A mágoa é uma aurora cansada,
um tempo que morre como um beijo fugaz,
um nada que se constroi todos os dias,
de mãos vazias,
enquanto se perde a profundidade do mundo...
A idade da inocência é um cliché antigo
que me rouba a dignidade...
O teu tempo já não perde tempo comigo,
num dia de Inverno vestiu o casaco e partiu...
E eu engoli em seco e sorri porque o sal das lágrimas faz-me sede.
domingo, 10 de abril de 2016
domingo, 27 de março de 2016
sábado, 19 de março de 2016
quinta-feira, 17 de março de 2016
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
Oração
O Amor é a unica esperança que tenho.
O abraço invisivel,
o alento dos dias,
o beijo que me afaga a fronte,
a unica ponte que nos liga aos outros
e à criança que fomos...
Creio em Deus porque (te) Amo
e o Amor nunca pertenceu aos Homens.
Não existe formula quimica que o explique,
interruptor que o desligue...
É a grandeza que nos ensina a humildade
e a beleza da imortalidade.
Creio no Amor poderoso,
criador dos céus e da terra,
de todas as coisas visiveis e invisiveis...
Por nós, homens, e para nossa salvação
desceu dos céus e nós crucificámos o seu valor...
As religiões são dissecações do Amor,
por isso não o professo, vivo-o, confesso-o.
Sem Amor nada somos,
é como respirar debaixo do chão,
ou com agua no pulmão.
Uma semi-vida em embolia pulmunar
a sufocar, dolorosamente devagar.
A vida é o milagre que o Amor concede,
enquanto nos perdoa todos os dias
porque nós não nos sabemos perdoar.
A dor é o terço dos homens,
uma oração moída conta a conta,
fervorosamente murmurada,
cheia de culpa e sofrimento.
Tormento do medo de ser maior...
Quando o Amor é a simplicidade de tudo
e o derradeiro baptismo da vida no mundo.
O abraço invisivel,
o alento dos dias,
o beijo que me afaga a fronte,
a unica ponte que nos liga aos outros
e à criança que fomos...
Creio em Deus porque (te) Amo
e o Amor nunca pertenceu aos Homens.
Não existe formula quimica que o explique,
interruptor que o desligue...
É a grandeza que nos ensina a humildade
e a beleza da imortalidade.
Creio no Amor poderoso,
criador dos céus e da terra,
de todas as coisas visiveis e invisiveis...
Por nós, homens, e para nossa salvação
desceu dos céus e nós crucificámos o seu valor...
As religiões são dissecações do Amor,
por isso não o professo, vivo-o, confesso-o.
Sem Amor nada somos,
é como respirar debaixo do chão,
ou com agua no pulmão.
Uma semi-vida em embolia pulmunar
a sufocar, dolorosamente devagar.
A vida é o milagre que o Amor concede,
enquanto nos perdoa todos os dias
porque nós não nos sabemos perdoar.
A dor é o terço dos homens,
uma oração moída conta a conta,
fervorosamente murmurada,
cheia de culpa e sofrimento.
Tormento do medo de ser maior...
Quando o Amor é a simplicidade de tudo
e o derradeiro baptismo da vida no mundo.
domingo, 14 de fevereiro de 2016
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
Sentido obrigatório
Os olhos são as janelas que o sonho teme,
a voz curva-se e geme,
os dedos são velas derretidas
a rezar-nos no corpo magoado pelo pecado
das promessas mordidas.
O inferno é um castigo
repartido contigo...
Um Inverno de solidão,
sem chuva que o alimente,
ou atormente...
Lambo o salitre do teu sofrimento
e rezo por dentro...
Por fora sou um carnaval de raiva,
uma aurora boreal,
fogo de artificio em dia de comicio.
Mas por dentro somos só nós e a voz sossega
enquanto se entrega e abraça
ao sol que trespassa a vidraça...
Não existe um sentido para o Amor,
porque o Amor é o sentido que todos os sentidos reconhecem.
a voz curva-se e geme,
os dedos são velas derretidas
a rezar-nos no corpo magoado pelo pecado
das promessas mordidas.
O inferno é um castigo
repartido contigo...
Um Inverno de solidão,
sem chuva que o alimente,
ou atormente...
Lambo o salitre do teu sofrimento
e rezo por dentro...
Por fora sou um carnaval de raiva,
uma aurora boreal,
fogo de artificio em dia de comicio.
Mas por dentro somos só nós e a voz sossega
enquanto se entrega e abraça
ao sol que trespassa a vidraça...
Não existe um sentido para o Amor,
porque o Amor é o sentido que todos os sentidos reconhecem.
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