domingo, 9 de agosto de 2015

Hiroshima, Nagasaki e os outros desastres (os nossos...)

Já passaram 70 anos desde que caiu o Sol...

O ser humano às vezes de Humano nada tem e eu espero que já que não se pode mudar o passado, um Passado escabroso, vergonhoso e demasiado cruel que, infelizmente, ainda vive no Presente de muita gente e ainda se arrastará geneticamente pelo Futuro, que o mundo nunca esqueça, que ninguém se ouse esquecer de como a nossa espécie pode envergonhar e destruir o Mundo quando a vingança vale mais do que os direitos dos inocentes.
Hiroshima, Nagasaki, Chernobyl, Kosovo, Aushwitz, Birmânia, etc, etc, etc, quantas vidas caberão num misero etc?

Em que votarão os Portugueses quando as alternativas são:

1)Um partido completamente alheio das necessidades/realidade dos portugueses que nos brinda com austeridade severa e falhou todas as perspectivas que traçou em termos de retoma e cumprimento.

2) Um partido que tem tanto respeito pelos Portugueses que para não se dar ao trabalho de ter de falar com o povinho, onde podia de facto ter uma boa estratégia de campanha e usar relatos fidedignos e provavelmente muito mais impactantes , inventa histórias fictícias de cidadãos no desemprego, tira fotografias aos funcionários da câmara de Arroios e publica cartazes  a dizer que aquelas pessoas são o rosto do desemprego... (WTF???)

Ai que é desta que ganha o Chuck Norris...


domingo, 19 de julho de 2015

Porque nos tornamos invisíveis?

As pessoas não são invisíveis, mas às vezes não as vemos porque tapamos os olhos com a nossa indiferença ou fechamos as cortinas do nosso umbigo...
Precisamos uns dos outros, gostamos que nos abracem, que nos toquem, nos afaguem, nos ouçam, nos vejam, mas só quando somos nós.
Estamos sempre ocupados, distraídos, quando a dor dos outros irrompe pelas persianas do nosso individualismo e depois queremos que entendam as nossas lágrimas, porque as nossas, sempre as nossas, são as mais pesadas e salgadas.

 E quando alguém se preocupa connosco gratuitamente, nos alcança sem motivo ou sem pedido, nos enxuga as lágrimas que ainda nem sabíamos que iríamos chorar e faz parte da nossa vida sempre porque nos quer bem e por isso e só por isso, está sempre lá! 
Agradecemos mantendo a mesma indiferença, o mesmo umbiguísmo, mostrando-lhes que só não são invisíveis e estão nas nossas vidas se precisarmos do colo delas, até as despedaçarmos completamente e as tornarmos como nós.


sexta-feira, 17 de julho de 2015

Ainda a Grécia (desculpem, mas isto enerva-me...)

Tsipras cedeu.
Face a um punho cerrado preferiu salvar o povo da saída do Euro (por agora...) que levar a vontade do povo grego até às últimas consequências, no seu entender...
No meu entender assinou a sentença de morte da dignidade Helénica e deitou por terra qualquer estratégia de salvar a união europeia (qual união??) da subserviência de uma Alemanha enraizadamente e geneticamente nazi.


Num panorama perfeito a Grécia (representada por Tsipras) teria dito Não à vergonhosa chantagem, teria escolhido sair do Euro e da União Europeia e a Irlanda, Portugal e a Espanha diriam que caso a Grécia saísse seguir-lhe-iam os passos, obrigando a França a tomar uma posição (Hollande mostra-se algo renitente a estas medidas discriminatórias e desumanas, mas no fim tem sempre apoiado as decisões de Merkle).

Teríamos assim uma Europa equilibradamente dividida, de um lado o forte poder económico, do outro os direitos humanos.

A Rússia tentaria tomar partido da situação, a América tomaria uma posição favorável ao nosso lado para impedir acordos com a Rússia, a economia Holandesa entraria em colapso e acabaria por ser mais uma forma de pressionar a Alemanha.

A Alemanha cederia, teria de encolher as  suas unhas arianas, sentir-se-ia a perder terreno, a perder o controlo.
Ou então não cederia e tentaria exterminar as ameaças, acabando isolada e eventualmente condenada por novos crimes contra a Humanidade.

Mas a realidade não é um panorama perfeito, os lideres (lideres ah ah ah) da Irlanda, Portugal e Espanha preferiram atacar a Grécia, como se de uma doença infecciosa se tratasse, metendo os seus receios políticos à frente do interesse dos seus povos e do bem comum da Europa.
Assassinaram a expressão União Europeia, estrangularam a democracia, esmagaram a pedra basilar da ideia que levou à União Europeia, a solidariedade entre os povos europeus de forma a garantir uma Europa una e forte.

Tsipras cedeu, deve ter sido muito difícil tomar a decisão que ditou o prazo de validade da sua nação e o verdadeiro principio do fim da Europa.

"Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada." (Edmund Burke)