Os Homens ainda não aprenderam a amar para sempre,
ajudam a trazer a vida ao mundo mas não a conservam dentro de si.
Sei
que um dia saberemos esperar que a vida renove e que os amores
hibernem e renasçam, sem pressa, sem renuncia, sem desistência
Sussurro as palavras que as paredes calam,
as paredes, às vezes, falam demais...
O resultado é um murro no estômago do passado.
Tudo o que sinto é aquilo que minto a mim mesma,
uma nesga de história de amor, com memória perturbada pela dor,
mais nada.
Nem sei como começou, mas sei porque acabou tantas vezes.
Somos arquitecturas destruidas e reconstruidas,
puras obras inacabadas, recomeçadas todos os dias.
Não é dificil amar alguém num momento,
porque os momentos são aguas frescas a beijar rios,
Amar para sempre inclui beijar rios que secaram
ou cujas águas estagnaram...
E os homens têm demasiada sede.
sexta-feira, 29 de setembro de 2017
domingo, 17 de setembro de 2017
Escolhas são sabores de gelados...
Gosto de saborear os sonhos,
mesmo os que acabam ou que nem se dignam a começar.
Gosto das possibilidades e das impossibilidades,
das realidades alternativas, das certezas que se constroem
e se reescrevem em matérias vivas ou enterradas sem corpo, sequer.
O livre arbítrio que não determina coisa nenhuma,
a soma suma de todos os medos,
a coragem que surge e urge pela fraqueza,
a certeza incerta da (in)decisão.
Sei que Amar não basta, mas ajuda muito!
Sei que um beijo de Amor não cura mas amolece a dor!
Sei que sei muito pouco e ainda bem,
ninguém sabe tudo.
A efemeridade é a eternidade do Amor,
um sempre que nos desafia a desafiar a finitude
com uma amplitude arrogante que se recusa a morrer.
E isso é lindo...
mesmo os que acabam ou que nem se dignam a começar.
Gosto das possibilidades e das impossibilidades,
das realidades alternativas, das certezas que se constroem
e se reescrevem em matérias vivas ou enterradas sem corpo, sequer.
O livre arbítrio que não determina coisa nenhuma,
a soma suma de todos os medos,
a coragem que surge e urge pela fraqueza,
a certeza incerta da (in)decisão.
Sei que Amar não basta, mas ajuda muito!
Sei que um beijo de Amor não cura mas amolece a dor!
Sei que sei muito pouco e ainda bem,
ninguém sabe tudo.
A efemeridade é a eternidade do Amor,
um sempre que nos desafia a desafiar a finitude
com uma amplitude arrogante que se recusa a morrer.
E isso é lindo...
quinta-feira, 31 de agosto de 2017
Sou tua.
Entro,
povoo-te,
devoro-te,
exploro-te...
Sou parte,
sou todo,
sou arte aos pés do teu pincel.
Sou acre e mel à solta
na tua boca que prova e repete.
Sou alma,
sou mente,
sou gente e animal.
Vida, fado,
enfado,
fatal.
Sou ida,
partida,
chegada
e demorada reconstrução.
Sou mão,
na tua,
fechada,
esticada,
desprendida.
Sou rua,
calçada,
passo,
espaço,
nada.
Sou tua.
povoo-te,
devoro-te,
exploro-te...
Sou parte,
sou todo,
sou arte aos pés do teu pincel.
Sou acre e mel à solta
na tua boca que prova e repete.
Sou alma,
sou mente,
sou gente e animal.
Vida, fado,
enfado,
fatal.
Sou ida,
partida,
chegada
e demorada reconstrução.
Sou mão,
na tua,
fechada,
esticada,
desprendida.
Sou rua,
calçada,
passo,
espaço,
nada.
Sou tua.
quarta-feira, 30 de agosto de 2017
2 moedas para o homem da barca...
Nada sei dos mistérios da morte,
não conheço as certezas da vida,
não entendo a linguagem dos anjos...
Mas sei que há uma mensagem escondida
nos lábios de quem ama e (se) perde,
um luto, sem campa, sem flores, sem corpo,
que não se mede em palavras.
Os pássaros voam uma vida inteira
mas morrem no chão a olhar o céu,
nós somos aves sem penas...
A solidão é uma espera, apenas,
um caixão encomendado,
uma mera urna,
a despedida do ser alado
e a admissão da mortalidade...
Desististe e morreste,
ou então morreste e desististe...
O tempo não é estanque ou importante,
só o fim nos marca,
no fim,
quando chega o Homem da barca...
não conheço as certezas da vida,
não entendo a linguagem dos anjos...
Mas sei que há uma mensagem escondida
nos lábios de quem ama e (se) perde,
um luto, sem campa, sem flores, sem corpo,
que não se mede em palavras.
Os pássaros voam uma vida inteira
mas morrem no chão a olhar o céu,
nós somos aves sem penas...
