Sempre defendi os meus ideais de forma apaixonada, ás vezes violenta até, acredito convictamente que a maior doença do mundo é o preconceito, luto fervorosamente com os meus todos os dias.
Um dia alguém de quem gosto mesmo, mesmo muito, disse-me:
-Sou maricas...
Ninguém que desde criança tem uma opção sexual diferente pode ser maricas, ninguém... É preciso uma coragem imensa para a assumir perante o mundo, para suportar os olhares, os risinhos, a piadinha fácil e ainda assim escolher ser feliz!
Não devia ser tão difícil.
Não devia.
Não.
Mas é...
E ainda não têm os mesmos direitos que os heterossexuais que acham que podem decidir a felicidade deles, se podem casar, se podem andar de mãos dadas na rua, se podem ser pais...
Isto parece-me demasiado errado, eu não gostaria que alguém decidisse essas coisas por mim.
Eu quero que os meus filhos, um dia, possam assumir aquilo que são sem dependerem da tolerância dos outros.
Eu acredito, verdadeiramente, que um mundo mais simples é um mundo melhor.
Um mundo em que a opção sexual, a raça, a religião não definam os nossos direitos e o direito de outro decidir por nós, é este o mundo que luto (até comigo mesma, muitas e muitas vezes) para deixar aos meus filhos.
terça-feira, 31 de julho de 2018
domingo, 29 de julho de 2018
You know nothing, Jon Snow...
Engulo o mundo num copo de vinho tinto,
o cetim das uvas esmagadas e adocicadas a embriagarem-me o palato...
Os gestos que se demoram e choram por atenção
numa ebriedade lenta e violenta...
Devoro o cheiro húmido do mundo,
o ruído branco do sexo,
reflexo de sonhos ao espelho...
Os homens não sabem nada sobre o amor,
mastigam-no quando o deviam sorver, devagar...
Gosto desta liberdade aparente,
da tempestade dormente que se faz cá dentro,
de analisar tudo e antecipar todos os cenários...
Há vários sonhos que sei que ficarão por sonhar...
Os medíocres, porém, nem ousam sonhar...
Quero a alma dos outros servida numa bandeja de prata,
estou farta que me esquartejem por dentro,
essa curiosidade mórbida de me ter...
Quero morrer a viver tudo,
todos os instantes, todos os fôlegos,
todos os gemidos,
a dar gargalhadas!
Os homens não sabem amar,
os homens não sabem foder...
Os homens não sabem absolutamente nada.
o cetim das uvas esmagadas e adocicadas a embriagarem-me o palato...
Os gestos que se demoram e choram por atenção
numa ebriedade lenta e violenta...
Devoro o cheiro húmido do mundo,
o ruído branco do sexo,
reflexo de sonhos ao espelho...
Os homens não sabem nada sobre o amor,
mastigam-no quando o deviam sorver, devagar...
Gosto desta liberdade aparente,
da tempestade dormente que se faz cá dentro,
de analisar tudo e antecipar todos os cenários...
Há vários sonhos que sei que ficarão por sonhar...
Os medíocres, porém, nem ousam sonhar...
Quero a alma dos outros servida numa bandeja de prata,
estou farta que me esquartejem por dentro,
essa curiosidade mórbida de me ter...
Quero morrer a viver tudo,
todos os instantes, todos os fôlegos,
todos os gemidos,
a dar gargalhadas!
Os homens não sabem amar,
os homens não sabem foder...
Os homens não sabem absolutamente nada.
sábado, 28 de julho de 2018
Nights in white satin (revisited)
As minhas mãos são grãos de areia
que escrevem sonhos no teu corpo,
deslizam, perdem-se, espalham-se..
Somos ilhas desertas à espera de ser descobertas,
meu Amor,
palavra que enche a boca e me esgota por dentro...
O tempo são ondas a morrerem nos nossos pés,
marés soltas, bravias,
e vazias...
