos olhos e respondeu: “Vou-me embora! Estava com fome e tu não te importas-te. Estava com frio, e tu não quiseste saber. Amei-te todos os dias, a cada momento, mas não posso amar alguém que não consegue amar, nem sabe o que é o Amor!”
A princesa acabara de completar o seu vigésimo segundo aniversário e decidiu que chegara a altura de encontrar um príncipe e casar.
Enviou então uma convocatória para todos os reinos próximos, solicitando que os príncipes a visitassem e conhecessem melhor.
E assim foi. Os príncipes dos reinos mais próximos começaram a visitá-la e a conversar com ela. Mas, ela não conseguia gostar de nenhum.
Certa noite ela não conseguia dormir e foi até à janela do seu quarto ver a lua. Nesse momento reparou que alguém estava a olhar para ela. Era um rapaz bonito, alto e com um sorriso cativante. Ela abriu a janela e perguntou: o que estás ai a fazer?
Ele respondeu: “Estou apaixonado por ti e quero casar contigo.”
A princesa observou-o, demoradamente, e sentiu-se muito atraída por ele.
Então, ela disse-lhe: “Se ficares ai durante trinta dias sem comer, eu caso contigo!”, ao que ele respondeu: “Por ti faço tudo!”
E os dias foram passando. A princesa ia todos os dias á janela ver o futuro príncipe com quem se casaria.
Umas horas antes de se completarem os trinta dias, ele levantou-se, olhou para a janela, começou a andar e a afastar-se.
Ela entretanto, aproximou-se da janela, viu que ele estava a afastar-se, e chamou por ele.
Nesse momento ele parou de andar, olhou para ela, caminhou na sua direção, e quando chegou junto da janela onde ela se encontrava, ela perguntou-lhe: “Onde vais?”
Ele olhou-a fixamente nos olhos e respondeu: “Vou-me embora! Estava com fome e tu não te importas-te. Estava com frio, e tu não quiseste saber. Amei-te todos os dias, a cada momento, mas não posso amar alguém que não consegue amar, nem sabe o que é o Amor!”
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