Tudo é vago,
como um lago de profundidade sombria,
mente vazia de sonhos,
verdade embargada afogada em decepção...
Flutuo sobre mim mesma,
espectro do que fui,
rosto do que sou,
ruínas baldias de desejos
confiscados por beijos de morte...
Má sorte ser tanta coisa,
nenhum corpo suporta tantas personagens reconstruídas...
Vidas que se curvam e se turvam,
todos os dias.
O Amor é o esplendor do impossível mascarado de posse.
Fosse eu bola de sabão despida de objectivo
e tão cheia de beleza.
A simplicidade sempre me comoveu!
Tem sempre de haver um estupido motivo para tudo,
um véu castrador de eloquência,
uma dormência efectiva de vida
que não nos permite ver fora deste limite.
E tudo o que eu sempre quis foi observar,
devagar,
o que é belo,
o singelo e simples,
aparentemente tão desinteressante
para toda esta gente incessante
de felicidade aparente e angustiante.
domingo, 29 de dezembro de 2019
quinta-feira, 5 de dezembro de 2019
I used to love you but i had to kill you!
Penumbra,
quadro riscado a giz,
fiz tudo o que pude,
o que soube,
o que aprendi,
mecanismos de vida que não ajudaram
e não passaram de ilusionismos da felicidade.
Desapareci, perdi-me, esqueci quem era,
chorei,
fiz quadros em excel,
questionei,
magoei-me
e embati no chão.
Tudo começa e tudo acaba,
a vida é um intervalo que a Morte nos empresta
e um dia cobra...
Morde o lábio,
meu mago, meu sábio, meu cabrão!
Tu sabes que eu não merecia nada disto,
pois não?
Morre um dia, amargo,
na tua cama urinada de culpa,
não existe desculpa,
não existe perdão,
razão
ou condenação justa.
Mataste tudo cá dentro,
esta alegria,
a inocência a confiança cega,
a entrega de alma e corpo.
Tornaste-me cínica, meu desAmor,
deixei de ser poema,
hoje sou cronica,
reportagem jornalistica,
artigo do Correio da manhã...
Minha maçã envenenada
que me matou a fome enquanto me envenenava por dentro...
Obrigado por me teres desabrigado ao relento.
Obrigado por seres uma merda.
Obrigado por fazeres de tão boa vontade,
sem seres na verdade obrigado a nada.
quadro riscado a giz,
fiz tudo o que pude,
o que soube,
o que aprendi,
mecanismos de vida que não ajudaram
e não passaram de ilusionismos da felicidade.
Desapareci, perdi-me, esqueci quem era,
chorei,
fiz quadros em excel,
questionei,
magoei-me
e embati no chão.
Tudo começa e tudo acaba,
a vida é um intervalo que a Morte nos empresta
e um dia cobra...
Morde o lábio,
meu mago, meu sábio, meu cabrão!
Tu sabes que eu não merecia nada disto,
pois não?
Morre um dia, amargo,
na tua cama urinada de culpa,
não existe desculpa,
não existe perdão,
razão
ou condenação justa.
Mataste tudo cá dentro,
esta alegria,
a inocência a confiança cega,
a entrega de alma e corpo.
Tornaste-me cínica, meu desAmor,
deixei de ser poema,
hoje sou cronica,
reportagem jornalistica,
artigo do Correio da manhã...
Minha maçã envenenada
que me matou a fome enquanto me envenenava por dentro...
Obrigado por me teres desabrigado ao relento.
Obrigado por seres uma merda.
Obrigado por fazeres de tão boa vontade,
sem seres na verdade obrigado a nada.
sexta-feira, 22 de novembro de 2019
Lady writer
Palavra, silaba sibilina escavada
que nos lavra por dentro e no colhe a céu aberto,
tempo que nos encolhe e nos escolhe aleatoriamente,
mente dormente que mente, sempre!
Não sei descrever, escrever ou ver quem sou,
dou, peça a peça,sem que peça rigorosamente nada
e sem que me despeça da essência de Ser alguma coisa...
Clarividência do Sentir
que insiste em prescindir de razão...
Somos sempre o despedaçar de um coração atento,
lento, doce, vigoroso e ansioso por partir.
Aquele momento em que somos o desistir de nós próprios,
que nos desmembramos, despedaçamos
e nunca mais nos remendamos como um dia fomos.
Somos escritores das dores da nossa biografia,
fotografia polaroid agitada para secar mais depressa...
Compressa esterilizada a tapar feridas escondidas
por sorrisos bem maquilhados...
Pessoas que se julgam boas mas serão sempre pessoas,
fúteis, inúteis e mortais
quebradas e condenadas a almejar um degrau acima dos demais.
que nos lavra por dentro e no colhe a céu aberto,
tempo que nos encolhe e nos escolhe aleatoriamente,
mente dormente que mente, sempre!
Não sei descrever, escrever ou ver quem sou,
dou, peça a peça,sem que peça rigorosamente nada
e sem que me despeça da essência de Ser alguma coisa...
Clarividência do Sentir
que insiste em prescindir de razão...
Somos sempre o despedaçar de um coração atento,
lento, doce, vigoroso e ansioso por partir.
Aquele momento em que somos o desistir de nós próprios,
que nos desmembramos, despedaçamos
e nunca mais nos remendamos como um dia fomos.
Somos escritores das dores da nossa biografia,
fotografia polaroid agitada para secar mais depressa...
Compressa esterilizada a tapar feridas escondidas
por sorrisos bem maquilhados...
Pessoas que se julgam boas mas serão sempre pessoas,
fúteis, inúteis e mortais
quebradas e condenadas a almejar um degrau acima dos demais.
terça-feira, 5 de novembro de 2019
Rêve
Sonho,
feitiço,
alquimia,
vício de te ter,
ler-te nas entrelinhas,
conhecer-te o poente,
o olhar ausente,
tuas mãos nas minhas a medir distâncias,
somos vitimas das circunstâncias, Amor...
Desejo à flor da pele,
beijo em fúria,
contornos de papel vegetal
que se confundem entre cópia e original.
Abrigo de catástrofe natural,
teu colo onde me demoro!
Será que moro nos teu olhos, Amor?
Pedido, clamor,
choro da eternidade,
lábios que são selos
e roubaram as palavras,
verdade que o teu corpo sussurra,
em cada poro,
em cada curva,
em cada gesto,
manifesto de protesto,
choro,
castigo,
por favor, meu Amor,
faz amor comigo!
feitiço,
alquimia,
vício de te ter,
ler-te nas entrelinhas,
conhecer-te o poente,
o olhar ausente,
tuas mãos nas minhas a medir distâncias,
somos vitimas das circunstâncias, Amor...
Desejo à flor da pele,
beijo em fúria,
contornos de papel vegetal
que se confundem entre cópia e original.
Abrigo de catástrofe natural,
teu colo onde me demoro!
Será que moro nos teu olhos, Amor?
Pedido, clamor,
choro da eternidade,
lábios que são selos
e roubaram as palavras,
verdade que o teu corpo sussurra,
em cada poro,
em cada curva,
em cada gesto,
manifesto de protesto,
choro,
castigo,
por favor, meu Amor,
faz amor comigo!
domingo, 3 de novembro de 2019
Cry...
Promessa, palavra obtusa,
confusa, largada numa cama
que não chama pelo meu nome,
fome que só traz fraqueza
e a certeza esvai-se...
Amor?
Dor que se conjuga numa fuga eterna,
perna que não se entrelaça na tua,
rua descida, descalça...
A vida corre
e morre sempre sozinha.
Tua pele na minha,
corpo que se despe
e se veste de prazer,
porque me deixaste ser tua?
A vontade é uma mulher nua a tremer,
a gemer o teu nome, devagar,
ou ouvido...
Ver-te rendido num olhar
e acordar a ver-te da janela,
à espera dela...
Demência em loop,
cedência que corrompe,
urgência que interrompe a razão...
O meu coração, no chão,
esmagado debaixo dos pés,
outra vez.
confusa, largada numa cama
que não chama pelo meu nome,
fome que só traz fraqueza
e a certeza esvai-se...
Amor?
Dor que se conjuga numa fuga eterna,
perna que não se entrelaça na tua,
rua descida, descalça...
A vida corre
e morre sempre sozinha.
Tua pele na minha,
corpo que se despe
e se veste de prazer,
porque me deixaste ser tua?
A vontade é uma mulher nua a tremer,
a gemer o teu nome, devagar,
ou ouvido...
Ver-te rendido num olhar
e acordar a ver-te da janela,
à espera dela...
Demência em loop,
cedência que corrompe,
urgência que interrompe a razão...
O meu coração, no chão,
esmagado debaixo dos pés,
outra vez.
domingo, 27 de outubro de 2019
Nankurunasia
Passo, a passo,
caminho construído e doído dos teus pés,
cada gesto, dor, Amor, silêncio,
cada aprendizagem fazem parte
da arte da viagem.
Chora, acredita, grita,
cora e apaixona-te,
emociona-te sempre
crente de que és unico e igual a toda a gente
que realmente e no final só espera ser feliz!
Diz o que pensas, muda de opinião,
erra, encerra caminhos e constrói novos,
perdoa-te e perdoa
tudo o que magoa prova que sabes sentir,
pára de mentir a ti mesmo a dizer que estás bem
quando te perdes...
Encontra-te, confronta-te, enfrenta-te,
aprende, rende os outros com humildade,
traz verdade ao mundo,
a tua,
nua e frágil,
sê agil, sê tranquilidade,
sê idade sem medo das rugas,
não existem fugas em frente,
apenas corrente demente e cobardia,
sê dia quando tudo é noite,
sé abraço após o açoite,
sê laço quando tudo se deslaça e embaraça...
Aceita-te e aceita nos outros a diferença,
recomeça sempre quando caíres
mas só quando te sentires pronto
e deixa-te derrotar quando ainda não estás...
Sê luto de tudo o que perderes
porque o Amor merece flores e dores de despedida,
sê partida mas também chegada,
leme, ancora e remo
e mar e mundos por desbravar,
sê tudo o que quiseres e puderes e sonhares
sem limites ou radares de velocidade,
sê ambicioso de ti
e apaixonado por ti,
mesmo quando te esqueces do valor que tens,
afinal somos apenas um universo imenso e denso por descobrir
e sentir,
um mundo de cada vez!
caminho construído e doído dos teus pés,
cada gesto, dor, Amor, silêncio,
cada aprendizagem fazem parte
da arte da viagem.
Chora, acredita, grita,
cora e apaixona-te,
emociona-te sempre
crente de que és unico e igual a toda a gente
que realmente e no final só espera ser feliz!