Meu corpo porto de abrigo
que te acolhe das vagas e te escolhe,
teu corpo barco perdido
a desbravar mar que não conhece
e se esquece de atracar...
Somos praias secretas à espera das ondas certas,
meu Amor,
palavra que me tira a roupa e me solta de mim!
O tempo são bolas de berlim
a lamberem-nos os dedos,
medos purificados em sal,
oração de mulheres que viram o amor partir para o mar
em madrugar de tempestade.
Saudade e liberdade abraçadas a chorar,
enquanto se penetram no chão...
Meu Amor,
palavra proibida proferida sem razão.
que escrevem sonhos no teu corpo,
deslizam, perdem-se, espalham-se..
Somos ilhas desertas à espera de ser descobertas,
meu Amor,
palavra que enche a boca e me esgota por dentro...
O tempo são ondas a morrerem nos nossos pés,
marés soltas, bravias,
e vazias...
Meu corpo porto de abrigo
que te acolhe das vagas e te escolhe,
teu corpo barco perdido
a desbravar mar que não conhece
e se esquece de atracar...
Somos praias secretas à espera das ondas certas,
meu Amor,
palavra que me tira a roupa e me solta de mim!
O tempo são bolas de berlim
a lamberem-nos os dedos,
medos purificados em sal,
oração de mulheres que viram o amor partir para o mar
em madrugar de tempestade.
Saudade e liberdade abraçadas a chorar,
enquanto se penetram no chão...
Meu Amor,
palavra proibida proferida sem razão.
quinta-feira, 26 de julho de 2018
Tears in heaven...
O silêncio é um cubo de Rubik,
um enigma que me faz lamber quadrados...
Sinto que sou o maior enfado de sempre,
um passado sem história,
de memória curta...
Que escreverias na minha lápide?
Aqui jaz alguém que não faz falta...
Rio-me às gargalhadas para calar a sobriedade,
esta minha mania disfuncional de ver o que os outros nem sonham...
Sinto sempre todas as magoas do mundo,
como se ouvisse o sofrimento alheio,
o mundo está tão cheio de gente infeliz
que diz que está bem...
Estou cansada de entrelinhas,
de puzzles humanizados,
de melancolias industrializadas...
Quero a simplicidade da areia nos pés,
não quero resolver teoremas, ou dilemas macabros!
Quero viver e rir e amar,
agora,
sempre,
já!
Toda a gente ao pulos e aos saltos no meu peito,
sem refugios, sem espaços definidos,
sem limitações!
Amar porque faz sentido e é sentido obrigatório,
que se lixe o purgatório,
o céu, se quisermos, pode ser aqui!
um enigma que me faz lamber quadrados...
Sinto que sou o maior enfado de sempre,
um passado sem história,
de memória curta...
Que escreverias na minha lápide?
Aqui jaz alguém que não faz falta...
Rio-me às gargalhadas para calar a sobriedade,
esta minha mania disfuncional de ver o que os outros nem sonham...
Sinto sempre todas as magoas do mundo,
como se ouvisse o sofrimento alheio,
o mundo está tão cheio de gente infeliz
que diz que está bem...
Estou cansada de entrelinhas,
de puzzles humanizados,
de melancolias industrializadas...
Quero a simplicidade da areia nos pés,
não quero resolver teoremas, ou dilemas macabros!
Quero viver e rir e amar,
agora,
sempre,
já!
Toda a gente ao pulos e aos saltos no meu peito,
sem refugios, sem espaços definidos,
sem limitações!
Amar porque faz sentido e é sentido obrigatório,
que se lixe o purgatório,
o céu, se quisermos, pode ser aqui!
quarta-feira, 25 de julho de 2018
O Amor não tira senha na segurança social...
Não se pode forçar o Amor, prende-lo pelos braços, amordaça-lo, impedi-lo de partir...
O Amor não parte, só tem de viajar quem ainda não chegou ao destino...
O Amor não é um corpo que nos chama na cama,
não é ter compatibilidade
ou a harmonia da empatia .
