domingo, 28 de janeiro de 2018
Bailarina...
Deixo-me ficar na penumbra deste futuro inacabado,
na dúvida sórdida daquele amanhã depois de amanhã,
quando o nevoeiro fosse uma visão desfocada do teu rosto.
Gosto de ti nem sei porquê,
se calhar é um vicio demente que se sente só,
como eu me sinto, quase sempre.
Habituei-me ao silêncio porque te habitei muitas vezes,
traz-me um misto de serenidade e ansiedade que me mantém entretida
durante as intermitências da vida.
Apetece-me arrancar a pele,
a carne,
os ossos
e o sangue
e deixar-me abraçar o bailado da imortalidade!
Este prazo de validade mata-me um pouco todos os dias,
prefiro a liberdade que a alma nos dá,
esta efervescência de vida, este sopro esperançoso de fé.
Ninguém é perfeito
e este é o meu defeito preferido,
a imperfeição do amor,
a dor de aceitar que amar é ver com uma lente de aumentar
e ainda assim preferimos correr riscos
e sorrimos abraçados como iscos condenados
numa cana de pesca
à espera que nos devorem de um só trago....
Trago esta loucura obscura toda comigo
e danço enquanto me canso do mundo
tão fiel ao seu umbigo.
Pura arrogância esta ganância de amar tanto...
na dúvida sórdida daquele amanhã depois de amanhã,
quando o nevoeiro fosse uma visão desfocada do teu rosto.
Gosto de ti nem sei porquê,
se calhar é um vicio demente que se sente só,
como eu me sinto, quase sempre.
Habituei-me ao silêncio porque te habitei muitas vezes,
traz-me um misto de serenidade e ansiedade que me mantém entretida
durante as intermitências da vida.
Apetece-me arrancar a pele,
a carne,
os ossos
e o sangue
e deixar-me abraçar o bailado da imortalidade!
Este prazo de validade mata-me um pouco todos os dias,
prefiro a liberdade que a alma nos dá,
esta efervescência de vida, este sopro esperançoso de fé.
Ninguém é perfeito
e este é o meu defeito preferido,
a imperfeição do amor,
a dor de aceitar que amar é ver com uma lente de aumentar
e ainda assim preferimos correr riscos
e sorrimos abraçados como iscos condenados
numa cana de pesca
à espera que nos devorem de um só trago....
Trago esta loucura obscura toda comigo
e danço enquanto me canso do mundo
tão fiel ao seu umbigo.
Pura arrogância esta ganância de amar tanto...
quarta-feira, 24 de janeiro de 2018
terça-feira, 23 de janeiro de 2018
A filosofia das pedras...
Sinto em cada poro,
em cada pulsar, em cada sopro...
Já não (nos) resta nada,
cada madrugada pode ser a derradeira
e toda a gente a correr da mesma maneira,
sempre, sem chegar a lado algum
que não seja a morte eminente...
Gente...
Palavra de fraca sabedoria que não glorifica espécie alguma...
Gente, a suma soma de todos os medos,
fria e estranha forma de vida mal resolvida com tudo.
Gente, o segredo de uma história no fundo de uma garrafa miserável.
Gente, resultado execrável de uma evolução que não soube evoluir.
E contudo amo tanta Gente...
Somos o mistério do adultério da criação.
Invejados por Anjos e Deuses
e com uma ambição tão primitiva,
cativa acção patética da nossa mortalidade poética...
Seres imortais numa morte perpétua,
anjos da morte do mundo
a espalhar dor e a empalar o Amor
num lugar profundo e escuro
até o empalidecer e morrer de fome.
Puro desnorte de quem não sabe a sorte que tem...
O nosso tempo acabou...
E eles não sabem nem sonham...
em cada pulsar, em cada sopro...
Já não (nos) resta nada,
cada madrugada pode ser a derradeira
e toda a gente a correr da mesma maneira,
sempre, sem chegar a lado algum
que não seja a morte eminente...
Gente...
Palavra de fraca sabedoria que não glorifica espécie alguma...
Gente, a suma soma de todos os medos,
fria e estranha forma de vida mal resolvida com tudo.
Gente, o segredo de uma história no fundo de uma garrafa miserável.
Gente, resultado execrável de uma evolução que não soube evoluir.
E contudo amo tanta Gente...
Somos o mistério do adultério da criação.
Invejados por Anjos e Deuses
e com uma ambição tão primitiva,
cativa acção patética da nossa mortalidade poética...
Seres imortais numa morte perpétua,
anjos da morte do mundo
a espalhar dor e a empalar o Amor
num lugar profundo e escuro
até o empalidecer e morrer de fome.
Puro desnorte de quem não sabe a sorte que tem...
O nosso tempo acabou...
E eles não sabem nem sonham...
domingo, 21 de janeiro de 2018
Sobre o assedio sexual e a caça às bruxas...
Ponto nº1
Uma coisa é assédio, outra coisa é flirt, não são, de todo, a mesma coisa
Ponto nº2
Qualquer dia ninguém se aproxima de ninguém porque pode ser mal interpretado
Ponto nº3
Muitas das "vitimas" não são vitimas nenhumas, são oportunistas que vêem aqui uma oportunidade clara de ficar na ribalta
Ponto nº4
Também ninguém quer ser a actriz que nunca foi assediada e isto é ainda mais parvo...
Ponto nº5
Com este histerismo todo os casos reais de assedio vão acabar por deixar de ser vistos com seriedade porque vai tudo cair no mesmo saco roto do imediatismo e dos escândalos fast-food das redes sociais.
Uma coisa é assédio, outra coisa é flirt, não são, de todo, a mesma coisa
Ponto nº2
Qualquer dia ninguém se aproxima de ninguém porque pode ser mal interpretado
Ponto nº3
Muitas das "vitimas" não são vitimas nenhumas, são oportunistas que vêem aqui uma oportunidade clara de ficar na ribalta
Ponto nº4
Também ninguém quer ser a actriz que nunca foi assediada e isto é ainda mais parvo...
Ponto nº5
Com este histerismo todo os casos reais de assedio vão acabar por deixar de ser vistos com seriedade porque vai tudo cair no mesmo saco roto do imediatismo e dos escândalos fast-food das redes sociais.
sexta-feira, 19 de janeiro de 2018
Que as almas possam repousar enquanto os vivos choram...
Ontem assisti a dois filhos despedirem-se do rosto da mãe.
Ontem assisti a uma mãe enterrar a segunda filha e ficar de colo vazio aos 87 anos.
Ontem assisti a um homem perder o amor da sua vida.
Ontem assisti a uma neta a sentir que o chão nos pode fugir.
Espero que tu não tenhas assistido a nada disto, Mariana...
Hoje a tua filha foi cantar-te os parabéns na tua ultima morada.
Ontem assisti a uma mãe enterrar a segunda filha e ficar de colo vazio aos 87 anos.
Ontem assisti a um homem perder o amor da sua vida.
Ontem assisti a uma neta a sentir que o chão nos pode fugir.
Espero que tu não tenhas assistido a nada disto, Mariana...
Hoje a tua filha foi cantar-te os parabéns na tua ultima morada.
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