O dia passou...
Perdoa-me por não o assinalar
apesar de conversar o meu pesar e a alegria contigo,
meu amigo, meu único amigo,
sem tempo marcado, ou passado.
Falo com a nossa Figueira,
vejo-a crescer e sei que entendes,
nessa maneira de entenderes tudo e alcançares
além do alcance dos demais.
Guardavas a sabedoria do Universo nos teus olhos cegos...
Sinto tantas saudades tuas,
mais ainda quando estou feliz...
Falo de ti aos teu bisnetos,
dos afectos, dos olhares, dos livros,
de amares tanto os cavalos...
Farás parte da vida deles, porque és parte de mim
e quero que eles conheçam a mãe.
Parabéns atrasados meu querido A.A.M.!
terça-feira, 18 de abril de 2017
sexta-feira, 31 de março de 2017
Torpor ou a arte de amar fantasmas...
Torpe entorpecimento de cimento,
fragilidade da agilidade frágil,
vulnerabilidade da habilidade vulgar,
vulgo lugar, o meu mundo...
Se a possessão fosse uma sessão de posse,
um absolutismo do luto, um ismo senciente de tudo,
sentirias o meu sentir ou nem ias ter a sabedoria de o saber?
A que sabe, ser amado?
A vida é o intervalo que a Morte nos concede, mais nada
e quem não nos procura não almeja o nosso encontro.
fragilidade da agilidade frágil,
vulnerabilidade da habilidade vulgar,
vulgo lugar, o meu mundo...
Se a possessão fosse uma sessão de posse,
um absolutismo do luto, um ismo senciente de tudo,
sentirias o meu sentir ou nem ias ter a sabedoria de o saber?
A que sabe, ser amado?
A vida é o intervalo que a Morte nos concede, mais nada
e quem não nos procura não almeja o nosso encontro.
domingo, 26 de fevereiro de 2017
As maratonas têm 42km em todo o lado!
Corre,
o mundo é uma pista é tua espera,
uma descoberta a cada passo no espaço que te reservas...
Corre,
encontra-te no teu cansaço,
absorve tudo de pulmões abertos,
desertos de ar mais puro.
Corre,
sem metas, sem rotas, sem prémios.
sacia-te em cada partida,
mesmo de pernas moídas, arrastadas, enlameadas,
não consegues parar,
por isso corre,
mesmo que os outros não entendam,
mesmo que os pódios não te defendam,
mesmo que alguém não te espere à chegada...
A vida é a corrida que escolheste,
por isso corre,
mereceste!
o mundo é uma pista é tua espera,
uma descoberta a cada passo no espaço que te reservas...
Corre,
encontra-te no teu cansaço,
absorve tudo de pulmões abertos,
desertos de ar mais puro.
Corre,
sem metas, sem rotas, sem prémios.
sacia-te em cada partida,
mesmo de pernas moídas, arrastadas, enlameadas,
não consegues parar,
por isso corre,
mesmo que os outros não entendam,
mesmo que os pódios não te defendam,
mesmo que alguém não te espere à chegada...
A vida é a corrida que escolheste,
por isso corre,
mereceste!
sábado, 25 de fevereiro de 2017
Limite
Perguntei às pedras e aos pássaros se te têm visto passar na viagem dos dias,
ninguém me responde, ninguém me entende, ninguém interessa aos outros...
A solidão é uma demência evoluída a sugar-nos a vida,
vivemos no meio de multidões aos tropeções sem sentirmos nada.
As gargalhadas são fabricadas em plástico pardacento,
enquanto simulamos que gostamos do que vemos...
Tento respirar mas sufoco em poluição sonora, inodora, transparente...
Preciso de gente, de ar, de raiva, do ridículo.
Odeio este circulo perfeito feito em montagem sistemática.
Sou asmática mas com orgulho!
Amo até que o coração arda em cinzas,
vivo até ao ultimo fôlego,
existo até consumir a carne pelos ossos.
Chega de subsistir.
Chega de mentir.
Chega de chegar o pouco que chega aos outros.
ninguém me responde, ninguém me entende, ninguém interessa aos outros...
A solidão é uma demência evoluída a sugar-nos a vida,
vivemos no meio de multidões aos tropeções sem sentirmos nada.