O Amor esventra-nos,
dilacera-nos,
morde-nos a alma, não se acalma com nada
e de repente abre as asas e devolve-nos tudo,
É uma criança mimada extremamente encantadora!
Não tem hora, não se espera, não se procura,
é a cura da doença que ele mesmo cria,
uma vontade voraz que não se faz por vontade,
uma bruxaria abençoada e idealizada nos céus,
que nos faz ver com os olhos de Deus...
Não é uma promessa que se esqueça ou que se cumpra,
não é minuta ou contrato que se celebre,
o Amor é a caixa de Pandora que se abre,
e escorre, corroendo tudo,
uma força que não cabe nas leis físicas do mundo.
A musica que conduz a vida, a morte e o Sonho,
a vertiginosa euforia da alegria,
ou objectivo e motivo de todas as nossas penas,
apenas...
O Amor não parte, só tem de viajar quem ainda não chegou ao destino...
O Amor não é um corpo que nos chama na cama,
não é ter compatibilidade
ou a harmonia da empatia .
O Amor esventra-nos,
dilacera-nos,
morde-nos a alma, não se acalma com nada
e de repente abre as asas e devolve-nos tudo,
É uma criança mimada extremamente encantadora!
Não tem hora, não se espera, não se procura,
é a cura da doença que ele mesmo cria,
uma vontade voraz que não se faz por vontade,
uma bruxaria abençoada e idealizada nos céus,
que nos faz ver com os olhos de Deus...
Não é uma promessa que se esqueça ou que se cumpra,
não é minuta ou contrato que se celebre,
o Amor é a caixa de Pandora que se abre,
e escorre, corroendo tudo,
uma força que não cabe nas leis físicas do mundo.
A musica que conduz a vida, a morte e o Sonho,
a vertiginosa euforia da alegria,
ou objectivo e motivo de todas as nossas penas,
apenas...
segunda-feira, 23 de julho de 2018
Sina ou sinal de loucura..
Encontra-me nos braços doridos,
caídos, derrotados e magoados no chão...
Sê o colo que me resgata do solo,
a fragata que veleja onde sobejam as ondas!
Preciso de me perder,
de ser aquilo que nasci para cumprir...
Estou farta de sorrir sem rumo,
quero seguir o fumo de onde vem o fogo,
meu Amor, minha dor contínua,
por ti nua, sem orgulho,
sem respeito, sem desdém,
sem ninguém...
Encontra-me.
caídos, derrotados e magoados no chão...
Sê o colo que me resgata do solo,
a fragata que veleja onde sobejam as ondas!
Preciso de me perder,
de ser aquilo que nasci para cumprir...
Estou farta de sorrir sem rumo,
quero seguir o fumo de onde vem o fogo,
meu Amor, minha dor contínua,
por ti nua, sem orgulho,
sem respeito, sem desdém,
sem ninguém...
Encontra-me.
domingo, 22 de julho de 2018
Anda estragar-me os planos...
Sal morno que me anoitece a pele,
fogo posto no olhar,
amar sem que o tempo dure,
sem que perdure o sonho...
Tenho todos as ilusões vestidas no corpo nu...
E tu?
Que horizonte esconde o teu olhar?
Que vaga de mar já engoliste?
Que desejo pediste, quando eras menino?
O destino é um gume afiado,
se nos distraímos caímos no passado...
Que lume veste a tua cama?
Que chama chama por mim,
assim, devagar,
a queimar o bom senso?
O futuro é um nevoeiro denso,
um primeiro beijo quando nem se sabe beijar,
e se fica a sonhar acordado com aquele momento desajeitado!
A vida é o que acontece enquanto se sonha com outras coisas...
fogo posto no olhar,
amar sem que o tempo dure,
sem que perdure o sonho...
Tenho todos as ilusões vestidas no corpo nu...
E tu?
Que horizonte esconde o teu olhar?
Que vaga de mar já engoliste?
Que desejo pediste, quando eras menino?
