sábado, 21 de novembro de 2015

Alzheimer...

A tua ausência pulsa-me no sangue como um orgasmo inacabado,  cada segundo é um 
mundo que se acaba e recomeça e as escolhas as folhas de Outono que despimos pelo chão.



Esquece o tempo Amor,
esquece a mortalidade, o rumo dos dias, a contagem decrescente,
a dor que acompanha a crueldade dormente
do relógio divino tatuado na nossa existência…
O destino é um cronómetro viciado e vicioso
que nos castiga, mastiga e condena,
sem pena, desde o berço…
Esquece-o Amor,
Seremos ponteiros fixos de pernas interlaçadas,
a saborear o prazer mesquinho
de gemer eternidade baixinho.
O tempo não nos conhece,
Esquece Amor,
Porque a memória não perdura
E o tempo não cura nada,
é um velho arrogante e impotente
a invejar a felicidade dos homens…
Um errante, indigente e imundo a desdenhar e a exigir a esmola das nossas vidas
a vaguear, sempre só, pelo mundo…
Esquece...

O (Amor te)rreno...

Odeiem-se.
Odeiem-se porque não merecemos mais nada.
Odeiem-se e morram afogados no ódio, no desdém, na indiferença
que é a vossa crença no divino.
Seres bons, tão perfeitos, os eleitos naturais…
Vós, os que estão acima de todas as coisas e não fazeis coisa nenhuma.
Odeiem-se e lambam o mel envenenado do vosso discurso condescendente,
enquanto se agoniam com o cheiro doente do mundo.
Perfumem-se de arrogância e respirem fundo!
Odeiem-se da forma como odeiam os que sofrem,
os que são diferentes, os que são menores…
A vossa grandeza humilha-nos, a vossa soberba verga-nos,
a nossa humanidade interrompe-vos a dignidade.

Odeiem-se e VIVAM ALTO, nós morremos baixinho.

domingo, 15 de novembro de 2015

A Humanidade é matarmos-nos uns aos outros.

Há malucos por todo o lado, há sangue por todo o lado, há morte por todo o lado porque há homens por todo o lado.

Sabemos chegar a Marte mas nunca soubemos chegar uns aos outros. Somos pequeninos, cruéis e mesquinhos.

Matamos-nos uns aos outros em nome de deus, em nome da liberdade, em nome da politica, em nome do amor. Na verdade matamos-nos uns aos outros porque gostamos de matar.
Todos nós somos capazes de matar, todos, somos humanos, somos assim.

Quando alguém me pergunta onde está a humanidade das pessoas eu penso é esta a humanidade das pessoas, ser humano é isto, é ser uma merda que tem capacidade para tanta coisa menos para ser genuinamente bom consigo mesmo enquanto espécie.

Eu tenho vergonha do que se passou em Paris, eu tenho vergonha do que vão passar os Sirios por causa disso, tenho vergonha porque sei que por uns pagarão muitos sem culpa nenhuma. Tenho vergonha porque as crianças cada vez terão mais medo das diferenças e odiarão a cor da pele dos colegas. Tenho vergonha porque estamos em pleno seculo XXI e continuamos na idade das trevas, de onde aliás nunca saímos.

A loucura não é uma religião, Quem mata em nome de deus é apenas um cobarde que gosta de matar e não tem coragem de o assumir. assim foram os cruzados, assim foi a inquisição, agora são estes, no futuro virão outros, há sempre um grupo de cobardes de merda que se junta para matar em nome duma causa qualquer.

Eu se um dia matar vou fazê-lo por mim mas também lhe tentarei dar uma justificação idealista qualquer, na verdade a justificação verdadeira é só uma, matei porque está na minha ridícula natureza fazê-lo, porque por muito que o homem evolua tecnologicamente, nunca vencerá a sua natureza simples e medíocre e isto é mesmo muito, muito triste.

Deus deu-nos cores como deu cores aos pássaros mas os homens não sabem voar.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

O cheiro da chuva

As lágrimas secaram,
morreram à espera de uma sede doentia
que o amor não bebeu…
O destino é um sarcasmo de pleonasmo irónico,
que se ri às gargalhadas largas na nossa finitude.
E este grito afónico a cortar-nos em silêncio
que amiúde me sussurra segredos e mantém refém
da tua voz que já não diz nada.
Nós é uma palavra pesada, amor.
Ainda te lembras do cheiro da chuva?
Tenho saudades de tremer com frio debaixo do teu abraço,
das fragilidades dos teus sonhos,
do espaço vazio do teu colo.
Ainda te lembras do sabor do terror da perda?
Ainda te lembras de pertencer?
A memória é uma história traída
A arder enquanto as cinzas se espalham na chuva

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Os trinta por uma linha dos últimos tempos...

