O futuro tem um cheiro madeirado
que inebria os sonhos mais auspiciosos e embaraçosos,
como devem sempre ser os sonhos...
Despe-te Amor,
quero conhecer o teu cheiro,
teu desejo inteiro que cabe dentro de mim,
assim,
sem resistência ou formalidade,
apenas realidade que nos agita por dentro.
Há um momento
para cada descoberta
e aquilo que nos desperta o querer
é sempre vago...
Posso beber o mundo todo à minha volta
de um só trago,
ou aquietar-me no teu colo,
enquanto me falas de ti.
E num repente
sermos material incandescente
que se consome em angústia e fome
e se completa pela noite dentro.
Talvez a cura do mundo
seja aquilo que se procura no meio da Dor
e traz Amor,
num profundo equilíbrio...
E o futuro só faça sentido
quando sussurrar o teu nome ao ouvido,
em cada espasmo de um orgasmo repetido...

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