um rasgo de emoção que o coração deixou escapar
e tenta segurar para permanecer trancado...
Há um recanto de nós que nunca foi explorado
e não tem mapas ou placas de sinalização.
Sempre que choro há uma parte de mim
que parte para sempre,
de mochila às costas,
sem olhar para trás.
A solidão faz falta
e nunca me falhou...
A multidão é apenas ruído,
acéfalos a bater palmas
num espetáculo sem nexo...
Sexo de anjos assexuados que nunca amaram,
só se preocupam com espelhos
e vivem a vida toda de joelhos...
Preciso do silêncio que se partilha
quando me canso de ser ilha selvagem!
Do beijo que diz tudo,
do desejo que é mais do que um sonho
e alcança uma realidade palpável,
exequível,
simples, tranquila,
uma esperança alcançável,
que me permita respirar em todos os intervalos
e não me omita de mim mesma para segurança dos outros.