Nos últimos dias eis tudo o que me aconteceu:

(É favor ler tudo de seguida sem fazer paragens para perceberem a essência da coisa...)

-Inês apanha uma virose e vomita até à alma (48h)- Gui apanha a virose da irmã e fica com amigdalite começa a tomar Clavamox (5 dias)- Inês tem uma recaída e fica com faringite (5dias); - Gui ao 5º dia de toma do antibiótico desenvolve toxidermia por alergia ao antibiótico e fica todooooooooo cheio de manchas horríveis no corpo todo e uma comichão do demo (7 dias) Inês faz quatro anos e tenho de tratar da festa da gaiata entre as urgências pediatricas, febre alta e muita comichão do pobre irmão -no 6º dia Gui melhora e o meu computador é hackeado por alguém que fala como o Apu dos Simpsons e me dá a tanga que trabalha na Microsoft e me tinha enviado um erro/virus (supostamente da Microsoft) a informar que devia contactar os serviços técnicos por problemas de licenciamento (eu não dormia há uns 15 dias e estava em modo zen/zombie) e a totó caiu e deu-lhe o numero do IP e a password feliz e contente e o sósia do Apu dos Simpsons ( o sotaque era IGUAL!!) gama-me todos os ficheiros do desktop... YEY!!! A totó acaba a cancelar os visas com medo de burlas e sente-se muito parola...

(Ao mesmo tempo acha que o Apu só perdeu tempo pq não tinha fotos descascada nem uma conta milionária...
Apu da proxima vez hackeia alguém mais interessante... Poupas imenso trabalho a ambos...)

Para tornar tudo melhor no fim de semana houve uma inundação no sotão do meu predio e começou-me a chover na sala... 

Agora tudo está melhor...
Só me pode mesmo sair o totoloto/euromilhões depois de tanto azar, certo?
Rais-parta...



:))



sexta-feira, 9 de outubro de 2015

O erro de José Rodrigues dos Santos ou de como o Tuga gosta de um bom circo!

   O José Rodrigues dos Santos cometeu um erro, eu vi a peça e não vi ali nenhum comentário homofóbico, se o deputado em questão não fosse homossexual mas sim heterosexual ninguém acharia que tudo isto não passava de um erro de teleponto ou de má-interpretação, tendo em conta a imagem a seguir, mas, por azar do JRS, era de facto o Quintanilha, homossexual assumido e pronto... BUM!!!

O JRS é neste momento o inimigo público numero 1 de Portugal, da Ilga, do P.S: e de todos os indignados  deste singelo país à beira mal plantado tão cheio de pessoas moralistas, politicamente correctas e que nunca teceram um comentário homófóbico na vida (e volto a reforçar não foi isso que claramente se passou com o JRS no telejornal naquele dia, foi um erro, está lá, é só verem a porcaria da peça, é de caras!!!)

Ao Quintanilha digo que acho lamentável um homossexual orgulhosamente assumido, o que acho muito bem e normal, ficar inseguro e tão melindrado, deveria ser o primeiro a perceber que se tratava de um erro, afinal tem inteligência para isso.

Ao P.S. digo que é uma vergonha estarem a fazer campanha com a orientação sexual de um colega.

À Ilga digo que se defendem os direitos dos homossexuais e das lésbicas deveriam ser os primeiros a dar o exemplo, parem de fazer caças às bruxas, parem de encarnar o papel da vitima perfeita, dos perseguidos, dos coitadinhos. Os Homossexuais, as lésbicas merecem mais respeito do que isso, não os tratem como menores, por favor, isso sim é uma vergonha. Discriminação positiva também é discriminação.

Aos indignados/revoltados/pseudo-moralistas digo arranjem uma vida e parem de tentar lixar a vida dos outros e sobretudo não sejam hipócritas, foi a homofobia que existe na vossa cabeça que viu num erro simples uma maldade intencionada.

Que merda, pá...