Existem silêncios que gritam mais do que mil palavras,
atitudes escravas de ideologias vazias e desprendidas,
vidas interrompidas que não se vivem nem interlaçam
e se espaçam em abismos.
Corações feitos papel que se rasgam,
protagonismos doentios,
vazios de profundidade,
o cinismo é o fim da idade da inocência.
Amor, ciência ou demência exata?
Solidão que te mata e trucida o coração,
vida perfeita por fora e desfeita por dentro...
O que precisas quando economizas aquilo que és?
Imagem desfocada e projectada de ti,
miopia ou estigmatismo?
A partilha é um magnetismo perigoso...
Dia que devora o dia anterior
e te deixa um dia mais perto da morte.
A arrogância é um magnetismo orgulhoso...
Hora que voa como avião de papel amarrotado,
coração que já não mede a distância da minha pele,
pecado que a alma não perdoa.
Coração que é papel jogado fora.


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