Diz o que pensas, muda de opinião,
erra, encerra caminhos e constrói novos,
perdoa-te e perdoa
tudo o que magoa prova que sabes sentir,
pára de mentir a ti mesmo a dizer que estás bem
quando te perdes...
Encontra-te, confronta-te, enfrenta-te,
aprende, rende os outros com humildade,
traz verdade ao mundo,
a tua,
nua e frágil,
sê agil, sê tranquilidade,
sê idade sem medo das rugas,
não existem fugas em frente,
apenas corrente demente e cobardia,
sê dia quando tudo é noite,
sé abraço após o açoite,
sê laço quando tudo se deslaça e embaraça...
Aceita-te e aceita nos outros a diferença,
recomeça sempre quando caíres
mas só quando te sentires pronto
e deixa-te derrotar quando ainda não estás...
Sê luto de tudo o que perderes
porque o Amor merece flores e dores de despedida,
sê partida mas também chegada,
leme, ancora e remo
e mar e mundos por desbravar,
sê tudo o que quiseres e puderes e sonhares
sem limites ou radares de velocidade,
sê ambicioso de ti
e apaixonado por ti,
mesmo quando te esqueces do valor que tens,
afinal somos apenas um universo imenso e denso por descobrir
e sentir,
um mundo de cada vez!
sábado, 26 de outubro de 2019
Ataque de pânico
Sinto-me trancada num espaço confinado com paredes a esmagarem-me o peito
cada vez que respiro e aspiro sair...
O corpo a ficar dormente,
o palpitar do coração a paralisar
e descompassar a vida,
palavras que se atropelam na boca e são engolidas de penalty
lábios que não colaboram,
visão que se perde e se turva,
curva do meu corpo a quebrar de encontro ao chão,
morte aparente,
talvez permanente, talvez descanso e paz..
Momento que se faz continuidade,
ansiedade e sede,
cair sem rede no chão,
solidão absoluta,
cérebro que luta por reagir,
alma a fugir e abandonar o corpo inerte,
deixar de ver-te, para sempre,
não abraçar os meus filhos e vê-los crescer, ao longe,
sempre de sorriso triste...
A alma que insiste em voltar,
a lutar e espernear por se controlar,
dor no peito, desfeito por angustia,
vazio completo,
hipotermia,
saber que aguento o sofrimento um pouco mais,
alma que se anuncia e agarra o corpo cobarde,
coração que parte mas se reestrutura,
ainda não está na altura,
respira,
ainda não está na altura,
respira,
ainda não está na altura,
respira.
cada vez que respiro e aspiro sair...
O corpo a ficar dormente,
o palpitar do coração a paralisar
e descompassar a vida,
palavras que se atropelam na boca e são engolidas de penalty
lábios que não colaboram,
visão que se perde e se turva,
curva do meu corpo a quebrar de encontro ao chão,
morte aparente,
talvez permanente, talvez descanso e paz..
Momento que se faz continuidade,
ansiedade e sede,
cair sem rede no chão,
solidão absoluta,
cérebro que luta por reagir,
alma a fugir e abandonar o corpo inerte,
deixar de ver-te, para sempre,
não abraçar os meus filhos e vê-los crescer, ao longe,
sempre de sorriso triste...
A alma que insiste em voltar,
a lutar e espernear por se controlar,
dor no peito, desfeito por angustia,
vazio completo,
hipotermia,
saber que aguento o sofrimento um pouco mais,
alma que se anuncia e agarra o corpo cobarde,
coração que parte mas se reestrutura,
ainda não está na altura,
respira,
ainda não está na altura,
respira,
ainda não está na altura,
respira.
quinta-feira, 24 de outubro de 2019
Your lips, my lips... Apocalipse!
Desejo,
íman de atração,
beijo,
tempestade perfeita,
teu corpo,
encaixe do meu,
medida feita à medida,
roupa despida, no chão,
devagar,
pausar da respiração
que compassa o coração,
universo que se faz irrisório, lá fora,
aqui, agora.
verso da tua saliva que se escreve em mim,
poema escrito em braile, na tua pele,
mel do teu olhar...
Entrega, Amor,
dor que é prazer e urgência,
ciência da sinergia,
sintonia empírica,
sentir-te estremecer, cá dentro,
fica.
terça-feira, 22 de outubro de 2019
Don't...
O espaço encerra constelações de sonhos
que derivam nos corações desatentos,
alentos estupidos,
sentimentos irascíveis,
misérias que sobrevivem de migalhas,
limalhas de sentimentos a ferirem-nos a cornea
e a estraçalhar o peito aberto, deserto do teu corpo.
Só sei amar como se a vida fosse acabar,
porque vai e ninguém sai vivo,
por quanto esquivo que seja
e no fim só sobeja o fim.
As pessoas não amam porque amar dói tanto
quanto nascer...
Pássaros a devorar as próprias asas
com medo de se magoarem por cair no chão.
Condenação em vida à morte,
cheios de sorte por viverem acorrentados
longe dos prazeres acidentados...
Viverei sempre,
com medo,
com cicatrizes,
com penas arrancadas
e asas, muitas vezes, partidas,
mas doridas de voar!
que derivam nos corações desatentos,
alentos estupidos,
sentimentos irascíveis,
misérias que sobrevivem de migalhas,
limalhas de sentimentos a ferirem-nos a cornea
e a estraçalhar o peito aberto, deserto do teu corpo.
Só sei amar como se a vida fosse acabar,
porque vai e ninguém sai vivo,
por quanto esquivo que seja
e no fim só sobeja o fim.
As pessoas não amam porque amar dói tanto
quanto nascer...
Pássaros a devorar as próprias asas
com medo de se magoarem por cair no chão.
Condenação em vida à morte,
cheios de sorte por viverem acorrentados
longe dos prazeres acidentados...
Viverei sempre,
com medo,
com cicatrizes,
com penas arrancadas
e asas, muitas vezes, partidas,
mas doridas de voar!
domingo, 13 de outubro de 2019
My love
O sonho é a coreografia que as memórias permitem,
saudades que emitem sons,
tons diferentes de azul,
sombras chinesas,
velas acesas e a profundidade de um beijo...
Amo-te como escrevo,
sem limites,
sem roteiro,
sem guião.
Tua mão a escalar meu corpo inteiro,
roupa pelo chão,
promessas confessas,
o carmim do meu batom,
tu encaixado em mim,
tom de banda sonora de Hollywood...
Dor, prazer, lágrima a morrer no queixo,
a verticalidade da razão
a escorregar pelo nosso suor ...
Meu colo, meu pecado,
meu desejo conspirado,
Meu Amor!
Voz sussurrada ao ouvido em cada espasmo do orgasmo...
O Amor é a imortalidade que o universo empresta!
saudades que emitem sons,
tons diferentes de azul,
sombras chinesas,
velas acesas e a profundidade de um beijo...
Amo-te como escrevo,
sem limites,
sem roteiro,
sem guião.
Tua mão a escalar meu corpo inteiro,
roupa pelo chão,
promessas confessas,
o carmim do meu batom,
tu encaixado em mim,
tom de banda sonora de Hollywood...
Dor, prazer, lágrima a morrer no queixo,
a verticalidade da razão
a escorregar pelo nosso suor ...
Meu colo, meu pecado,
meu desejo conspirado,
Meu Amor!
Voz sussurrada ao ouvido em cada espasmo do orgasmo...
O Amor é a imortalidade que o universo empresta!
domingo, 29 de setembro de 2019
Don't worry baby...
Perdi-me,
no espaço, no tempo, no sonho...
No teu olhar deslumbrado que parecia entender
e deixou-me morrer tantas e tantas vezes...
Nos revezes da fortuna de uma sina que ensina que Amar só,
não basta.
Do abraço que se afasta e arrasta sempre mais um pouco de nós...
Perdi-me,
vi-me numa encruzilhada de escolhas
que caíam derrotadas como folhas de Outono...
Sono profundo da razão que me toldou sempre o coração.
Sem Norte ou sorte, ou estrelas guias...
Cansei-me de promessas vazias e de palavras faceis
que saem como carruagens de um comboio
ao ritmo do comodismo...
Hoje é o meu primeiro dia de egoísmo.
no espaço, no tempo, no sonho...
No teu olhar deslumbrado que parecia entender
e deixou-me morrer tantas e tantas vezes...
Nos revezes da fortuna de uma sina que ensina que Amar só,
não basta.
Do abraço que se afasta e arrasta sempre mais um pouco de nós...
Perdi-me,
vi-me numa encruzilhada de escolhas
que caíam derrotadas como folhas de Outono...
Sono profundo da razão que me toldou sempre o coração.
Sem Norte ou sorte, ou estrelas guias...
Cansei-me de promessas vazias e de palavras faceis
que saem como carruagens de um comboio
ao ritmo do comodismo...
Hoje é o meu primeiro dia de egoísmo.
terça-feira, 10 de setembro de 2019
...
Tamborilo os sentimentos na mesa da sala,
trauteando pautas de flautas esganiçadas,
claves de sol,
lençol à cintura,
insanidade pura,
palavras ao acaso,
ocaso de existir,
a mentir a mim própria sempre.
Escrevo para fingir que ainda sirvo para alguma coisa,
que tenho um caminho qualquer,
um destino,
um propósito,
uma missão...
Não quero ser apenas irrelevante,
passo sem rasto,
indigente na vida de toda a gente.
Sempre Amei e nunca cobrei nada
mas estou cansada...
Um dia de cada vez,
e mais uma lágrima lambida,
perdida...
Quando morrer talvez me amem alguma coisa,
sei que na Morte terei sempre a sorte do teu colo,
o teu olhar cego que me via mais do que tantos olhos que me olharam...
Só tu conheces as minhas fraquezas...
Só tu conheces...
Só tu...
Só.
(E tu não voltas.)
Ias gostar desta, ias fechar os olhos e ouvir...
Amo-te A.A.M,. minha verdadeira alma gémea, até breve!
trauteando pautas de flautas esganiçadas,
claves de sol,
lençol à cintura,
insanidade pura,
palavras ao acaso,
ocaso de existir,
a mentir a mim própria sempre.
Escrevo para fingir que ainda sirvo para alguma coisa,
que tenho um caminho qualquer,
um destino,
um propósito,
uma missão...
Não quero ser apenas irrelevante,
passo sem rasto,
indigente na vida de toda a gente.
Sempre Amei e nunca cobrei nada
mas estou cansada...
Um dia de cada vez,
e mais uma lágrima lambida,
perdida...
Quando morrer talvez me amem alguma coisa,
sei que na Morte terei sempre a sorte do teu colo,
o teu olhar cego que me via mais do que tantos olhos que me olharam...
