Palavra, silaba sibilina escavada
que nos lavra por dentro e no colhe a céu aberto,
tempo que nos encolhe e nos escolhe aleatoriamente,
mente dormente que mente, sempre!
Não sei descrever, escrever ou ver quem sou,
dou, peça a peça,sem que peça rigorosamente nada
e sem que me despeça da essência de Ser alguma coisa...
Clarividência do Sentir
que insiste em prescindir de razão...
Somos sempre o despedaçar de um coração atento,
lento, doce, vigoroso e ansioso por partir.
Aquele momento em que somos o desistir de nós próprios,
que nos desmembramos, despedaçamos
e nunca mais nos remendamos como um dia fomos.
Somos escritores das dores da nossa biografia,
fotografia polaroid agitada para secar mais depressa...
Compressa esterilizada a tapar feridas escondidas
por sorrisos bem maquilhados...
Pessoas que se julgam boas mas serão sempre pessoas,
fúteis, inúteis e mortais
quebradas e condenadas a almejar um degrau acima dos demais.
sexta-feira, 22 de novembro de 2019
terça-feira, 5 de novembro de 2019
Rêve
Sonho,
feitiço,
alquimia,
vício de te ter,
ler-te nas entrelinhas,
conhecer-te o poente,
o olhar ausente,
tuas mãos nas minhas a medir distâncias,
somos vitimas das circunstâncias, Amor...
Desejo à flor da pele,
beijo em fúria,
contornos de papel vegetal
que se confundem entre cópia e original.
Abrigo de catástrofe natural,
teu colo onde me demoro!
Será que moro nos teu olhos, Amor?
Pedido, clamor,
choro da eternidade,
lábios que são selos
e roubaram as palavras,
verdade que o teu corpo sussurra,
em cada poro,
em cada curva,
em cada gesto,
manifesto de protesto,
choro,
castigo,
por favor, meu Amor,
faz amor comigo!
feitiço,
alquimia,
vício de te ter,
ler-te nas entrelinhas,
conhecer-te o poente,
o olhar ausente,
tuas mãos nas minhas a medir distâncias,
somos vitimas das circunstâncias, Amor...
Desejo à flor da pele,
beijo em fúria,
contornos de papel vegetal
que se confundem entre cópia e original.
Abrigo de catástrofe natural,
teu colo onde me demoro!
Será que moro nos teu olhos, Amor?
Pedido, clamor,
choro da eternidade,
lábios que são selos
e roubaram as palavras,
verdade que o teu corpo sussurra,
em cada poro,
em cada curva,
em cada gesto,
manifesto de protesto,
choro,
castigo,
por favor, meu Amor,
faz amor comigo!
domingo, 3 de novembro de 2019
Cry...
Promessa, palavra obtusa,
confusa, largada numa cama
que não chama pelo meu nome,
fome que só traz fraqueza
e a certeza esvai-se...
Amor?
Dor que se conjuga numa fuga eterna,
perna que não se entrelaça na tua,
rua descida, descalça...
A vida corre
e morre sempre sozinha.
Tua pele na minha,
corpo que se despe
e se veste de prazer,
porque me deixaste ser tua?
A vontade é uma mulher nua a tremer,
a gemer o teu nome, devagar,
ou ouvido...
Ver-te rendido num olhar
e acordar a ver-te da janela,
à espera dela...
Demência em loop,
cedência que corrompe,
urgência que interrompe a razão...
O meu coração, no chão,
esmagado debaixo dos pés,
outra vez.
confusa, largada numa cama
que não chama pelo meu nome,
fome que só traz fraqueza
e a certeza esvai-se...
Amor?
Dor que se conjuga numa fuga eterna,
perna que não se entrelaça na tua,
rua descida, descalça...
A vida corre
e morre sempre sozinha.
Tua pele na minha,
corpo que se despe
e se veste de prazer,
porque me deixaste ser tua?
A vontade é uma mulher nua a tremer,
a gemer o teu nome, devagar,
ou ouvido...
Ver-te rendido num olhar
e acordar a ver-te da janela,
à espera dela...
Demência em loop,
cedência que corrompe,
urgência que interrompe a razão...
O meu coração, no chão,
esmagado debaixo dos pés,
outra vez.
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