As gargalhadas são fabricadas em plástico pardacento,
enquanto simulamos que gostamos do que vemos...
Tento respirar mas sufoco em poluição sonora, inodora, transparente...
Preciso de gente, de ar, de raiva, do ridículo.
Odeio este circulo perfeito feito em montagem sistemática.
Sou asmática mas com orgulho!
Amo até que o coração arda em cinzas,
vivo até ao ultimo fôlego,
existo até consumir a carne pelos ossos.
Chega de subsistir.
Chega de mentir.
Chega de chegar o pouco que chega aos outros.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017
Rest In Peace...
O coração é uma coreografia de cegos a baterem dedos grossos numa tábua de madeira,
a evitarem os pregos enferrujados, espetados com os dentes para fora,
coordenados, compassados, desesperados a ouvir as imagens em sons...
O Amor é um caminho que se faz de olhos fechados, sem mãos à frente,
nas margens do raciocinio, sem pingo de sensatez,
numa estupidez deliciosa sequiosa por nos mostrar que a vida é dos tolos!
Nunca amei porque quis, mas sempre quis quem amei.
Sei que o Amor é uma glicose que nos transforma em neurose,
numa psicopatia de querer morrer e logo a seguir rir do fundo da alma,
nunca se acalma, nunca sossega, uma fúria cega que nos devora de dentro para fora!
Viver sem amar é fazer tudo bem, menos viver.
terça-feira, 31 de janeiro de 2017
O Homem que fazia nevar...
A névoa abraça-me num enlace molhado e terno,
um Inverno que me embala e se cala com os segredos das lágrimas doces...
Se tu fosses o Homem por detrás da neve leve que me toca
e morre na minha boca...
Há magia no gelo que se solta
e dança à minha volta como pássaros brancos despedaçados...
As penas da neve são emoções de ilusões roubadas,
soterradas pelo manto do pranto de cada amor perdido.
Há um pássaro que morre numa gaiola de cardos
por cada coração partido, sabias?
E há um homem a moldar o gelo,
num belo e mágico castelo
a chorar e a fazer nevar no mundo,
num profundo e triste silêncio,
porque sabe que o Amor morre um pouco todos os dias.
um Inverno que me embala e se cala com os segredos das lágrimas doces...
Se tu fosses o Homem por detrás da neve leve que me toca
e morre na minha boca...
Há magia no gelo que se solta
e dança à minha volta como pássaros brancos despedaçados...
As penas da neve são emoções de ilusões roubadas,
soterradas pelo manto do pranto de cada amor perdido.
Há um pássaro que morre numa gaiola de cardos
por cada coração partido, sabias?
E há um homem a moldar o gelo,
num belo e mágico castelo
a chorar e a fazer nevar no mundo,
num profundo e triste silêncio,
porque sabe que o Amor morre um pouco todos os dias.
domingo, 22 de janeiro de 2017
Pretenciosismo...
Sou um castelo de blocos de madeira,
uma solidez aparente que se destrói e constrói em segundos.
Todos os mundos possuem uma eternidade frágil e hipócrita...
A escrita tem uma verdade camuflada,
uma opacidade de letras que traduzem o pretenciosismo de alguém...
Ninguem nasce a saber escrever,
nunca vi uma árvore a vomitar letras
na sabedoria de pertencer em comunhão...
Sorvo a ilusão num cálice de vinho tinto,
saboreio o aroma frutado de todos os sonhos,
não colecciono obras de arte em parte nenhuma...
Em suma, somos estreias em meras plateias cansados de esperas
em casas ridiculamente cheias.
uma solidez aparente que se destrói e constrói em segundos.
Todos os mundos possuem uma eternidade frágil e hipócrita...
A escrita tem uma verdade camuflada,
uma opacidade de letras que traduzem o pretenciosismo de alguém...
Ninguem nasce a saber escrever,
nunca vi uma árvore a vomitar letras
na sabedoria de pertencer em comunhão...
Sorvo a ilusão num cálice de vinho tinto,
saboreio o aroma frutado de todos os sonhos,
não colecciono obras de arte em parte nenhuma...
Em suma, somos estreias em meras plateias cansados de esperas
em casas ridiculamente cheias.
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