O destino é um gume afiado,
se nos distraímos caímos no passado...
Que lume veste a tua cama?
Que chama chama por mim,
assim, devagar,
a queimar o bom senso?
O futuro é um nevoeiro denso,
um primeiro beijo quando nem se sabe beijar,
e se fica a sonhar acordado com aquele momento desajeitado!
A vida é o que acontece enquanto se sonha com outras coisas...
sábado, 7 de julho de 2018
Mantra da sobrevivência!
O ódio é a semente demente da morte a comer-nos por dentro,
o rancor tem raízes daninhas que secam aquilo que somos
e o que fomos para os outros!
Prefiro ser apenas uma lembrança doce,
um olhar terno,
o Inverno em que nevou!
Não anseio ficar para sempre no coração de alguém,
prefiro ser como a brisa que passa e abraça sem tocar...
Nunca estive à espera que me salvassem
e me trouxessem a Felicidade numa bandeja...
Nada do que sobeja dos outros nos pode completar,
a verdade é que não se procura aquilo que está ao alcance de todos!
As rugas que me esgravatam o rosto não me envergonham,
a beleza fugaz passou, a juventude partiu,
o tempo beijou-me demasiado depressa...
Só quero respirar fundo e apaixonar-me pelo mundo,
todos o dias,
um dia de cada vez!
Só quero abrir os olhos todas as manhãs e agradecer por ter tanta sorte,
todos os dias,
mesmo nos dias maus
porque podiam ser piores...
Só quero chorar e gritar para ficar cansada
e respirar, mais devagar, depois.
Não sou forte,
não sou valente,
não sou nada mais do que um recomeço constante,
teimosa o bastante para não desistir
de insistir que a vida vale a pena, sempre!
o rancor tem raízes daninhas que secam aquilo que somos
e o que fomos para os outros!
Prefiro ser apenas uma lembrança doce,
um olhar terno,
o Inverno em que nevou!
Não anseio ficar para sempre no coração de alguém,
prefiro ser como a brisa que passa e abraça sem tocar...
Nunca estive à espera que me salvassem
e me trouxessem a Felicidade numa bandeja...
Nada do que sobeja dos outros nos pode completar,
a verdade é que não se procura aquilo que está ao alcance de todos!
As rugas que me esgravatam o rosto não me envergonham,
a beleza fugaz passou, a juventude partiu,
o tempo beijou-me demasiado depressa...
Só quero respirar fundo e apaixonar-me pelo mundo,
todos o dias,
um dia de cada vez!
Só quero abrir os olhos todas as manhãs e agradecer por ter tanta sorte,
todos os dias,
mesmo nos dias maus
porque podiam ser piores...
Só quero chorar e gritar para ficar cansada
e respirar, mais devagar, depois.
Não sou forte,
não sou valente,
não sou nada mais do que um recomeço constante,
teimosa o bastante para não desistir
de insistir que a vida vale a pena, sempre!
segunda-feira, 2 de julho de 2018
...
Respiro, sem nó, sem dor,
o Amor foi um suspiro que me deixou só,
passou e não me levou com ele.
Precisava de sentir que valeu a pena!
Nesta pequena estrada acidentada a que chamamos Vida,
reclamamos de tudo até morrer
e só choramos a batalha perdida aos pés de uma lápide qualquer...
Não me arrependo de Amar ninguém,
mesmo com as desilusões, mesmo com as mágoas,
mesmo com as lágrimas...
Agora é tempo de aceitar que devo caminhar sem sombra!
o Amor foi um suspiro que me deixou só,
passou e não me levou com ele.
Precisava de sentir que valeu a pena!
Nesta pequena estrada acidentada a que chamamos Vida,
reclamamos de tudo até morrer
e só choramos a batalha perdida aos pés de uma lápide qualquer...
Não me arrependo de Amar ninguém,
mesmo com as desilusões, mesmo com as mágoas,
mesmo com as lágrimas...
Agora é tempo de aceitar que devo caminhar sem sombra!
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