Só tu conheces as minhas fraquezas...
Só tu conheces...
Só tu...
Só.
(E tu não voltas.)
Ias gostar desta, ias fechar os olhos e ouvir...
Amo-te A.A.M,. minha verdadeira alma gémea, até breve!
domingo, 8 de setembro de 2019
Flightless Bird...
O Amor é uma criança de tranças negras
a cavalgar cavalos invisíveis enquanto sonha que pode salvar o mundo...
Quantas vezes me perdi de ti enquanto dissecavas um cigarro?
Amarro as palavras com uma fita de seda vermelha,
todas as promessas que não fizemos,
os beijos que não demos,
as noites que não tivemos,
ali,
presos como tranças de crianças que ainda sonham...
Descascaste as asas e nunca mais voaste sobre as casas
ou sobre coisa alguma, Amor...
Fizeste da dor poiso constante
e da tua gaiola, dourada, morada.
E eu, errante,
nómada de alma,
cheia de asas até ao sangue
nunca soube ser estanque!
Somos elementos que não se tocam
e se provocam até ao infinito,
silêncio e grito,
céu e terra,
presença e ausência,
paz e guerra,
noite e madrugada ,
raiva e clemência,
Amor e nada.
a cavalgar cavalos invisíveis enquanto sonha que pode salvar o mundo...
Quantas vezes me perdi de ti enquanto dissecavas um cigarro?
Amarro as palavras com uma fita de seda vermelha,
todas as promessas que não fizemos,
os beijos que não demos,
as noites que não tivemos,
ali,
presos como tranças de crianças que ainda sonham...
Descascaste as asas e nunca mais voaste sobre as casas
ou sobre coisa alguma, Amor...
Fizeste da dor poiso constante
e da tua gaiola, dourada, morada.
E eu, errante,
nómada de alma,
cheia de asas até ao sangue
nunca soube ser estanque!
Somos elementos que não se tocam
e se provocam até ao infinito,
silêncio e grito,
céu e terra,
presença e ausência,
paz e guerra,
noite e madrugada ,
raiva e clemência,
Amor e nada.
quinta-feira, 5 de setembro de 2019
Love Kills... (To F.M.: 5/09 Happy Birthday Gorgeous!)
Fui vento,
fui sopro,
fui ar respirado e incorporado de alguém...
Asas acima dos homens,
missão tardia que tardava em acontecer,
agonia da incompreensão dos outros...
Fui chão,
fui terra,
fui pedra chutada e erradicada do mundo,
um sentimento profundo de frustação,
um sentir imenso e denso como os teus olhos,
saia de folhos, dançando à chuva,
uva moscatel de Setembro...
Fui corpo,
fui membro,
fui mão estendida e perdida sem a tua...
Fui mar e batel,
agua nua a inundar tudo,
fui miseravel
e um mundo inteiro por descobrir,
gesto afável a mendigar afecto...
Fui tecto onde não cabia de todo,
fui charco
fui lama,
fui lodo..
Fui noite e fui breu e tu, meu Amor, sempre céu!
fui sopro,
fui ar respirado e incorporado de alguém...
Asas acima dos homens,
missão tardia que tardava em acontecer,
agonia da incompreensão dos outros...
Fui chão,
fui terra,
fui pedra chutada e erradicada do mundo,
um sentimento profundo de frustação,
um sentir imenso e denso como os teus olhos,
saia de folhos, dançando à chuva,
uva moscatel de Setembro...
Fui corpo,
fui membro,
fui mão estendida e perdida sem a tua...
Fui mar e batel,
agua nua a inundar tudo,
fui miseravel
e um mundo inteiro por descobrir,
gesto afável a mendigar afecto...
Fui tecto onde não cabia de todo,
fui charco
fui lama,
fui lodo..
Fui noite e fui breu e tu, meu Amor, sempre céu!
sábado, 31 de agosto de 2019
Pedra Angular
Teu corpo,
base do meu,
alicerce da minha procura,
loucura feita bailado,
transpirado de sal e monossílabos...
Mão que puxa,
agarra,
prende e encaixa...
Caixa de Pandora
que se perde agora nos confins do nosso mundo!
O prazer é um caminho profundo de perdição e perdão,
sempre!
Somos oponentes,
componentes,
fragância partilhada,
lingua que percorre,
gota que escorre pelas tuas costas...
Cadência que aumenta,
urgência de te pertencer,
de te receber,
espasmo,
orgasmo
corpos que se tornam singular,
O Amor é a pedra angular da nossa existência...
base do meu,
alicerce da minha procura,
loucura feita bailado,
transpirado de sal e monossílabos...
Mão que puxa,
agarra,
prende e encaixa...
Caixa de Pandora
que se perde agora nos confins do nosso mundo!
O prazer é um caminho profundo de perdição e perdão,
sempre!
Somos oponentes,
componentes,
simbolos quimicos,
ar, fogo, combustão.
Lábios devorados em ânsia,fragância partilhada,
lingua que percorre,
gota que escorre pelas tuas costas...
Cadência que aumenta,
urgência de te pertencer,
de te receber,
espasmo,
orgasmo
corpos que se tornam singular,
O Amor é a pedra angular da nossa existência...
quinta-feira, 29 de agosto de 2019
Completa(mente)!
O espaço de uma lágrima escapa-te entre os dedos,
os votos gritados ao vento
foram rochedos intrépidos
que ruíram e caíram durante tempestades
e fogueiras de vaidades...
Habituei-me ao frio,
à chuva,
às nuvens...
Não vens e já não espero,
nem quero saber.
Vivo comigo e encontrei paz,
já não me faz falta o aconchego
porque hoje, sei que chego.
Respiro entre as ondas,
espraio-me na praia,
sou a espuma que beija a areia
e deseja apenas sentir o sal no corpo...
Sempre gostei da simplicidade do sentir,
das gargalhadas fáceis,
dos abraços naturais!
Não consigo prescindir da felicidade
para tentar encontrar metades invisiveis de mim,
sou assim,
uma anomalia completa,
deserta na multidão,
vadia de coração atento
que encontra sempre o alento,
qual farol na escuridão...
os votos gritados ao vento
foram rochedos intrépidos
que ruíram e caíram durante tempestades
e fogueiras de vaidades...
Habituei-me ao frio,
à chuva,
às nuvens...
Não vens e já não espero,
nem quero saber.
Vivo comigo e encontrei paz,
já não me faz falta o aconchego
porque hoje, sei que chego.
Respiro entre as ondas,
espraio-me na praia,
sou a espuma que beija a areia
e deseja apenas sentir o sal no corpo...
Sempre gostei da simplicidade do sentir,
das gargalhadas fáceis,
dos abraços naturais!
Não consigo prescindir da felicidade
para tentar encontrar metades invisiveis de mim,
sou assim,
uma anomalia completa,
deserta na multidão,
vadia de coração atento
que encontra sempre o alento,
qual farol na escuridão...
quarta-feira, 28 de agosto de 2019
Hello darkness my old friend...
Quando me perdi, encontraste-me apenas para poderes provar que nasci ímpar...
Leio a mensagem entre cada passagem do tempo,
a aprendizagem que me ensina
que a sina é a inocência da demência...
A solidão é o abraço que sossega
quando a alma já não se entrega a um demónio qualquer...
Sou aquilo que sou
e não dou mais nenhum fragmento do meu coração,
não me diminuo,
nem aumento para caber na tua mão.
Não temo mais nada,
não tenho mais nada,
não almejo mais nada...
Não quero possuir ou ser rendida,
entrego-me à vida,
até que a morte me leve
a gritar e a espernear...
Leio a mensagem entre cada passagem do tempo,
a aprendizagem que me ensina
que a sina é a inocência da demência...
A solidão é o abraço que sossega
quando a alma já não se entrega a um demónio qualquer...
Sou aquilo que sou
e não dou mais nenhum fragmento do meu coração,
não me diminuo,
nem aumento para caber na tua mão.
Não temo mais nada,
não tenho mais nada,
não almejo mais nada...
Não quero possuir ou ser rendida,
entrego-me à vida,
até que a morte me leve
a gritar e a espernear...
terça-feira, 27 de agosto de 2019
Septicemia...
O mundo é a porta que se abre,
ao sonho,
à vida ,
à esperança...
Criança que corre descalça,
de alça do vestido caída,
inocência perdida
a respirar dificilmente nos intervalos dos calos da vida...
O Amor é esta jarra baça, sem flores,
de cor ausente,
dormente de cheiro como um primeiro beijo fugido...
Desejo de ter morrido mais depressa...
Há quem me esqueça todos os dias, sabias?
o mundo é esta porta que se fecha
e não me deixa respirar,
cansei-me de ficar para trás...
Há alguém que te faz falta?
Salta de colo em colo, sempre à procura
que a noite se torne ainda mais escura...
Estendi a mão...
Agora já não...
O Amor nem tudo cura.
ao sonho,
à vida ,
à esperança...
Criança que corre descalça,
de alça do vestido caída,
inocência perdida
a respirar dificilmente nos intervalos dos calos da vida...
O Amor é esta jarra baça, sem flores,
de cor ausente,
dormente de cheiro como um primeiro beijo fugido...
Desejo de ter morrido mais depressa...
Há quem me esqueça todos os dias, sabias?
o mundo é esta porta que se fecha
e não me deixa respirar,
cansei-me de ficar para trás...
Há alguém que te faz falta?
Salta de colo em colo, sempre à procura
que a noite se torne ainda mais escura...
Estendi a mão...
Agora já não...
O Amor nem tudo cura.
quarta-feira, 31 de julho de 2019
Desabafo
Respiro entre as ondas,
fendas de mar que se abrem para me engolir
e purificar...
Descalcei a esperança,
deixei a criança num baloiço qualquer
e tornei-me mulher,
imensa, intensa e condenada.
A vida é o nada que acontece
enquanto escorres todos os sonhos para a sarjeta do destino.
fendas de mar que se abrem para me engolir
e purificar...
Descalcei a esperança,
deixei a criança num baloiço qualquer
e tornei-me mulher,
imensa, intensa e condenada.
A vida é o nada que acontece
enquanto escorres todos os sonhos para a sarjeta do destino.
segunda-feira, 15 de julho de 2019
Untill dawn...
Toque,
cheiro,
pele,
mel de saliva que desliza..
Prisioneiro do corpo,
sinuosidade,
intensidade, mistério
venda e açoite...
A noite é império por descobrir!
Querer, verbo e acção
que a tentação contempla...
Quantas vezes cabes dentro de mim?
Posso possuir todos os segredos
que os teus medos revelam
só pelo galope do teu respirar...
