Respiro entre as ondas,
fendas de mar que se abrem para me engolir
e purificar...
Descalcei a esperança,
deixei a criança num baloiço qualquer
e tornei-me mulher,
imensa, intensa e condenada.
A vida é o nada que acontece
enquanto escorres todos os sonhos para a sarjeta do destino.
quarta-feira, 31 de julho de 2019
segunda-feira, 15 de julho de 2019
Untill dawn...
Toque,
cheiro,
pele,
mel de saliva que desliza..
Prisioneiro do corpo,
sinuosidade,
intensidade, mistério
venda e açoite...
A noite é império por descobrir!
Querer, verbo e acção
que a tentação contempla...
Quantas vezes cabes dentro de mim?
Posso possuir todos os segredos
que os teus medos revelam
só pelo galope do teu respirar...
Agarrar como se te fosse fugir,
porque no fim sabes que só pertenço a mim mesma.
Nunca serei mais que o tempo fugido
de um gemido a escapar-te dos lábios ávidos.
Talvez Amor,
talvez desejo,
talvez apenas a insensatez que envolve a entrega de um beijo...
Talvez apenas uma vez.
cheiro,
pele,
mel de saliva que desliza..
Prisioneiro do corpo,
sinuosidade,
intensidade, mistério
venda e açoite...
A noite é império por descobrir!
Querer, verbo e acção
que a tentação contempla...
Quantas vezes cabes dentro de mim?
Posso possuir todos os segredos
que os teus medos revelam
só pelo galope do teu respirar...
Agarrar como se te fosse fugir,
porque no fim sabes que só pertenço a mim mesma.
Nunca serei mais que o tempo fugido
de um gemido a escapar-te dos lábios ávidos.
Talvez Amor,
talvez desejo,
talvez apenas a insensatez que envolve a entrega de um beijo...
Talvez apenas uma vez.
domingo, 14 de julho de 2019
Message in a bottle (II)
Amor,
essa dor que navega,
cega justiça postiça dividida entre vida,
sorte e morte...
Bailarina roliça de muletas a falhar piruetas,
personificação da minha perdição e ansiedade
rumo à felicidade.
Fumo que enevoa o rumo,
incerteza que magoa,
destreza de sobreviver...
Viver, VI..ver, VIVER até doer, sempre.
Porque nos mente a saudade?
essa dor que navega,
cega justiça postiça dividida entre vida,
sorte e morte...
Bailarina roliça de muletas a falhar piruetas,
personificação da minha perdição e ansiedade
rumo à felicidade.
Fumo que enevoa o rumo,
incerteza que magoa,
destreza de sobreviver...
Viver, VI..ver, VIVER até doer, sempre.
Porque nos mente a saudade?
domingo, 7 de julho de 2019
100 Ressentimentos...
Se a vida te fugisse,
por entre os dedos suados,
sepultando os receios e os medos contigo,
sendo abrigo de todas as desculpas,
relevando todas as culpas
e dores
e amores involuntários...
Se a sentisses respirar com dificuldade,
se a tomasses nos braços para lhe ouvires as ultimas palavras,
que verdade te confessaria,
e suspiraria na derradeira batida da partida?
Se a vida te fugisse
e não cumprisse o prometido,
que no final serias feliz,
como te diz cada história de Amor?
Quão irrisória seria?
Em quanto tempo serias esquecimento?
Teu nome enterrado por baixo de pedras e cimento,
sendo apenas a duvida de teres existido...
Se a vida te deixasse agora,
na hora que nos corre e foge em cada minuto,
parindo luto
num acaso desavindo ou mera desatenção
a quem deverias perdão,
um abraço,
que passo terias remendado,
que saudade deixarias por saciar, ou embevecer,
que ultimo corpo possuirias em fúria e prazer?
Onde demorarias o olhar em derradeira moldura?
Que loucura se tornaria pigmento de cor a tingir o sofrimento,
no doce, derradeiro, precoce, momento?
Amor.(?)
