O Amor é a demência da vida devolvida em migalhas pelas nossas constantes falhas. Agora que a vida lhe ditava pouco tempo e a mente se perdia, era uma casa vazia de sonhos, faltava escrever a ultima carta, o legado que provaria a razão da ilusão da sua existência, a mão falhava, fugia ao seu controlo como a vida sempre teimara em fugir e exigir um rumo independente, a dor era voraz e capaz de o silenciar em breve e depois o leve peso da viagem para a irrelevância da ânsia de deixar tudo o que julgamos conhecer... Como se escrevia aquela palavra que nos lavra por dentro, como se segura a cura de todos os medos e se deposita na força de uma caneta a ultima confiança da esperança, meta final, derradeira ruga na fuga à dor tamanha que sempre nos acompanha?
Amor. (...)

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