Agarrar como se te fosse fugir,
porque no fim sabes que só pertenço a mim mesma.
Nunca serei mais que o tempo fugido
de um gemido a escapar-te dos lábios ávidos.
Talvez Amor,
talvez desejo,
talvez apenas a insensatez que envolve a entrega de um beijo...
Talvez apenas uma vez.
cheiro,
pele,
mel de saliva que desliza..
Prisioneiro do corpo,
sinuosidade,
intensidade, mistério
venda e açoite...
A noite é império por descobrir!
Querer, verbo e acção
que a tentação contempla...
Quantas vezes cabes dentro de mim?
Posso possuir todos os segredos
que os teus medos revelam
só pelo galope do teu respirar...
Agarrar como se te fosse fugir,
porque no fim sabes que só pertenço a mim mesma.
Nunca serei mais que o tempo fugido
de um gemido a escapar-te dos lábios ávidos.
Talvez Amor,
talvez desejo,
talvez apenas a insensatez que envolve a entrega de um beijo...
Talvez apenas uma vez.
domingo, 14 de julho de 2019
Message in a bottle (II)
Amor,
essa dor que navega,
cega justiça postiça dividida entre vida,
sorte e morte...
Bailarina roliça de muletas a falhar piruetas,
personificação da minha perdição e ansiedade
rumo à felicidade.
Fumo que enevoa o rumo,
incerteza que magoa,
destreza de sobreviver...
Viver, VI..ver, VIVER até doer, sempre.
Porque nos mente a saudade?
essa dor que navega,
cega justiça postiça dividida entre vida,
sorte e morte...
Bailarina roliça de muletas a falhar piruetas,
personificação da minha perdição e ansiedade
rumo à felicidade.
Fumo que enevoa o rumo,
incerteza que magoa,
destreza de sobreviver...
Viver, VI..ver, VIVER até doer, sempre.
Porque nos mente a saudade?
domingo, 7 de julho de 2019
100 Ressentimentos...
Se a vida te fugisse,
por entre os dedos suados,
sepultando os receios e os medos contigo,
sendo abrigo de todas as desculpas,
relevando todas as culpas
e dores
e amores involuntários...
Se a sentisses respirar com dificuldade,
se a tomasses nos braços para lhe ouvires as ultimas palavras,
que verdade te confessaria,
e suspiraria na derradeira batida da partida?
Se a vida te fugisse
e não cumprisse o prometido,
que no final serias feliz,
como te diz cada história de Amor?
Quão irrisória seria?
Em quanto tempo serias esquecimento?
Teu nome enterrado por baixo de pedras e cimento,
sendo apenas a duvida de teres existido...
Se a vida te deixasse agora,
na hora que nos corre e foge em cada minuto,
parindo luto
num acaso desavindo ou mera desatenção
a quem deverias perdão,
um abraço,
que passo terias remendado,
que saudade deixarias por saciar, ou embevecer,
que ultimo corpo possuirias em fúria e prazer?
Onde demorarias o olhar em derradeira moldura?
Que loucura se tornaria pigmento de cor a tingir o sofrimento,
no doce, derradeiro, precoce, momento?
Amor.(?)
Bilhete de ida (sem volta)
Viagem,
retorno inacabado,
imagem do teu rosto difuso,
talvez nuvem,
talvez sonho,
talvez nada.
Rumo que o fumo da vida camufla,
lágrima embutida em mim,
fim,
infância perdida,
distância.
Estou cansada de amar fantasmas.
O tempo é rio sem caudal
onde as margens morrem
e mal molho os pés...
Sempre fui refém das marés
mas nunca ancorei nos braços de alguém.
Sente os meus passos que se espaçam cada vez mais...
Um dia seremos gestos irrelevantes
que envergonharam os amantes,
por medo.
Seremos segredo escabroso,
silêncio mordido,
erro assombroso,
pecado engolido,
vergonha escondida,
dor tatuada...
Seremos tudo, meu Amor,
menos vida partilhada.
retorno inacabado,
imagem do teu rosto difuso,
talvez nuvem,
talvez sonho,
talvez nada.
Rumo que o fumo da vida camufla,
lágrima embutida em mim,
fim,
infância perdida,
distância.
Estou cansada de amar fantasmas.
O tempo é rio sem caudal
onde as margens morrem
e mal molho os pés...
Sempre fui refém das marés
mas nunca ancorei nos braços de alguém.
Sente os meus passos que se espaçam cada vez mais...
Um dia seremos gestos irrelevantes
que envergonharam os amantes,
por medo.
Seremos segredo escabroso,
silêncio mordido,
erro assombroso,
pecado engolido,
vergonha escondida,
dor tatuada...
Seremos tudo, meu Amor,
menos vida partilhada.
quarta-feira, 3 de julho de 2019
As estrelas nada sabem...
Houveram dias de tempestade,
manhãs supérfluas,
com cigarros a meia haste
a queimar o silêncio.
Tu e eu,
que nunca souberam ser um,
nem nunca aprenderam a ser dois...
Depois a culpa repartida,
a partida sabendo que a chegada não mais se cumpriria,
não haveria um retorno do eco da nossa voz
e ficaríamos orgulhosamente sós...
Solidão demente que nos esmaga
e apaga todas as razões,
as condições perversas tornaram-se adversas para sempre.
Não me sei voltar a remendar,
não sei...
Confiei que o Universo conspiraria a nosso favor...
Amor, essa utopia fugidia.
manhãs supérfluas,
com cigarros a meia haste
a queimar o silêncio.
Tu e eu,
que nunca souberam ser um,
nem nunca aprenderam a ser dois...
Depois a culpa repartida,
a partida sabendo que a chegada não mais se cumpriria,
não haveria um retorno do eco da nossa voz
e ficaríamos orgulhosamente sós...
Solidão demente que nos esmaga
e apaga todas as razões,
as condições perversas tornaram-se adversas para sempre.
Não me sei voltar a remendar,
não sei...
Confiei que o Universo conspiraria a nosso favor...
Amor, essa utopia fugidia.
segunda-feira, 1 de julho de 2019
A2
Há palavras que o tempo nos rouba e não devolve...
O Amor é um rotulo gasto
que envolve um frasco de sonhos.
Será que ainda nos é permitido sonhar
depois da vida nos despojar da Esperança
e das nossas almas terem devorado vidro moído?
O Amor é uma criança abandonada, na estrada,
a vida foi de férias e não o pode levar,
acorrentou-o ao alcatrão e partiu...
O meu coração ruiu,
a minha alma mudou e infelizmente cresceu.
A criança acorrentada morreu de fome e de frio
enquanto não percebia porque a vida lhe fugia...
O Amor é um rotulo gasto
que envolve um frasco de sonhos.
Será que ainda nos é permitido sonhar
depois da vida nos despojar da Esperança
e das nossas almas terem devorado vidro moído?
O Amor é uma criança abandonada, na estrada,
a vida foi de férias e não o pode levar,
acorrentou-o ao alcatrão e partiu...
O meu coração ruiu,
a minha alma mudou e infelizmente cresceu.
A criança acorrentada morreu de fome e de frio
enquanto não percebia porque a vida lhe fugia...
sexta-feira, 28 de junho de 2019
Poente
Luzes,
camera,
acção!
A ribalta é um ponto de situação efémero...
Quanto tempo consegues sorrir, a fingir?
Um dia,
numa utopia qualquer,
foste feliz a valer,
lambuzaste-te no meu corpo como quem aprende a andar!
Sentiste cada suspiro,
um retiro espiritual
feito carnal,
espasmos e orgasmos em desgarrada...
Estou cansada de correr descalça,
de pisar vidro.
Despe-me a alça do vestido,
seremos entrega e inconsciência,
o Amor é a ciência da procura, meu Amor!
Jura o que não podes,
esquece que a vida está sempre resolvida sem o nosso consentimento,
não temos tempo,
nunca o tivemos,
molda os meus seios à tua boca,
a tua voz rouca a sussurrar o meu nome
sem freio ou arreios,
seremos sofreguidão...
A Liberdade começa sempre ao poente da razão.
camera,
acção!
A ribalta é um ponto de situação efémero...
Quanto tempo consegues sorrir, a fingir?
Um dia,
numa utopia qualquer,
foste feliz a valer,
lambuzaste-te no meu corpo como quem aprende a andar!
Sentiste cada suspiro,
um retiro espiritual
feito carnal,
espasmos e orgasmos em desgarrada...
Estou cansada de correr descalça,
de pisar vidro.
Despe-me a alça do vestido,
seremos entrega e inconsciência,
o Amor é a ciência da procura, meu Amor!
Jura o que não podes,
esquece que a vida está sempre resolvida sem o nosso consentimento,
não temos tempo,
nunca o tivemos,
molda os meus seios à tua boca,
a tua voz rouca a sussurrar o meu nome
sem freio ou arreios,
seremos sofreguidão...
A Liberdade começa sempre ao poente da razão.
quarta-feira, 26 de junho de 2019
Viagem ao centro da Terra
Cheio de sonhos como se o mundo fosse um portal demasiado estreito
e o leito demasiado agridoce...
Queria dar-te a mão e navegar pelo espaço,
ser abraço e colo e consolo,
ser chão que te trouxesse firmeza
e a certeza de saborearmos o céu outras tantas vezes!
Mas eu sou apenas ninguém
e não tenho talento algum...
Talvez só alento,
talvez só loucura,
será que um beijo, de facto, cura?
Fizemos um pacto quando éramos inocentes,
crentes de que a vida nos sorriria sempre entre as marés!
Talvez não te lembres,
talvez o tenha sonhado,
ou desejado em silêncio.
Hoje estico os pés para te alcançar
e te desejar o melhor!
Que o Amor (te) vença sempre,
pela força e pelo cansaço
e te entregues a quem de direito num abraço firme e estreito!
e o leito demasiado agridoce...
Queria dar-te a mão e navegar pelo espaço,
ser abraço e colo e consolo,
ser chão que te trouxesse firmeza
e a certeza de saborearmos o céu outras tantas vezes!
Mas eu sou apenas ninguém
e não tenho talento algum...
Talvez só alento,
talvez só loucura,
será que um beijo, de facto, cura?
Fizemos um pacto quando éramos inocentes,
crentes de que a vida nos sorriria sempre entre as marés!
Talvez não te lembres,
talvez o tenha sonhado,
ou desejado em silêncio.
Hoje estico os pés para te alcançar
e te desejar o melhor!
Que o Amor (te) vença sempre,
pela força e pelo cansaço
e te entregues a quem de direito num abraço firme e estreito!
domingo, 16 de junho de 2019
Everything will rain...
Não (me) morras, Meu Amor,
por favor...
