domingo, 8 de março de 2020

Purpurinas

(...) Ela era um rio a desaguar mares nunca antes navegados, tinha a dureza da vida tatuada num olhar cirúrgico e escuro que nos obrigava a viajar por galáxias enquanto nos rasgava a alma e arrancava todas as máscaras de protecção, tinha a limpidez de um lago e a profundidade misteriosa de um pântano de águas mornas que nos convida a flutuar contemplando o céu sem pensar em mais nada senão nas formas das nuvens.

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