sexta-feira, 27 de março de 2015

Sobre as 50 sombras...



Já vi o filme.
Já ouvi dizer horrores*...
Já ouvi dizer maravilhas...

Não li os livros, confesso! Podia ter lido, não estaria fora de questão**, mas de facto, não li.
Não é um filme porno, nem sequer tem cenas de fazer corar...
É uma história de amor, improvável, entre uma Mulher que sabe amar e sabe o que quer e um homem que se julga muito experiente e afinal é um virgem...
Uma história que ensina que o poder e o domínio são ilusões e a submissão é uma prova de insegurança do dominador que não domina a própria dor...

Eu gostei e verei as sequelas, adorei as partes ela que ela se ri da parvoíce dele e da forma distorcida como ele vê as coisas, quero ver a miúda a dar-lhe uma "coça" e a mostrar-lhe como se ama!

E a banda sonora é mesmo boa caraças!!!!




*(sobretudo os pseudo-intelectuais, que estavam todos lá caídos na estreia, mas depois acham que se não disserem mal parecem burros que só vêem merda!)
**(os pseudo-intelectuais dizem que é literatura-foleira-aberrante-sem-qualidade mas a Sra. está no Top Vendas e farta de ganhar dinheiro, os pseudo-intelectuais que se lixem!!)

quinta-feira, 26 de março de 2015

A rota da seda...


A pele é a seda onde o diabo veste o desejo,
não há caminho  mais longo que aquele que um gemido percorre entre a tua boca o o meu dedo que o silencia...

A noite é o silêncio, a dor e a procura,
a loucura escura de uma aurora conspurcada...
Ainda te amo, ainda te quero no nada que nos merece
e oferece redenção.
Sabes que uma vida tem desvidas demais
e torna o destino num sino de igreja...
Beija-me as mãos e sorve o meu cheiro, inteiro e castigado...
Fecha-me os olhos, devagar, desvia-te das lágrimas
que teimam em escorregar...
O teu rosto queima, o teu gosto sabe-me a desgosto.
Teima em tocares-te, alimentares-te de mim,
trocares as tuas mãos pela ilusão das minhas quando gemes baixinho...
E o coração trai, a tentação sai do peito
e transforma-se no meu leito!
O amor é o espaço crasso que nos ocupa e a desculpa...

segunda-feira, 9 de março de 2015

Deixem as minhas mamas em paz!!!

Ontem comemorou-se o dia da mulher, há mulheres que acham descabido porque o dia da mulher são todos os dias, mas eu considero importante que, pelo menos, um dia por ano a importância das mulheres no mundo seja lembrada e o seja, sobretudo, pelas próprias mulheres.



As mulheres esquecem-se muitas vezes o que são, tão somente mulheres, mães, filhas berço da nossa espécie, também pessoas, também profissionais, também humanas, também mamíferos mas mais que tudo mulheres.
   A mulher devia ser confiante da sua importância mas não é e essa insegurança escuda-se numa arrogância que ela alcunha de liberdade.
Ser mulher não é uma limitação, é um género.
Não temos que fazer tudo o que os homens fazem nem deveríamos, querer ser igual a um homem, não é ser emancipada é, simplesmente, considerar que ser homem é que é bom, é diminuir a nossa condição, é diminuir-se no seu género.
    Mulher e homem podem ter o mesmo emprego, a mesma função, as mesmas tarefas, mas o seu género não tem de ser camuflado para se confundir, eu prefiro trabalhar com mulheres, por exemplo, considero-nos mais organizadas, mais responsáveis, divertidas e melhores a delegar tarefas.

A mulher nunca terá uma vida fácil, enquanto for educada por mulheres que apregoem que para se ser livre tem que se agir como um homem, que tudo o que só diz respeito à condição feminina é castrador e nos prende, ou limita.
E é por isto que me enerva as mulheres que atacam, com tanta repulsa, quem escolhe amamentar os filhos. Amamentar é um direito da mãe, uma condição que a Natureza lhe deu de poder alimentar a sua cria sem a intervenção de ninguém.
Se a mulher escolher prescindir desse direito, porque não gosta de o fazer, acha constrangedor, dói-lhe, não tem paciência, assuma a sua escolha abertamente porque pode fazê-lo sem ter de se escudar, ou sem atacar quem o faz de boa vontade.
A mulher não deixa de ser mãe por não amamentar, não se culpabilize mais, a amamentação não é a pedra basilar da maternidade, mesmo sem o fazer é a melhor mãe para o seu bebé, respire fundo, faça as pazes consigo e tenha calma!
Quem promove a amamentação não é o inimigo, é apenas alguém que promove a amamentação, como existem as pessoas que acham que a Bimby veio salvar o mundo, são pontos de vista defendidos fervorosamente, é verdade, mas não a obrigam a nada, as mamas são suas.
Quem amamenta não é o inimigo, é apenas alguém que o escolheu fazer, não se sinta diminuída tendo que atacar ferozmente quem o faz só porque não o conseguiu fazer, não tem de espelhar a sua frustração nessa pessoa.
Isso não é liberdade é angústia e culpa!
Quem não amamenta/ou se estiver bem resolvida com a sua decisão, não ataca quem o faz ou defende, porque sabe que ambos os casos são decisões da mulher.
Amamentar faz bem ao bebé, faz e está comprovado, mas não estão a condenar as vossas crianças se não o fizerem libertem-se do remorso que as torna azedas e mesquinhas, para não dizer ridículas.
Quem amamenta faz um esforço acrescido, é cansativo, exige paciência, resiliência e disponibilidade, merece o vosso respeito, não o vosso desdém.
E não merece sobretudo textos escritos por medicos despeitados.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Até que a Morte nos encontre...

