O sonho solta-se,
como beijo-ave, suave,
que viaja, sem que haja, um destino destinado.
Roça, ao de leve,
no momento breve que encontra
os lábios doces de alguém
e surpreende quando nos rende,
numa respiração partilhada.
O sonho revela-se,
como nudez lenta e compassada
e sela-se numa porta que se fecha atrás de nós,
na voz que amacia o timbre,
no olhar que se importa,
na alma que confidencia,
no corpo que se entrega,
no coração que compreende e sossega.

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