sábado, 31 de agosto de 2019

Pedra Angular

Teu corpo,
base do meu,
alicerce da minha procura,
loucura feita bailado,
transpirado de sal e monossílabos...
Mão que puxa,
agarra,
prende e encaixa...
Caixa de Pandora
que se perde agora nos confins do nosso mundo!
O prazer é um caminho profundo de perdição e perdão,
sempre!
Somos oponentes,
componentes,
simbolos quimicos,
ar, fogo, combustão.
Lábios devorados em ânsia,
fragância partilhada,
lingua que percorre,
gota que escorre pelas tuas costas...
Cadência que aumenta,
urgência de te pertencer,
de te receber,
espasmo,
orgasmo
corpos que se tornam singular,
O Amor é a pedra angular da nossa existência...



quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Completa(mente)!

O espaço de uma lágrima escapa-te entre os dedos,
os votos gritados ao vento
foram rochedos intrépidos
que ruíram e caíram durante tempestades
e fogueiras de vaidades...
Habituei-me ao frio,
à chuva,
às nuvens...
Não vens e já não espero,
nem quero saber.
Vivo comigo e encontrei paz,
já não me faz falta o aconchego
porque hoje, sei que chego.
Respiro entre as ondas,
espraio-me na praia,
sou a espuma que beija a areia
e deseja apenas sentir o sal no corpo...
Sempre gostei da simplicidade do sentir,
das gargalhadas fáceis,
dos abraços naturais!
Não consigo prescindir da felicidade
para tentar encontrar metades invisiveis de mim,
sou assim,
uma anomalia completa,
deserta na multidão,
vadia de coração atento
que encontra sempre o alento,
qual farol na escuridão...

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Hello darkness my old friend...

Quando me perdi, encontraste-me apenas para poderes provar que nasci ímpar...

 Leio a mensagem entre cada passagem do tempo,
a aprendizagem que me ensina
que a sina é a inocência da demência...
A solidão é o abraço que sossega
quando a alma já não se entrega a um demónio qualquer...
Sou aquilo que sou
e não dou mais nenhum fragmento do meu coração,
não me diminuo,
nem aumento para caber na tua mão.
Não temo mais nada,
não tenho mais nada,
não almejo mais nada...
Não quero possuir ou ser rendida,
entrego-me à vida,
até que a morte me leve
a gritar e a espernear...



terça-feira, 27 de agosto de 2019

Septicemia...

O mundo é a porta que se abre,
ao sonho,
à vida ,
à esperança...
Criança que corre descalça,
de alça do vestido caída,
inocência perdida
a respirar dificilmente nos intervalos dos calos da vida...
O Amor é esta jarra baça, sem flores,
de cor ausente,
dormente de cheiro como um primeiro beijo fugido...
Desejo de ter morrido mais depressa...
Há quem me esqueça todos os dias, sabias?
o mundo é esta porta que se fecha
e não me deixa respirar,
cansei-me de ficar para trás...
Há alguém que te faz falta?
Salta de colo em colo, sempre à procura
que a noite se torne ainda mais escura...
Estendi a mão...
Agora já não...
O Amor nem tudo cura.