sábado, 3 de novembro de 2018

Sopa de letras

Há palavras destravadas que se atropelam na garganta,
receios, anseios, medos e segredos que tiram senhas para se lamentar à vez...
Quero encontrar a razão do perdão disto tudo,
os porquês das respostas repostas no fim de cada sentir...
Podia mentir e dizer que estava bem,
mas ninguém me perguntou sequer...
Tenho de parar de me sabotar a mim própria
e exigir tudo a que tenho direito...
O meu peito já não tem espaço para cravar mais farpas...
Preciso de um abraço, que dure cem mil anos!
Estou cansada da curiosidade mórbida e sórdida,
do compasso de espera que nunca traz paz alguma...
Estou tão cansada...
Deste nada que o mundo sobeja numa bandeja envenenada...

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