A solidão é uma espera, apenas,
um caixão encomendado,
uma mera urna,
a despedida do ser alado
e a admissão da mortalidade...
Desististe e morreste,
ou então morreste e desististe...
O tempo não é estanque ou importante,
só o fim nos marca,
no fim,
quando chega o Homem da barca...
domingo, 6 de agosto de 2017
Still, Unchained Melody...
Ainda tenho o desenho dos teus lábios na pele,
a impressão do teu cheiro,
o mel desordeiro do teu sabor, Amor...
O meu corpo nu,
teu corpo tempestade bravia da saudade que nos comia,
sem piedade.
Insaciedade do meu ser, cheio de medo de viver...
Inocência, a ciência dos condenados apaixonados!
Ainda tenho o calor dos teus braços na alma,
o desnorte da tua gargalhada desalinhada,
com que alinhavavas a vida
e o sal de cada despedida nos olhos...
Meu espelho contraluz,
meu inverso,
prosa do verso fugaz
que me reduz ao silêncio mordaz,
lume do meu ciume.
Ainda?
Sempre!
a impressão do teu cheiro,
o mel desordeiro do teu sabor, Amor...
O meu corpo nu,
teu corpo tempestade bravia da saudade que nos comia,
sem piedade.
Insaciedade do meu ser, cheio de medo de viver...
Inocência, a ciência dos condenados apaixonados!
Ainda tenho o calor dos teus braços na alma,
o desnorte da tua gargalhada desalinhada,
com que alinhavavas a vida
e o sal de cada despedida nos olhos...
Meu espelho contraluz,
meu inverso,
prosa do verso fugaz
que me reduz ao silêncio mordaz,
lume do meu ciume.
Ainda?
Sempre!
quarta-feira, 2 de agosto de 2017
Symphony of destruction
Não sei explicar como vejo o mundo à minha volta,
só sei que sinto cada olhar, cada cheiro, cada pulsar dos pássaros...
De vez em quando fecho os olhos e sinto o sonhos dos outros,
mas os outros sonham muito pouco...
Devoram dias iguais com finais previsíveis e emoções invisíveis.
Um dia morreremos porque desaprendemos a vida,
seremos a espécie extinta pelo desinteresse...
A evolução é apenas uma jaula maior e com menos ar,
que não nos permite pensar...
Não quero cá estar quando deixarmos de cheirar a relva,
quando não soubermos olhar o mar,
quando não sentirmos a calma de afagar um cavalo...
Fazemos coisas para comprar mais coisas para meter nas coisas que temos e que nos transformam em coisas que fazem os outros querer ter coisas como nós...
só sei que sinto cada olhar, cada cheiro, cada pulsar dos pássaros...
De vez em quando fecho os olhos e sinto o sonhos dos outros,
mas os outros sonham muito pouco...
Devoram dias iguais com finais previsíveis e emoções invisíveis.
Um dia morreremos porque desaprendemos a vida,
seremos a espécie extinta pelo desinteresse...
A evolução é apenas uma jaula maior e com menos ar,
que não nos permite pensar...
Não quero cá estar quando deixarmos de cheirar a relva,
quando não soubermos olhar o mar,
quando não sentirmos a calma de afagar um cavalo...
Fazemos coisas para comprar mais coisas para meter nas coisas que temos e que nos transformam em coisas que fazem os outros querer ter coisas como nós...
sábado, 24 de junho de 2017
O Sorriso da Mona Lisa...
Ardem-me as folhas,
rasgam-se as páginas,
morrem-me as palavras.
O cansaço é o aço que me trespassa
e me abraça com cheiro a morte.
Sorrio, todos os dias,
porque sorrir é um vicio como outro qualquer.
Ser mulher é aprender a sorrir e a acenar e a aceitar...
Ser mulher é ser anjo de um Deus ingrato,
farto de ser perfeito...
Mais um dia, mais um orgasmo, mais um espasmo de melancolia...
A alegria vive nos olhos inocentes dos crentes e dos tolos.
O meu espelho é um semblante carregado,
envelhecido e endurecido pelos ombros do passado.
Desespero e não espero mais nada...
Inspiro o monóxido de carbono e abandono a dor...
rasgam-se as páginas,
morrem-me as palavras.
O cansaço é o aço que me trespassa
e me abraça com cheiro a morte.
Sorrio, todos os dias,
porque sorrir é um vicio como outro qualquer.
Ser mulher é aprender a sorrir e a acenar e a aceitar...
Ser mulher é ser anjo de um Deus ingrato,
farto de ser perfeito...
Mais um dia, mais um orgasmo, mais um espasmo de melancolia...
A alegria vive nos olhos inocentes dos crentes e dos tolos.
O meu espelho é um semblante carregado,
envelhecido e endurecido pelos ombros do passado.
Desespero e não espero mais nada...
Inspiro o monóxido de carbono e abandono a dor...
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