Não devia pedir,
não te devia exigir nada,
és arraçada de vento e liberdade sem freio...
Mas Amo-te sem meio-termo
e no ermo sotão do pensamento
sempre foste chama e alento
e não sei viver, sem saber, que por aqui andas,
mesmo que longe,
mesmo sem ver-te,
preciso, porém, saber-te bem!
Crescemos a devorar o mundo uma gargalhada de cada vez,
salgámos as nossas dores com abraços demorados,
almas gémeas que nunca se quiseram iguais
e que se amam mais por terem fardos diferentes.
Não Me morras Meu Amor
porque és parte de mim
e não posso deixar escapar-te por entre os dedos,
meu cofre de segredos e de sonhos!
por favor...
Não devia pedir,
não te devia exigir nada,
és arraçada de vento e liberdade sem freio...
Mas Amo-te sem meio-termo
e no ermo sotão do pensamento
sempre foste chama e alento
e não sei viver, sem saber, que por aqui andas,
mesmo que longe,
mesmo sem ver-te,
preciso, porém, saber-te bem!
Crescemos a devorar o mundo uma gargalhada de cada vez,
salgámos as nossas dores com abraços demorados,
almas gémeas que nunca se quiseram iguais
e que se amam mais por terem fardos diferentes.
Não Me morras Meu Amor
porque és parte de mim
e não posso deixar escapar-te por entre os dedos,
meu cofre de segredos e de sonhos!
segunda-feira, 10 de junho de 2019
Reencarnação
Se o sonho fosse destino tangível
seriamos aventureiros de mochilas às costas,
a desbravar inocência de mãos dadas com a incoerência da vida.
Estou decidida a ser margem,
não velejo mais,
não naufrago mais...
Dei os últimos passos,
baixei os braços,
deixei-me cair,
e embati, morta, no chão.
Quantas vidas podemos viver numa só vida?
domingo, 9 de junho de 2019
Dissertação estupida
Tens os lábios mordidos das lágrimas,
prisioneiros de sorrisos de circunstância,
infância a escapar entre os dedos
nos segredos mordidos que a maturidade obriga.
A razão é a face mais nobre da intriga...
Fomos os primeiros amantes da Terra,
viemos ao mundo para aprender e ensinar a valorizar o tempo...
De momento sinto que não aprendi, nem cumpri nada
e que minto a mim mesma, todos os dias.
Tenho saudades tuas, sabias?
Mas nunca teve importância,
ninguém tem relevância alguma,
micro-partículas ridículas de um Universo imenso
submerso no desconhecido...
Penso em ti como um penso rápido
a ocultar uma gangrena.
(Mente fechada e pequena preso num ego insuportável.)
Queria respirar fundo e engolir o mundo,
um ultimo fôlego condescendente
antes da frieza da Morte decadente.
Reciclamos pessoas e consumimos o plástico,
somos o elástico da fisga que aniquila a Natureza
a esticar a nossa capacidade de matar até ao expoente da insanidade...
E ainda assim sei que te Amei,
sei que te amo
e que te amarei,
sempre,
ainda que não conheça a longura, obscura, da eternidade.
prisioneiros de sorrisos de circunstância,
infância a escapar entre os dedos
nos segredos mordidos que a maturidade obriga.
A razão é a face mais nobre da intriga...
Fomos os primeiros amantes da Terra,
viemos ao mundo para aprender e ensinar a valorizar o tempo...
De momento sinto que não aprendi, nem cumpri nada
e que minto a mim mesma, todos os dias.
Tenho saudades tuas, sabias?
Mas nunca teve importância,
ninguém tem relevância alguma,
micro-partículas ridículas de um Universo imenso
submerso no desconhecido...
Penso em ti como um penso rápido
a ocultar uma gangrena.
(Mente fechada e pequena preso num ego insuportável.)
Queria respirar fundo e engolir o mundo,
um ultimo fôlego condescendente
antes da frieza da Morte decadente.
Reciclamos pessoas e consumimos o plástico,
somos o elástico da fisga que aniquila a Natureza
a esticar a nossa capacidade de matar até ao expoente da insanidade...
E ainda assim sei que te Amei,
sei que te amo
e que te amarei,
sempre,
ainda que não conheça a longura, obscura, da eternidade.
quinta-feira, 6 de junho de 2019
Elysium
Há tormentas que nascem numa cama desfeita,
imperfeita como deve ser tudo aquilo que o amor toca...
Preciso de sentir como do pão para a boca,
no dia em que for dormência entrego o meu corpo à ciência
para servir quem ainda estiver vivo,
pois não sirvo, ou servirei para mais nada.
Sou alma desajustada insuflada desta inquietação
que é ser coração e dança e voz...
Não nascemos para ser sós e no entanto
somos o entretanto da solidão.
Amo-te e isso ainda te assusta
porque custa seres o pouco que me basta...
O Amor não se gasta porque não é feito do nosso barro da mortalidade...
Tenho um peito desfeito de sonhos
e de lágrimas encardidas e perdidas
que ficaram e ficarão por chorar.
Não tenho tempo para ter pena de mim,
sou assim um átomo que almejou ser algo mais...
Um corpo que é involucro deste sentir imenso
que condenso a sorrir para o mundo.
Um profundo pesar que é leveza e firmeza,
uma sina que professo e confesso
porque Amar é a lição que a nossa missão ensina!
imperfeita como deve ser tudo aquilo que o amor toca...
Preciso de sentir como do pão para a boca,
no dia em que for dormência entrego o meu corpo à ciência
para servir quem ainda estiver vivo,
pois não sirvo, ou servirei para mais nada.
Sou alma desajustada insuflada desta inquietação
que é ser coração e dança e voz...
Não nascemos para ser sós e no entanto
somos o entretanto da solidão.
Amo-te e isso ainda te assusta
porque custa seres o pouco que me basta...
O Amor não se gasta porque não é feito do nosso barro da mortalidade...
Tenho um peito desfeito de sonhos
e de lágrimas encardidas e perdidas
que ficaram e ficarão por chorar.
Não tenho tempo para ter pena de mim,
sou assim um átomo que almejou ser algo mais...
Um corpo que é involucro deste sentir imenso
que condenso a sorrir para o mundo.
Um profundo pesar que é leveza e firmeza,
uma sina que professo e confesso
porque Amar é a lição que a nossa missão ensina!
domingo, 2 de junho de 2019
I don't care!
Talvez o tempo tenha passado
mas os dias ainda me comem com dentadas gulosas,
ansiosas pelo segundo a seguir,
a descobrir o que me reserva o mundo!
A vida é um prato de salada colorida,
com os sabores todos misturados,
alternados,
o doce do tomate e a acidez da cebola.
Os amores e a estupidez envolvidos
e intimamente relacionados.
Corpo e mente devorados aos bocados
em cada um de nós...
Estamos sós e mesmo assim existem multidões cá dentro,
a atropelarem-se nas nossas ânsias,
criando distâncias confortáveis com os outros...
Nasci assim,
fluída como a agua,
escapo pelos espaços todos e posso ter os três estados no mesmo dia,
só que ninguém consegue estar emerso tanto tempo...
Talvez o tempo tenha passado,
mas jamais terá estagnado na poluição de um coração qualquer,
quero tudo, ou trazer nada e recomeçar de novo,
por agora liberto-me à espera do que a maré possa trazer!
mas os dias ainda me comem com dentadas gulosas,
ansiosas pelo segundo a seguir,
a descobrir o que me reserva o mundo!
A vida é um prato de salada colorida,
com os sabores todos misturados,
alternados,
o doce do tomate e a acidez da cebola.
Os amores e a estupidez envolvidos
e intimamente relacionados.
Corpo e mente devorados aos bocados
em cada um de nós...
Estamos sós e mesmo assim existem multidões cá dentro,
a atropelarem-se nas nossas ânsias,
criando distâncias confortáveis com os outros...
Nasci assim,
fluída como a agua,
escapo pelos espaços todos e posso ter os três estados no mesmo dia,
só que ninguém consegue estar emerso tanto tempo...
Talvez o tempo tenha passado,
mas jamais terá estagnado na poluição de um coração qualquer,
quero tudo, ou trazer nada e recomeçar de novo,
por agora liberto-me à espera do que a maré possa trazer!
sábado, 11 de maio de 2019
5:18
Aparência,
ciência do espelho à cintura,
numa altura de imediato
que nos rouba a identidade em cada acto...
Verdade medida em cliques,
xeliques e superficialidade
poses apelativas
superlativas de falta de auto-estima...
Rima fácil.
A malta quer é likes!
Ninguém conversa,
personalidade submersa em filtros
e boquinhas de peixe no ginásio...
No pain, no gain!
Ser Top ao som de Matias Damásio!
Insta-histórias de tudo
de argumentos de nada...
A nossa alma está cansada.
ciência do espelho à cintura,
numa altura de imediato
que nos rouba a identidade em cada acto...
Verdade medida em cliques,
xeliques e superficialidade
poses apelativas
superlativas de falta de auto-estima...
Rima fácil.
A malta quer é likes!
Ninguém conversa,
personalidade submersa em filtros
e boquinhas de peixe no ginásio...
No pain, no gain!
Ser Top ao som de Matias Damásio!
Insta-histórias de tudo
de argumentos de nada...
A nossa alma está cansada.
quarta-feira, 8 de maio de 2019
And so it is...
E o tempo vai,
descendo a rua nua de gente,
a hora sai de casa, arrasta a asa em sofrimento,
já não voa, nem magoa,
nem é ninguém...
(Foi hora gasta.)
Os passos são sulcos empedernidos,
ressentidos como mágoas,
deixando águas salgadas marcando caminho...
O Amor morreu sozinho,
bêbado e mijado num bar,
humilhado por todos,
a vomitar os sentimento todos...
Há momentos que se recordam
e nos desmancham por dentro
porque a felicidade foi brisa que passou
e não nos levou com ela...
A esperança é uma janela sombria
que me queria fazer saltar
só para ouvir o meu corpo ruir de dor...
E o Amor?
O Amor já não importa,
saiu e bateu com a porta.
descendo a rua nua de gente,
a hora sai de casa, arrasta a asa em sofrimento,
já não voa, nem magoa,
nem é ninguém...
(Foi hora gasta.)
Os passos são sulcos empedernidos,
ressentidos como mágoas,
deixando águas salgadas marcando caminho...
O Amor morreu sozinho,
bêbado e mijado num bar,
humilhado por todos,
a vomitar os sentimento todos...
Há momentos que se recordam
e nos desmancham por dentro
porque a felicidade foi brisa que passou
e não nos levou com ela...
