Os céus choram por nós,
lágrimas que perderam o sódio das paixões severas...
Há sempre um tempo, dentro do nosso tempo,
em que me sinto sem ponteiros.
Os minutos são lutos que nos tocam e sacodem
enquanto nos explodem os sonhos nas mãos...
Pisámos o mesmo chão demasiadas vezes
e ainda assim não aprendemos quase nada, Amor...
Choramos pelos cantos da arrogância da nossa dor,
numa madrugada cinzenta e lenta que nem desperta...
E os dias passam, o tempo aperta e a dor adorna-nos,
como um colar apertado e vincado a ensinar-nos a marcha...
sábado, 7 de maio de 2016
quinta-feira, 21 de abril de 2016
Desabafo no silêncio...
"Durante o evento, um missionário descreveu a sua experiência num orfanato no Uganda. Quando entrou numa enfermaria com mais de 100 berços, ficou chocado com o
silêncio e perguntou a quem o acompanhava como era possível que um
espaço com tantos bebés estivesse tão silencioso. "Depois de estarem cá
há uma semana e de chorarem durante horas incontáveis, acabam por parar
de chorar quando percebem que ninguém vem".
Há coisas que me deixam profundamente tristes, como se se abrisse um buraco no meu coração e escorresse mais um bocado da minha fé no mundo para o chão... Ler isto deixou-me assim...
Somos uma especie muito, muito estranha... Somos uma especie cada vez menos especie e cada vez mais individual...
Somos profundamente estupidos, pequeninos, ignorantes...
Somos a unica especie que acredita que as suas crias devem dormir sozinhas desde que nascem, a unica especie, dentro da classe dos mamíferos, que decide não amamentar, a unica especie que nega consolo para educar...
Um bebé ao nascer traz consigo a nossa especie no seu estado mais puro e isenta de maldade, um bebé ama e perdoa sempre...
Nenhum bebé devia desistir de chorar...
Há coisas que me deixam profundamente tristes, como se se abrisse um buraco no meu coração e escorresse mais um bocado da minha fé no mundo para o chão... Ler isto deixou-me assim...
Somos uma especie muito, muito estranha... Somos uma especie cada vez menos especie e cada vez mais individual...
Somos profundamente estupidos, pequeninos, ignorantes...
Somos a unica especie que acredita que as suas crias devem dormir sozinhas desde que nascem, a unica especie, dentro da classe dos mamíferos, que decide não amamentar, a unica especie que nega consolo para educar...
Um bebé ao nascer traz consigo a nossa especie no seu estado mais puro e isenta de maldade, um bebé ama e perdoa sempre...
Nenhum bebé devia desistir de chorar...
domingo, 10 de abril de 2016
Mar de Inverno...
A mágoa é uma aurora cansada,
um tempo que morre como um beijo fugaz,
um nada que se constroi todos os dias,
de mãos vazias,
enquanto se perde a profundidade do mundo...
A idade da inocência é um cliché antigo
que me rouba a dignidade...
O teu tempo já não perde tempo comigo,
num dia de Inverno vestiu o casaco e partiu...
E eu engoli em seco e sorri porque o sal das lágrimas faz-me sede.
um tempo que morre como um beijo fugaz,
um nada que se constroi todos os dias,
de mãos vazias,
enquanto se perde a profundidade do mundo...
A idade da inocência é um cliché antigo
que me rouba a dignidade...
O teu tempo já não perde tempo comigo,
num dia de Inverno vestiu o casaco e partiu...
E eu engoli em seco e sorri porque o sal das lágrimas faz-me sede.
domingo, 27 de março de 2016
sábado, 19 de março de 2016
quinta-feira, 17 de março de 2016
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
Oração
O Amor é a unica esperança que tenho.
O abraço invisivel,
o alento dos dias,
o beijo que me afaga a fronte,
a unica ponte que nos liga aos outros
e à criança que fomos...
Creio em Deus porque (te) Amo
e o Amor nunca pertenceu aos Homens.
Não existe formula quimica que o explique,
interruptor que o desligue...
É a grandeza que nos ensina a humildade
e a beleza da imortalidade.
Creio no Amor poderoso,
criador dos céus e da terra,
de todas as coisas visiveis e invisiveis...
Por nós, homens, e para nossa salvação
desceu dos céus e nós crucificámos o seu valor...
As religiões são dissecações do Amor,
por isso não o professo, vivo-o, confesso-o.
Sem Amor nada somos,
é como respirar debaixo do chão,
ou com agua no pulmão.
Uma semi-vida em embolia pulmunar
a sufocar, dolorosamente devagar.
A vida é o milagre que o Amor concede,
enquanto nos perdoa todos os dias
porque nós não nos sabemos perdoar.
A dor é o terço dos homens,
uma oração moída conta a conta,
fervorosamente murmurada,
cheia de culpa e sofrimento.
Tormento do medo de ser maior...
Quando o Amor é a simplicidade de tudo
e o derradeiro baptismo da vida no mundo.
O abraço invisivel,
o alento dos dias,
o beijo que me afaga a fronte,
a unica ponte que nos liga aos outros
e à criança que fomos...
Creio em Deus porque (te) Amo
e o Amor nunca pertenceu aos Homens.
Não existe formula quimica que o explique,
interruptor que o desligue...
É a grandeza que nos ensina a humildade
e a beleza da imortalidade.
Creio no Amor poderoso,
criador dos céus e da terra,
de todas as coisas visiveis e invisiveis...
Por nós, homens, e para nossa salvação
desceu dos céus e nós crucificámos o seu valor...
As religiões são dissecações do Amor,
por isso não o professo, vivo-o, confesso-o.
Sem Amor nada somos,
é como respirar debaixo do chão,
ou com agua no pulmão.
Uma semi-vida em embolia pulmunar
a sufocar, dolorosamente devagar.
A vida é o milagre que o Amor concede,
enquanto nos perdoa todos os dias
porque nós não nos sabemos perdoar.
A dor é o terço dos homens,
uma oração moída conta a conta,
fervorosamente murmurada,
cheia de culpa e sofrimento.
Tormento do medo de ser maior...
Quando o Amor é a simplicidade de tudo
e o derradeiro baptismo da vida no mundo.
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