Amar é saber espreitar em frestas de janelas,
saborear as lacunas que a visão não alcança e encher esses espaços com o deslumbramento do nosso coração...



 Se eu morresse hoje,
ias pressentir o meu último sopro?
Saberias que o mundo me tinha deixado partir?
Sentirias a minha vida a suspirar e respirar a derradeira vez?
Não.
Lês as noticias do mundo, lá longe,
hoje...
Os nossos olhos comovem-se na dor dos desconhecidos,
e desconhecem a dor de quem está perto de nós...
Somos amantes sós e tristes,
vivemos nos limites do nosso ego, tão cego
e achamos-nos bons...
No entanto, os sons do pranto de quem vemos todos os dias
não nos belisca.

"Todos nós temos dias assim..."

Assim como?
Escolhemos não saber,
talvez para não sofrer,ou porque somos egoístas.
As vistas distraem-se, o olhar desencontra-se e os dias passam...
Depois alguém morre e fica tudo por dizer,
blindamos-nos com o tanto por fazer, a falta de tempo,
os dias que nos ultrapassam...
E o momento, que não volta,
enxuga-nos  as lágrimas da culpa e traz-nos a dor...
Desculpa Amor.
Fazias parte da minha vida, mesmo se hoje, a tua vida parte...
Até que a Morte nos encontre,
vou chorar-te todos os dias, de lágrimas vazias,
pelo tempo que não te vivi,
enquanto estavas aqui.
Amo-te tanto, agora,
na hora que chegou tão tarde...

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Dopamina



A saudade são vergões de emoções
a magoarem-me o corpo e a alma.
O amor não escolhe porque não vê,
Inebria-se num olfacto cego e surdo,
num aroma avassalador que traz dor e prazer
e apresenta o vicio, suplicio de um sentir imenso…
Pudesse eu esquecer…
Adormecer as memórias irrisórias
que me alimentam e atormentam,
estranha sede que compele
e se agarra à pele…
Nunca mais é para sempre?
O amor é um cão com raiva,
morde-me porque está doente
e sente-se  a morrer…
Talvez possa morrer em paz,
Se é que isto faz algum sentido,
um vicio adormecido,
resquício de felicidade interrompida
pelas intempéries da vida…
Nunca mais é até sempre?

domingo, 25 de janeiro de 2015

Não, os "clientes" não têm sempre razão!



É verdade que muitas vezes o atendimento deixa muito a desejar, há pessoas trombudas, pouco disponíveis, antipáticas e muitas vezes a roçar a má educação.
Mas tantas vezes quem faz estes juízos, de quem está atrás de um balcão, são as mesmíssimas pessoas que fazem abordagens completamente arrogantes, descabidas e estúpidas que lhes estragam o dia de trabalho com o seu anti-charme.

Existem os Clientes, esta tipologia são as pessoas que tratam os atendedores como… (Imagine-se) pessoas, igualmente…
Sim, é verdade isto é mesmo possível… (Estranhamente são os meus preferidos, mas eu sempre gostei de pessoas esquisitas…)
Os Clientes, entram num espaço comercial/serviços e cumprimenta quando é cumprimentado e às vezes (pasmem-se todos) toma mesmo a iniciativa de ser ele a cumprimentar o atendedor (porque entende que sendo ele a entrar deve ser ele a cumprimentar).
 Respeita os demais, espera a sua vez, diz por favor e Obrigado.
 Se deixa cair um produto ao chão informa, reconhece e pede desculpa.
Evita fazer compras perto da hora de encerramento, mas se o tiver de fazer conclui as compras rapidamente e ainda pede desculpa ao funcionário por o atender tardiamente.
Quando reclama, o que é muito raro, sabe fazê-lo e por escrito, é construtivo e educado e tem mesmo razão.
 O Cliente muitas vezes já trabalhou ou trabalha em atendimento ao público ou é simplesmente uma pessoa cívica e educada, ou então é só doido…

