Perdi-me,
no espaço, no tempo, no sonho...
No teu olhar deslumbrado que parecia entender
e deixou-me morrer tantas e tantas vezes...
Nos revezes da fortuna de uma sina que ensina que Amar só,
não basta.
Do abraço que se afasta e arrasta sempre mais um pouco de nós...
Perdi-me,
vi-me numa encruzilhada de escolhas
que caíam derrotadas como folhas de Outono...
Sono profundo da razão que me toldou sempre o coração.
Sem Norte ou sorte, ou estrelas guias...
Cansei-me de promessas vazias e de palavras faceis
que saem como carruagens de um comboio
ao ritmo do comodismo...
Hoje é o meu primeiro dia de egoísmo.
domingo, 29 de setembro de 2019
terça-feira, 10 de setembro de 2019
...
Tamborilo os sentimentos na mesa da sala,
trauteando pautas de flautas esganiçadas,
claves de sol,
lençol à cintura,
insanidade pura,
palavras ao acaso,
ocaso de existir,
a mentir a mim própria sempre.
Escrevo para fingir que ainda sirvo para alguma coisa,
que tenho um caminho qualquer,
um destino,
um propósito,
uma missão...
Não quero ser apenas irrelevante,
passo sem rasto,
indigente na vida de toda a gente.
Sempre Amei e nunca cobrei nada
mas estou cansada...
Um dia de cada vez,
e mais uma lágrima lambida,
perdida...
Quando morrer talvez me amem alguma coisa,
sei que na Morte terei sempre a sorte do teu colo,
o teu olhar cego que me via mais do que tantos olhos que me olharam...
Só tu conheces as minhas fraquezas...
Só tu conheces...
Só tu...
Só.
(E tu não voltas.)
Ias gostar desta, ias fechar os olhos e ouvir...
Amo-te A.A.M,. minha verdadeira alma gémea, até breve!
trauteando pautas de flautas esganiçadas,
claves de sol,
lençol à cintura,
insanidade pura,
palavras ao acaso,
ocaso de existir,
a mentir a mim própria sempre.
Escrevo para fingir que ainda sirvo para alguma coisa,
que tenho um caminho qualquer,
um destino,
um propósito,
uma missão...
Não quero ser apenas irrelevante,
passo sem rasto,
indigente na vida de toda a gente.
Sempre Amei e nunca cobrei nada
mas estou cansada...
Um dia de cada vez,
e mais uma lágrima lambida,
perdida...
Quando morrer talvez me amem alguma coisa,
sei que na Morte terei sempre a sorte do teu colo,
o teu olhar cego que me via mais do que tantos olhos que me olharam...
Só tu conheces as minhas fraquezas...
Só tu conheces...
Só tu...
Só.
(E tu não voltas.)
Ias gostar desta, ias fechar os olhos e ouvir...
Amo-te A.A.M,. minha verdadeira alma gémea, até breve!
domingo, 8 de setembro de 2019
Flightless Bird...
O Amor é uma criança de tranças negras
a cavalgar cavalos invisíveis enquanto sonha que pode salvar o mundo...
Quantas vezes me perdi de ti enquanto dissecavas um cigarro?
Amarro as palavras com uma fita de seda vermelha,
todas as promessas que não fizemos,
os beijos que não demos,
as noites que não tivemos,
ali,
presos como tranças de crianças que ainda sonham...
Descascaste as asas e nunca mais voaste sobre as casas
ou sobre coisa alguma, Amor...
Fizeste da dor poiso constante
e da tua gaiola, dourada, morada.
E eu, errante,
nómada de alma,
cheia de asas até ao sangue
nunca soube ser estanque!
Somos elementos que não se tocam
e se provocam até ao infinito,
silêncio e grito,
céu e terra,
presença e ausência,
paz e guerra,
noite e madrugada ,
raiva e clemência,
Amor e nada.
a cavalgar cavalos invisíveis enquanto sonha que pode salvar o mundo...
Quantas vezes me perdi de ti enquanto dissecavas um cigarro?
Amarro as palavras com uma fita de seda vermelha,
todas as promessas que não fizemos,
os beijos que não demos,
as noites que não tivemos,
ali,
presos como tranças de crianças que ainda sonham...
Descascaste as asas e nunca mais voaste sobre as casas
ou sobre coisa alguma, Amor...
Fizeste da dor poiso constante
e da tua gaiola, dourada, morada.
E eu, errante,
nómada de alma,
cheia de asas até ao sangue
nunca soube ser estanque!
Somos elementos que não se tocam
e se provocam até ao infinito,
silêncio e grito,
céu e terra,
presença e ausência,
paz e guerra,
noite e madrugada ,
raiva e clemência,
Amor e nada.
quinta-feira, 5 de setembro de 2019
Love Kills... (To F.M.: 5/09 Happy Birthday Gorgeous!)
Fui vento,
fui sopro,
fui ar respirado e incorporado de alguém...
Asas acima dos homens,
missão tardia que tardava em acontecer,
agonia da incompreensão dos outros...
Fui chão,
fui terra,
fui pedra chutada e erradicada do mundo,
um sentimento profundo de frustação,
um sentir imenso e denso como os teus olhos,
saia de folhos, dançando à chuva,
uva moscatel de Setembro...
Fui corpo,
fui membro,
fui mão estendida e perdida sem a tua...
Fui mar e batel,
agua nua a inundar tudo,
fui miseravel
e um mundo inteiro por descobrir,
gesto afável a mendigar afecto...
Fui tecto onde não cabia de todo,
fui charco
fui lama,
fui lodo..
Fui noite e fui breu e tu, meu Amor, sempre céu!
fui sopro,
fui ar respirado e incorporado de alguém...
Asas acima dos homens,
missão tardia que tardava em acontecer,
agonia da incompreensão dos outros...
Fui chão,
fui terra,
fui pedra chutada e erradicada do mundo,
um sentimento profundo de frustação,
um sentir imenso e denso como os teus olhos,
saia de folhos, dançando à chuva,
uva moscatel de Setembro...
Fui corpo,
fui membro,
fui mão estendida e perdida sem a tua...
Fui mar e batel,
agua nua a inundar tudo,
fui miseravel
e um mundo inteiro por descobrir,
gesto afável a mendigar afecto...
Fui tecto onde não cabia de todo,
fui charco
fui lama,
fui lodo..
Fui noite e fui breu e tu, meu Amor, sempre céu!
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