A esperança é uma janela sombria
que me queria fazer saltar
só para ouvir o meu corpo ruir de dor...
E o Amor?
O Amor já não importa,
saiu e bateu com a porta.
sábado, 4 de maio de 2019
A arrogância de pensar
A agua mata-me a sede
com a mesma integridade que enche charcos,
as minhas derrotas são marcos na aprendizagem,
a dosagem que me ensina a saborear as vitórias...
Ninguém se mede aos palmos,
(mas somos medidos pela quantidade de vezes que a palma da mão da vida
embate contra o nosso rosto e nos atira ao chão...)
e os sonhos vencidos não deixam de ser projectos
qu podiam ter resultado...
Gosto de gostar de mim e isso assusta os covardes
que me preferiam ter por partes!
As mulheres seriam muito mais interessantes
se não fossem seres pensantes,
que chatice a imundice da igualdade...
Não conheço um homem que não tenha medo,
por isso os esqueço sempre...
Aborreço-me facilmente.
com a mesma integridade que enche charcos,
as minhas derrotas são marcos na aprendizagem,
a dosagem que me ensina a saborear as vitórias...
Ninguém se mede aos palmos,
(mas somos medidos pela quantidade de vezes que a palma da mão da vida
embate contra o nosso rosto e nos atira ao chão...)
e os sonhos vencidos não deixam de ser projectos
qu podiam ter resultado...
Gosto de gostar de mim e isso assusta os covardes
que me preferiam ter por partes!
As mulheres seriam muito mais interessantes
se não fossem seres pensantes,
que chatice a imundice da igualdade...
Não conheço um homem que não tenha medo,
por isso os esqueço sempre...
Aborreço-me facilmente.
terça-feira, 23 de abril de 2019
The devil on your back
Horizonte longínquo e mordaz
que me faz esquecer os bons princípios...
A bondade é um jogo de poder da vaidade,
todos adoramos denegrir a imagem dos outros
para sentir que estamos no degrau acima, não é?
A moral é um mau vicio, um indicio do mal...
Clima de cortar à faca que me farta,
não vou ter saudades deste oxigénio de mau génio,
desta podridão adocicada e conspurcada,
somos todos imperadores do nada,
com uma coroa que magoa, sentados numa lixeira uma vida inteira...
A anarquia sabe-me a café e tira-me o sono,
ponho-me a rezar sem fé
porque me atrai esta aura de purificação,
sem coração, sem perdão, sem religião...
Somos a espécie da destruição,
ninhos de ratos sedentos de sangue,
pragas de gafanhotos a devastar mundos,
constelações,
universos...
sinónimos e heterónimos da demência.
Inferno servido aos bocadinhos,
a soltar perdigotos e perdições
em gestos profundos de desprezo,
sem qualquer peso na consciência...
que me faz esquecer os bons princípios...
A bondade é um jogo de poder da vaidade,
todos adoramos denegrir a imagem dos outros
para sentir que estamos no degrau acima, não é?
A moral é um mau vicio, um indicio do mal...
Clima de cortar à faca que me farta,
não vou ter saudades deste oxigénio de mau génio,
desta podridão adocicada e conspurcada,
somos todos imperadores do nada,
com uma coroa que magoa, sentados numa lixeira uma vida inteira...
A anarquia sabe-me a café e tira-me o sono,
ponho-me a rezar sem fé
porque me atrai esta aura de purificação,
sem coração, sem perdão, sem religião...
Somos a espécie da destruição,
ninhos de ratos sedentos de sangue,
pragas de gafanhotos a devastar mundos,
constelações,
universos...
sinónimos e heterónimos da demência.
Inferno servido aos bocadinhos,
a soltar perdigotos e perdições
em gestos profundos de desprezo,
sem qualquer peso na consciência...
quinta-feira, 18 de abril de 2019
Still because I can...
As palavras são munições das emoções, ora nos acariciam e aliciam, ora nos rasgam e estragam por dentro...
Há um arco de resposta em cada acção,
uma espécie de boomerang enraivecido
que num gesto atrevido nos traz o coração de volta ao peito...
Amo tudo em que toco por isso evito tanto de tocar nos outros,
não me posso permitir iludir a toda a hora
quando o foco dos meus problemas sou eu, apenas...
Cultivo este rosto de paisagem,
a imagem da serenidade intocável,
inabalável,
uma integridade quase palpável
e por dentro o turbilhão da razão avassalada pela dor...
Amor...
Palavra proibida que só me arranca da vida
e único motivo pelo qual vivo...
Viver custa,
mas Amar arrasa tudo e porém, sem Amar
só nos resta o que não presta.
Ambiguidade deliciosa,
umbiguidade despojada,
maliciosa sabedoria que nos torna ninguém
e o outro alguém em tudo...
Ninguem sabe realmente despir a sua imagem projectada, pois não?
A ilusão do poder que amar nos rouba assusta mais do que a Morte,
os amantes têm a sorte e a audácia de quem nada têm a perder se não tudo,
se não o todo,
se não o lodo de existir numa existência sem importância,
se não ânsia de um propósito sem consistência...
Há um arco de resposta em cada acção,
uma espécie de boomerang enraivecido
que num gesto atrevido nos traz o coração de volta ao peito...
Amo tudo em que toco por isso evito tanto de tocar nos outros,
não me posso permitir iludir a toda a hora
quando o foco dos meus problemas sou eu, apenas...
Cultivo este rosto de paisagem,
a imagem da serenidade intocável,
inabalável,
uma integridade quase palpável
e por dentro o turbilhão da razão avassalada pela dor...
Amor...
Palavra proibida que só me arranca da vida
e único motivo pelo qual vivo...
Viver custa,
mas Amar arrasa tudo e porém, sem Amar
só nos resta o que não presta.
Ambiguidade deliciosa,
umbiguidade despojada,
maliciosa sabedoria que nos torna ninguém
e o outro alguém em tudo...
Ninguem sabe realmente despir a sua imagem projectada, pois não?
A ilusão do poder que amar nos rouba assusta mais do que a Morte,
os amantes têm a sorte e a audácia de quem nada têm a perder se não tudo,
se não o todo,
se não o lodo de existir numa existência sem importância,
se não ânsia de um propósito sem consistência...
sexta-feira, 29 de março de 2019
Bife tártaro...
Mãos, pincéis que desenham
e anseiam esculpir,
aneis de escravatura,
pura castração.
perdão que ajoelha a imaginação...
Escultor que trabalha a dor
e me chama de Amor...
Voz rouca,
a vida é uma louca passagem
que só nos traz bagagem...
Gemido engolido pela racionalidade.
Não podemos ter tudo o que queremos...
Liberdade de partir,
nudez sem sensatez,
sonho de cartas a ruir e a espalhar farpas...
Corpo que não obedece
e adormece saciado,
o pecado às vezes mora mesmo ao lado...
e anseiam esculpir,
aneis de escravatura,
pura castração.
perdão que ajoelha a imaginação...
Escultor que trabalha a dor
e me chama de Amor...
Voz rouca,
a vida é uma louca passagem
que só nos traz bagagem...
Gemido engolido pela racionalidade.
Não podemos ter tudo o que queremos...
Liberdade de partir,
nudez sem sensatez,
sonho de cartas a ruir e a espalhar farpas...
Corpo que não obedece
e adormece saciado,
o pecado às vezes mora mesmo ao lado...
quarta-feira, 27 de março de 2019
terça-feira, 26 de março de 2019
You're so f***ing precious when you smile!
Há sonhos que se sonham em vão,
num varão de dança mal amado, rebuscado
que seduz mas não tem noção da meia-luz que o condena...
Vale a pena?
A vida não me deixa cerrar os olhos, olhar para o lado,
fazer de conta que não (te) vejo...
Maldito desejo!
Agarra-me à força Amor,
dor que se quer sofrer,
faz-me esquecer,
dá-me prazer,
toca-me,
toma-me,
enlouquecer é a chave da felicidade...
Vale a pena?
Como se torna pequena a certeza
quando a beleza nos ofusca e nos governa...
num varão de dança mal amado, rebuscado
que seduz mas não tem noção da meia-luz que o condena...
Vale a pena?
A vida não me deixa cerrar os olhos, olhar para o lado,
fazer de conta que não (te) vejo...
Maldito desejo!
Agarra-me à força Amor,
dor que se quer sofrer,
faz-me esquecer,
dá-me prazer,
toca-me,
toma-me,
enlouquecer é a chave da felicidade...
Vale a pena?
Como se torna pequena a certeza
quando a beleza nos ofusca e nos governa...
quinta-feira, 7 de março de 2019
Liberdade
Ser,
livre,
livro,
escolha
folha em branco,
pranto sem vergonha,
sexo,
certeza
beleza em cada cor,
Amor,
conexo,
mulher sem medo,
enredo por escrever,
mão a acenar,
abraço,
laço por enlaçar...
Ser,
arbítrio,
sitio sem fronteira,
vida inteira,
sorriso,
gargalhada sem julgamento,
juízo de coração,
emoção embargada,
sentimento!
Orgulho de chorar,
de sentir,
de florir e desabrochar,
segurança,
criança,
simplicidade,
Liberdade!
livre,
livro,
escolha
folha em branco,
pranto sem vergonha,
sexo,
certeza
beleza em cada cor,
Amor,
conexo,
mulher sem medo,
enredo por escrever,
mão a acenar,
abraço,
laço por enlaçar...
Ser,
arbítrio,
sitio sem fronteira,
vida inteira,
sorriso,
gargalhada sem julgamento,
juízo de coração,
emoção embargada,
sentimento!
Orgulho de chorar,
de sentir,
de florir e desabrochar,
segurança,
criança,
simplicidade,
Liberdade!
segunda-feira, 4 de março de 2019
Mantra ou resignação...
Não quero mais forças frágeis
que se desvanecem e se esquecem de mim,
prefiro assim, ser a única certeza palpável
a fraqueza que se torna intrépida
e se ergue irresponsável e agreste...
Tu, sempre tiveste uma forma tépida de amar...
Preciso de resistir,
insistir, começar de novo,
lutar contra a mediocridade
que sempre teimei aceitar...
A vida é um ovo de Colombo
à espera de ser resolvido
e devolvido como merecemos.
Não me vou contentar com menos,
com amores pequenos,
mesquinhos e poucochinhos,
geridos por agendas,
acrescentados com adendas confortáveis...
Quero o tudo e o todo,
acasos improváveis e ocasos partilhados,
sem horários marcados.
Quero o que por direito
e por defeito me pertence,
a exigência daquilo que ofereço aos outros,
a resiliência e a loucura,
a pura entrega às escuras...