Já os clientes, são aqueles que nunca dizem bom dia, ou boa tarde, mas assim que o atendedor os cumprimenta apressam-se a corrigi-lo:
“Bom dia não, já é boa tarde.” com cara de parvo e ar condescendente.
Quando entra numa loja e, ignorando as pessoas que estão a ser atendidas, diz em alto e bom som:
“Tem cá isto? (mostrando a embalagem).” E se a resposta do atendedor for positiva perguntam:
“E qual é o preço?” Voltando a desrespeitar o cliente que está na sua vez e o atendedor que tem de desdobrar a sua atenção involuntariamente.
O cliente não gosta de esperar, mas acha que os outros têm de esperar, pacientemente, quando está na sua vez,mesmo quando resolve limpar os papéis do multibanco que têm na carteira há duas semanas, ou falar ao telemóvel (num tom alto, claro)com a mãe.
O cliente acha que faz um favor ao atendedor por gastar lá o seu dinheiro e como tal o atendedor deve idolatrá-lo e agradecer constantemente a sua caridade. O atendedor vende/presta um serviço, se o cliente quer adquirir/usufruir do mesmo tem de pagar por isso, mas isso para o cliente é impossível perceber, o cliente acha sempre que se não fosse ele o atendedor estaria a morrer de fome e faz questão de lhe dizer/demonstrar isso sempre que lhe é possível.
O cliente gosta de ver o atendedor como um criado a quem não tem de pagar nada, uma espécie de escravo mas bem-disposto.
Muitas vezes os clientes, acham que são Clientes, que toda a gente os adora e que podem tratar o atendedor por tu, porque é fixe (só que não…) mas o atendedor apenas está a fazer muito bem o seu trabalho e podia ganhar um Óscar na sua maravilhosa interpretação.
Reclama facilmente e raramente tem razão, mas jamais se dá ao trabalho de fazê-lo por escrito, porque isso dá trabalho, prefere elevar o tom de voz, esbracejar e fazer ameaças vãs ao atendedor numa tentativa de o assustar/humilhar mesmo que o mesmo não tenha culpa alguma.
Quase sempre tenta fazer-se mais do que é, quase sempre diz que mora em Lisboa,muitas vezes tem um tom nasalado, mas na verdade mora no Cacém e tem os adenóides inflamados, apenas isso...
O cliente não quer ser bem atendido, ele deseja servilismo e sentir-se importante porque no fundo é um eterno frustrado no seu cinzento dia-a-dia.


E depois existem os “clientes”, os “clientes” (entre aspas) não são bem clientes, são mais bestas.
Nunca cumprimentam o atendedor, nem respondem ao cumprimento.
Se o atendedor os aborda e pergunta se precisam de ajuda, sentem-se pressionados e reagem com violência, se o atendedor não os aborda, é um incompetente que não está ali a fazer nada e devia ir para a rua, já!
Tenta espezinhar o atendedor, tentando sempre provar a sua superioridade e sapiência, é mal-educado e rosna quando tem de responder a alguma questão, ou então cospe-se, tem regularmente saliva nos cantos da boca …
Reclama de tudo, experimenta tudo, desarruma tudo e raramente compra alguma coisa, se compra tenta devolver pouco tempo depois apesar de o produto apresentar claramente má-utilização, alegando que o atendedor é que o aconselhou mal e o produto é uma porcaria.
Odeia esperar, bufa, interrompe o atendimento dos outros clientes, bate com as chaves no balcão, pergunta, exaustivamente, ao atendedor se ainda demora muito porque está sempre cheio de pressa.
O “cliente” adora dizer:
-Dê-me o seu nome.
-A rapariga daquela loja é estupida. Ou
-Vê-se mesmo que é empregada de balcão.
No entanto, por norma, nos seus trabalhos, se os tiver, é medíocre e rotulado pelos colegas como indolente e graxista.
Os “clientes”  acham que como “O cliente tem sempre razão” o céu anárquico é o limite!
Gostam de entrar perto da hora de encerramento dos estabelecimentos e demorarem, porque podem!
São como as crianças de 2 anos, odeiam ouvir um não e fazem birras semelhantes, muitas vezes também se atiram para o chão, só que ninguém os ajuda a levantar depois.
Esticam o dedo aos atendedores enquanto falam, soltam gafanhotos, não têm regulador de volume (ou então têm problemas auditivos e não percebem que estão a gritar…)
Os “clientes” são a Kryptonite dos atendedores, são aqueles que deixam qualquer monge Tibetano fora de si.
 São pessoas amargas que vão acabar num lar ilegal da Damaia a comer sopa azeda, sem receber visitas e a morrer sozinhos com moscas pousadas nos beiços, ou pelo menos é esse o desejo secreto dos atendedores…