Ele chega,
na tarde em que o sol arde a meia haste e nos cega,
entrega que não nos rende
nem prende aquilo que fomos...
Somos estranhos que não se identificam
mas que ficam, porque sim...
Tenho em mim todos os medos do mundo...
Segredos que nunca digo alto
e este sobressalto constante...
Temo o Amor e remo para terra...
Acho que já não suporto mais desilusões,
nem corações remendados,
tornei-me amante da Dor,
numa segurança controlada e confortável.
Depois Ele,
instável e provocador,
tão difícil de ler e prever,
pedante e arrogante tantas vezes,
pura cobiça e conquista anarquista...
Revezes da vida e da loucura que me deixam perdida.
Pudesse eu manter o coração esquivo cativo da razão...
Pudesse eu viver o momento sem envolvimento...
Pudesse eu não ter esta esperança toda no mundo
e não ser feita de sonho, de Amor e profundo deslumbramento.

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