Porque o Amor é uma ciência de exageros!
que se desvanecem e se esquecem de mim,
prefiro assim, ser a única certeza palpável
a fraqueza que se torna intrépida
e se ergue irresponsável e agreste...
Tu, sempre tiveste uma forma tépida de amar...
Preciso de resistir,
insistir, começar de novo,
lutar contra a mediocridade
que sempre teimei aceitar...
A vida é um ovo de Colombo
à espera de ser resolvido
e devolvido como merecemos.
Não me vou contentar com menos,
com amores pequenos,
mesquinhos e poucochinhos,
geridos por agendas,
acrescentados com adendas confortáveis...
Quero o tudo e o todo,
acasos improváveis e ocasos partilhados,
sem horários marcados.
Quero o que por direito
e por defeito me pertence,
a exigência daquilo que ofereço aos outros,
a resiliência e a loucura,
a pura entrega às escuras...
Porque o Amor é uma ciência de exageros!
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019
Esmero ou a arte de esmorecer?
Quando se apaga a esperança,
essa herança de optimismo
que o cinismo desfaz
e nos rouba até o mais fugaz dos sorrisos,
reflectimos e admitimos que perdemos.
Esquecemos que o Amor também esquece
e nunca oferece garantias...
As utopias não passam de sonhos de adolescentes,
incoerentes como devem ser sempre os melhores sonhos...
Cansei-me de amar e ser desarmada,
desalmada e desmembrada por...
Nada...
Vim com defeito de serie dentro do peito,
nasci da intempérie dos sentidos potenciados ao infinito...
Medito e admito que o erro deve ser meu,
talvez mereça,
talvez aborreça...
talvez esmoreça, de vez.
essa herança de optimismo
que o cinismo desfaz
e nos rouba até o mais fugaz dos sorrisos,
reflectimos e admitimos que perdemos.
Esquecemos que o Amor também esquece
e nunca oferece garantias...
As utopias não passam de sonhos de adolescentes,
incoerentes como devem ser sempre os melhores sonhos...
Cansei-me de amar e ser desarmada,
desalmada e desmembrada por...
Nada...
Vim com defeito de serie dentro do peito,
nasci da intempérie dos sentidos potenciados ao infinito...
Medito e admito que o erro deve ser meu,
talvez mereça,
talvez aborreça...
talvez esmoreça, de vez.
sábado, 23 de fevereiro de 2019
Cuor senza sangue
O pensamento é um lamento sem voz,
memórias que são histórias por escrever,
por viver,
a morrer em sonhos interrompidos.
Os desejos são pássaros feridos
de asas rasgadas a almejar os telhados das casas,
sem poder descolar do chão...
O coração é a maldição
da razão...
Combate enquanto bate e depois...
Parte.
Amo todas as vezes que respiro,
inspiro a dor com a valentia
de um condenado à morte,
que sabe que a sua sorte falhou.
Nenhuma utopia exilou o Amor
ou a dor obscena de o perder...
Amar é o meu vicio
vale sempre a pena o sacrifício,
viver.
memórias que são histórias por escrever,
por viver,
a morrer em sonhos interrompidos.
Os desejos são pássaros feridos
de asas rasgadas a almejar os telhados das casas,
sem poder descolar do chão...
O coração é a maldição
da razão...
Combate enquanto bate e depois...
Parte.
Amo todas as vezes que respiro,
inspiro a dor com a valentia
de um condenado à morte,
que sabe que a sua sorte falhou.
Nenhuma utopia exilou o Amor
ou a dor obscena de o perder...
Amar é o meu vicio
vale sempre a pena o sacrifício,
viver.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2019
I feel like I'm drowning
Luzes a meio tom,
som da respiração a quebrar o silêncio,
intenso prazer de te tocar,
desculpas a morrer na boca...
Revolta que se aquieta
e se deita connosco.
Coração que não remenda,
tempo que não emenda nada...
O Amor é só a moldura do egoísmo,
cinismo mascarado de cores,
ornamentado com flores.
Todos queremos ser amados,
despidos no chão com violência,
perder a decência e a merda da moral...
Mas não amamos, pois não?
Queres-me nua e quente
debaixo de ti, obediente?
Prefiro ser marialva que montaria,
não sou tua, meu Amor...
Tu queres uma utopia manipulável
mas sou apenas realidade palpável...
Na verdade nunca possuímos coisa alguma,
em suma somos efémeros amantes patetas,
meros arrogantes de mãos abertas,
a tentar prender o mar...
Recusamos-nos a ver que nos estamos a afogar.
som da respiração a quebrar o silêncio,
intenso prazer de te tocar,
desculpas a morrer na boca...
Revolta que se aquieta
e se deita connosco.
Coração que não remenda,
tempo que não emenda nada...
O Amor é só a moldura do egoísmo,
cinismo mascarado de cores,
ornamentado com flores.
Todos queremos ser amados,
despidos no chão com violência,
perder a decência e a merda da moral...
Mas não amamos, pois não?
Queres-me nua e quente
debaixo de ti, obediente?
Prefiro ser marialva que montaria,
não sou tua, meu Amor...
Tu queres uma utopia manipulável
mas sou apenas realidade palpável...
Na verdade nunca possuímos coisa alguma,
em suma somos efémeros amantes patetas,
meros arrogantes de mãos abertas,
a tentar prender o mar...
Recusamos-nos a ver que nos estamos a afogar.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019
A broken heart could not, ever, be mend.
Não.
Não existem sopros à tua espera,
uma quimera reconstruida de esperança e corpo,
um morto qualquer para carpir numa campa...
O teu coração sempre foi rampa de lançamento
sem meta de chegada,
ou alvorada de céu azul.
És o prazer irrelevante,
sem rasto, ou rosto,
de uma mulher na multidão,
uma errante de percurso,
rio sem curso que morre sempre antes do mar.
AMar, porque amar afoga
e tu nunca aprendeste bem a nadar...
Escolhes sofrer por opção
porque nunca encolheste o coração o suficiente...
Mente demente que só sente...
Escolheste ser assim?
Sim? É-se idiota por opção?
Aprende que o Amor só te prende porque queres,
só te esquece porque mereces,
só te magoa porque o queres mesmo que doa.
Mas o Amor, minha flor, não te quer.
Não existem sopros à tua espera,
uma quimera reconstruida de esperança e corpo,
um morto qualquer para carpir numa campa...
O teu coração sempre foi rampa de lançamento
sem meta de chegada,
ou alvorada de céu azul.
És o prazer irrelevante,
sem rasto, ou rosto,
de uma mulher na multidão,
uma errante de percurso,
rio sem curso que morre sempre antes do mar.
AMar, porque amar afoga
e tu nunca aprendeste bem a nadar...
Escolhes sofrer por opção
porque nunca encolheste o coração o suficiente...
Mente demente que só sente...
Escolheste ser assim?
Sim? É-se idiota por opção?
Aprende que o Amor só te prende porque queres,
só te esquece porque mereces,
só te magoa porque o queres mesmo que doa.
Mas o Amor, minha flor, não te quer.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2019
Thrill me, kill me...
Não há desculpas, razões ou ilusões por cumprir,
o coração é uma ampulheta quebrada,
jogada fora na hora de qualquer Adeus...
Podíamos congelar o tempo mas de que serviria fugir do inevitável?
O Amor não é palpável
é uma utopia passageira,
moldada à maneira da vida de cada um...
(Adoro esta sabedoria de senso comum,
desprovida de profundidade...)
Na verdade vestes o Amor como um casaco sazonal,
um adereço, com um preço de saldos,
que despes mal chegas ao destino...
O teu tempo é um corredor fino,
onde a dor só corre na direção inversa,
uma contra-mão perversa...
E o Amor um obeso triste que insiste em tentar passar.
o coração é uma ampulheta quebrada,
jogada fora na hora de qualquer Adeus...
Podíamos congelar o tempo mas de que serviria fugir do inevitável?
O Amor não é palpável
é uma utopia passageira,
moldada à maneira da vida de cada um...
(Adoro esta sabedoria de senso comum,
desprovida de profundidade...)
Na verdade vestes o Amor como um casaco sazonal,
um adereço, com um preço de saldos,
que despes mal chegas ao destino...
O teu tempo é um corredor fino,
onde a dor só corre na direção inversa,
uma contra-mão perversa...
E o Amor um obeso triste que insiste em tentar passar.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019
My Wings...
Dança,
balança o corpo como vagas selvagens,
sente o impacto do chão
enquanto o teu coração se fragmenta
porque não aguenta mais...
Dança,
alcança a dor e transforma-a em movimento,
sente a paz que o cansaço traz
quando o teu corpo se purifica de respiração em passo de corrida...
A dança é o teu abraço,
o teu unguento,
a tua cura,
a tua vida!
A loucura que te mantém
e te sustém quando tudo o resto falha...
Exorciza os músculos,
o mundo faz mais sentido quando a musica te envolve
e te devolve intacta!
balança o corpo como vagas selvagens,
sente o impacto do chão
enquanto o teu coração se fragmenta
porque não aguenta mais...
Dança,
alcança a dor e transforma-a em movimento,
sente a paz que o cansaço traz
quando o teu corpo se purifica de respiração em passo de corrida...
A dança é o teu abraço,
o teu unguento,
a tua cura,
a tua vida!
A loucura que te mantém
e te sustém quando tudo o resto falha...
Exorciza os músculos,
o mundo faz mais sentido quando a musica te envolve
e te devolve intacta!
terça-feira, 5 de fevereiro de 2019
Só é fogo se queimar...
Não quero mais dias de Inverno,
tempestades violentas sedentas de destruição
a uivar na minha alma
com uma calma de morte...
O Amor é apenas uma lente opaca
e eu estou fraca e cansada desta miopia...
Um dia...
Hoje não.
Estou farta do frio vazio frio que se cola à minha pele,
este sabor cruel de uma solidão acompanhada de nada...
Toda a gente gosta de roubar um pouco do que eu tenho para dar...
Um dia...
Não hoje.
Numa manhã mastigada de coragem e ferrugem
terei a ousadia de rir disto tudo...
Quando tiver neve nos cabelos
e a morte souber que dançará comigo em breve!
Sinto-me só num mundo entupido do ruído de tanta gente
a ser devorada às dentadas...
E quando só restarem os ossos?
Terás saudades minhas?
Se calhar já tinhas, sem saberes e quando souberes será tarde,
porque o tempo, meu Amor...
O tempo arde.
tempestades violentas sedentas de destruição
a uivar na minha alma
com uma calma de morte...
O Amor é apenas uma lente opaca
e eu estou fraca e cansada desta miopia...
Um dia...
Hoje não.
Estou farta do frio vazio frio que se cola à minha pele,
este sabor cruel de uma solidão acompanhada de nada...