Bilhete de ida (sem volta)
Viagem,
retorno inacabado,
imagem do teu rosto difuso,
talvez nuvem,
talvez sonho,
talvez nada.
Rumo que o fumo da vida camufla,
lágrima embutida em mim,
fim,
infância perdida,
distância.
Estou cansada de amar fantasmas.
O tempo é rio sem caudal
onde as margens morrem
e mal molho os pés...
Sempre fui refém das marés
mas nunca ancorei nos braços de alguém.
Sente os meus passos que se espaçam cada vez mais...
Um dia seremos gestos irrelevantes
que envergonharam os amantes,
por medo.
Seremos segredo escabroso,
silêncio mordido,
erro assombroso,
pecado engolido,
vergonha escondida,
dor tatuada...
Seremos tudo, meu Amor,
menos vida partilhada.
retorno inacabado,
imagem do teu rosto difuso,
talvez nuvem,
talvez sonho,
talvez nada.
Rumo que o fumo da vida camufla,
lágrima embutida em mim,
fim,
infância perdida,
distância.
Estou cansada de amar fantasmas.
O tempo é rio sem caudal
onde as margens morrem
e mal molho os pés...
Sempre fui refém das marés
mas nunca ancorei nos braços de alguém.
Sente os meus passos que se espaçam cada vez mais...
Um dia seremos gestos irrelevantes
que envergonharam os amantes,
por medo.
Seremos segredo escabroso,
silêncio mordido,
erro assombroso,
pecado engolido,
vergonha escondida,
dor tatuada...
Seremos tudo, meu Amor,
menos vida partilhada.
quarta-feira, 3 de julho de 2019
As estrelas nada sabem...
Houveram dias de tempestade,
manhãs supérfluas,
com cigarros a meia haste
a queimar o silêncio.
Tu e eu,
que nunca souberam ser um,
nem nunca aprenderam a ser dois...
Depois a culpa repartida,
a partida sabendo que a chegada não mais se cumpriria,
não haveria um retorno do eco da nossa voz
e ficaríamos orgulhosamente sós...
Solidão demente que nos esmaga
e apaga todas as razões,
as condições perversas tornaram-se adversas para sempre.
Não me sei voltar a remendar,
não sei...
Confiei que o Universo conspiraria a nosso favor...
Amor, essa utopia fugidia.
manhãs supérfluas,
com cigarros a meia haste
a queimar o silêncio.
Tu e eu,
que nunca souberam ser um,
nem nunca aprenderam a ser dois...
Depois a culpa repartida,
a partida sabendo que a chegada não mais se cumpriria,
não haveria um retorno do eco da nossa voz
e ficaríamos orgulhosamente sós...
Solidão demente que nos esmaga
e apaga todas as razões,
as condições perversas tornaram-se adversas para sempre.
Não me sei voltar a remendar,
não sei...
Confiei que o Universo conspiraria a nosso favor...
Amor, essa utopia fugidia.
segunda-feira, 1 de julho de 2019
A2
Há palavras que o tempo nos rouba e não devolve...
O Amor é um rotulo gasto
que envolve um frasco de sonhos.
Será que ainda nos é permitido sonhar
depois da vida nos despojar da Esperança
e das nossas almas terem devorado vidro moído?
O Amor é uma criança abandonada, na estrada,
a vida foi de férias e não o pode levar,
acorrentou-o ao alcatrão e partiu...
O meu coração ruiu,
a minha alma mudou e infelizmente cresceu.
A criança acorrentada morreu de fome e de frio
enquanto não percebia porque a vida lhe fugia...
O Amor é um rotulo gasto
que envolve um frasco de sonhos.
Será que ainda nos é permitido sonhar
depois da vida nos despojar da Esperança
e das nossas almas terem devorado vidro moído?
O Amor é uma criança abandonada, na estrada,
a vida foi de férias e não o pode levar,
acorrentou-o ao alcatrão e partiu...
O meu coração ruiu,
a minha alma mudou e infelizmente cresceu.
A criança acorrentada morreu de fome e de frio
enquanto não percebia porque a vida lhe fugia...
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