um sussurro que nos mostra o caminho,
devagar,
como se nos estivesse a moldar por dentro.
É um carinho,
um olhar mais demorado,
silêncio partilhado,
comunhão.
Chão que se despede dos nossos pés,
mas que nos espera quando pousamos,
sem cobrar nada.
Madrugada fria partilhando café e torradas,
na cama,
com o mundo a matar-se lá fora.
Chama que não queima mas que aquece
e nos conhece,
sem máscaras,
sem rótulos,
sem roupa!
Amor é lamber-te as lágrimas,
é sermos praia um do outro,
sermos mar,
bússola,
mas também ancora
e porto.
Ser nascente e tu poente
E poder respirar fundo, finalmente!

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