Toda a gente gosta de roubar um pouco do que eu tenho para dar...
Um dia...
Não hoje.
Numa manhã mastigada de coragem e ferrugem
terei a ousadia de rir disto tudo...
Quando tiver neve nos cabelos
e a morte souber que dançará comigo em breve!
Sinto-me só num mundo entupido do ruído de tanta gente
a ser devorada às dentadas...
E quando só restarem os ossos?
Terás saudades minhas?
Se calhar já tinhas, sem saberes e quando souberes será tarde,
porque o tempo, meu Amor...
O tempo arde.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019
Perfume...
Instante,
flagrante momento
onde o tempo se dobra
e cobra tudo o que devemos...
Queremos o mundo
sorvido num shot de felicidade!
A vaidade, vai? Com a idade?
Somos prisioneiros da nossa vontade...
A loucura cura tudo e é desculpa que iliba a culpa?
Tu, rendido nos meus braços, Amor!
Preso na idade da inocência
conspurcada pela urgência do meu corpo...
O teu sabor preso aos meus lábios,
desejo aceso a incendiar a madrugada,
gemidos interrompidos por bocas encaixadas!
Intensa pertença que se pertence...
flagrante momento
onde o tempo se dobra
e cobra tudo o que devemos...
Queremos o mundo
sorvido num shot de felicidade!
A vaidade, vai? Com a idade?
Somos prisioneiros da nossa vontade...
A loucura cura tudo e é desculpa que iliba a culpa?
Tu, rendido nos meus braços, Amor!
Preso na idade da inocência
conspurcada pela urgência do meu corpo...
O teu sabor preso aos meus lábios,
desejo aceso a incendiar a madrugada,
gemidos interrompidos por bocas encaixadas!
Intensa pertença que se pertence...
quinta-feira, 31 de janeiro de 2019
Hello Darkness my old friend...
Cansaço,
o aço que nos vence a todos,
nos modos desajustados de um tempo que não aguento
e me destrói por dentro...
Um
Dois
Três...
Era uma vez alguém que não era de ninguém
e preferiu morrer a deixar-se pertencer...
Amor, estado de hipnose colectiva!
Tentativa de manipulação que me esmaga o coração...
Temporal que arrasta o meu corpo entre agua e ventania,
agonia de me tentar agarrar...
Suster a respiração e ver a tona sempre mais distante,
sou uma amante de circunstância e oportunidade...
Um involucro que desperta curiosidade
com um conteúdo demasiado elaborado...
Um
Dois
Três...
Era uma vez...
o aço que nos vence a todos,
nos modos desajustados de um tempo que não aguento
e me destrói por dentro...
Um
Dois
Três...
Era uma vez alguém que não era de ninguém
e preferiu morrer a deixar-se pertencer...
Amor, estado de hipnose colectiva!
Tentativa de manipulação que me esmaga o coração...
Temporal que arrasta o meu corpo entre agua e ventania,
agonia de me tentar agarrar...
Suster a respiração e ver a tona sempre mais distante,
sou uma amante de circunstância e oportunidade...
Um involucro que desperta curiosidade
com um conteúdo demasiado elaborado...
Um
Dois
Três...
Era uma vez...
domingo, 20 de janeiro de 2019
Tears in the rain...
O espaço contorce-se e comove-se
neste compasso de espera
que supera a paciência da virtude
de aguardar o tempo certo...
Há um deserto que se constrói cá dentro,
uma dor que mói sem dilacerar,
uma asa a rasgar,
uma casa a arder,
a morrer entre cinzas e esperanças perdidas...
Quero GRITAR,
mas o mundo é cego e surdo
e só me aborrece...
Esquece, não vais perceber...
Este fogo que trago comigo,
um jogo perigoso cheio de personagens desistentes,
faz-me cerrar os dentes...
Quero tanto, amo tanto
e entretanto as ovelhas sempre a bramir...
As pessoas estão velhas e cansadas,
sempre preocupadas, a desistir...
Queria fugir mas a terra é redonda
e está saturada de gente, gentalha, maralha,
apetecia-me morrer,
mas não quero que me chorem,
ou adorem quando me enterrarem no chão...
Não!
Não me elogiem,
não me lamentem,
porque as vossas lágrimas também mentem!
Deixem-me ser pó,
deixem-me estar só,
deixem-me dissipar no ar e esquecer que um dia fui esquecimento!
neste compasso de espera
que supera a paciência da virtude
de aguardar o tempo certo...
Há um deserto que se constrói cá dentro,
uma dor que mói sem dilacerar,
uma asa a rasgar,
uma casa a arder,
a morrer entre cinzas e esperanças perdidas...
Quero GRITAR,
mas o mundo é cego e surdo
e só me aborrece...
Esquece, não vais perceber...
Este fogo que trago comigo,
um jogo perigoso cheio de personagens desistentes,
faz-me cerrar os dentes...
Quero tanto, amo tanto
e entretanto as ovelhas sempre a bramir...
As pessoas estão velhas e cansadas,
sempre preocupadas, a desistir...
Queria fugir mas a terra é redonda
e está saturada de gente, gentalha, maralha,
apetecia-me morrer,
mas não quero que me chorem,
ou adorem quando me enterrarem no chão...
Não!
Não me elogiem,
não me lamentem,
porque as vossas lágrimas também mentem!
Deixem-me ser pó,
deixem-me estar só,
deixem-me dissipar no ar e esquecer que um dia fui esquecimento!
quinta-feira, 17 de janeiro de 2019
Rosa dos ventos
Sabes que mais?
Não existem pontos cardeais no universo!
Vivemos a correr, até morrer...
Traçamos percursos,
usamos recursos,
inventamos destinos que justifiquem meio ou razão
e na verdade não existe nenhuma missão...
O mundo está submerso num controlo perverso,
que justifica o irrelevante grão de pó da nossa existência,
que nos tornam escravos atrás de cenouras invisíveis,
previsíveis, controláveis, manipuláveis
e desinteressantes...
Deixaremos heranças feitas de vento,
um alento afogado ao nascer...
Porque na realidade apenas o Amor
acrescenta valor à nossa existência sumária e ordinária,
tudo o resto são indicações para ruas sem saída em rotundas imaginárias...
segunda-feira, 14 de janeiro de 2019
New book is coming... ;)
I
"Ele" e "Ela"
"Ele" e "Ela"
Foi num dia
igual a tantos outros, sem qualquer pormenor digno de registo, “Ele” talvez
estivesse atrasado porque teria adormecido como tantas outras vezes, corresse rua
abaixo enquanto trincava uma maçã, ou simplesmente tivesse deixado o carro no
final da rua e soubesse que o vidro ia estar coberto de gelo. Qual a relevância do caminho, ou das
circunstâncias quando o que realmente importa foi o impacto que todo o seu
corpo sentiu da primeira vez que “Ele “a viu…
O sorriso d’ “Ela”
era porto onde ele nunca tinha atracado, um rumo difuso que só trazia
incertezas... A beleza tantas vezes reside no olhar, naquele alçapão que nos
transporta pela mão até ao profundo da alma, nos abraça e diz que já chegaste a
casa.
“Ele“ tentou impressioná-la,
começou a falar, incessantemente sobre o trabalho que tinha e tanto o
orgulhava, o percurso que causava inveja nos outros, das suas conquistas, dos
seus sacrifícios, “Ela” olhava-o nos olhos, lia-lhe o movimento dos lábios,
estudava-lhe a postura das mãos, interrompeu-o e perguntou-lhe:
-Qual foi o dia
mais feliz da tua vida?
“Ele”, franziu
a testa, tinha acabado de enumerar os momentos felizes da sua vida agora mesmo,
todas aquelas vitorias eram dias felizes, teria de escolher um?
Optou pelo
politicamente correcto:
-O nascimento
da minha filha, tenho uma filha tem 12 anos e chama-se Mia.
“Ela” perguntou,
-A Mia é feliz?
-Claro que é
feliz, tenho a certeza que a minha filha é uma criança muito feliz!
“Ela” sorriu,
-As crianças se
as deixarmos, são sempre felizes, a felicidade já trazemos connosco, não acho
que seja possível alguém nascer triste, a tristeza só se aprende depois…
-E tu, és feliz?
Perguntou “Ele”,
“Ela pegou-lhe
na mão, encostou a mão ao peito, respirou profundamente e disse:
-Eu não tenho
filhos.
“Ele” não soube
bem o que aquilo quis dizer, mas soube que não devia insistir numa explicação, não
pode deixar de sentir o coração disparar ante o toque dela e o compassar da sua
respiração, a forma como “Ela” fechara os olhos enquanto respirava, fê-lo desejar beijá-la devagar mas seria como
conspurcar um quadro de Botticelli.
-Queres beijar-me?
Adivinhou “Ela”,
“Ele” sentiu-se
constrangido, tinha sido obviamente lascivo na forma de olhar para “Ela”, depois
era casado, inconscientemente acariciou a aliança com o dedo da outra mão.
“Ela” beijou-o
e disse que nunca mais se iriam ver, eram apenas dois estranhos que se
encontraram num acaso, não existiria um Futuro depois, nem um Passado porque ontem
nada os unia.
O beijo não foi
uma erupção vulcânica, sequer, foi só um carinho quase caridoso, os lábios
tocaram-se brevemente, ele ainda se retraiu e depois quis saboreá-la, mas os
lábios já se desprendiam e despediam…
Eram demasiado
diferentes e não havia um sentido que definisse aquele encontro, afinal nenhum
deles queria um depois, depois do agora, a simplicidade daquele errado era tão
certo apenas porque há momentos ditados pelo crescimento da nossa alma e é no
confronto com a diferença do outro que percebemos o sentido da nossa vida.
“Ela” tinha a inocência de quem acha que viver
é um instante, ele de semblante sempre carregado, transportava o mundo nos
ombros, demasiado ocupado sempre a pensar viver depois...
Estavam os dois
errados, a vida acontece naquele crepúsculo em que o amor nos anoitece e
embala, nem demasiado cedo, nem demasiado certo, nem demasiado
tarde.
O Amor não tem
de ter uma razão, não tem de ter um motivo, não tem de ter um desfecho, ou um
final feliz, na verdade se for Amor não terá final sequer, é apenas
continuidade.
-Fala-me de ti,
pediu “Ele”,
“Ela” encolheu os ombros e disse sou um livro, a descoberta
daquilo que sou começa na tua leitura.
Depois,
abraçaram-se os dois antes que a meia-vida continuasse e os acordasse do sonho... Por ora seriam apenas pele, apenas toque, apenas entrega, apenas Presente.
In "Purpurinas"
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