quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Porque prefiro ficar sozinha!! (Ou arranjar um cubano...)

Pergunto-me muitas vezes porque não resultam as relações, porque a determinada altura o que começou tão bem termina tão mal, o que a pouco e pouco vai destruindo o Amor e também as pessoas.
Provavelmente os psicólogos e sociólogos terão teorias cientificas e muito bem fundamentadas sobre as relações amorosas e razões das fracturas e eventual morte do Amor entre as pessoas, eu só posso mesmo falar daquilo que conheço, das minhas vivências e das experiências que vejo e sinto à minha volta.
Eu acho que em Portugal é uma questão cultural, sobretudo, claro que há felizes excepções, relações bem estruturadas que  resultam, pessoas que 30 anos depois ainda sentem borboletas na barriga e ainda se olham com amor e cumplicidade, mas o homem português, na sua grande maioria, não foi educado para amar e isso é talvez o grande problema porque muitos depois não conseguem aprender mais tarde...
Talvez seja reflexo da altura das conquistas e descobrimentos em que o importante era a novidade, mas o homem português só ama aquilo que ainda não tem, quando tem, perde o interesse. Eu observo casais todos os dias em cada 10 , apenas um, em média, olha a sua mulher/namorada/companheira com interesse e admiração e nesses casos venho a perceber, pela conversa,que a relação é recente.
O Homem português não procura realmente uma parceira para a vida, alguém que veja como igual, mas antes uma extensão da sua mãe, alguém que cuide de si, que o mantenha alimentado e cuide dos filhos. Mas depois nem sequer trata a companheira com o mesmo respeito e carinho com que trata a mãe, aliás faz a companheira sentir a toda a hora que o desilude, que não a ama, que não a admira, que não está à altura da perfeita progenitora que o cuspiu no mundo, claro que as mães se sentem as maiores porque pela primeira vez na vida sentem que têm um homem que as admira e as acha o máximo! Nós enquanto mães de homens ajudamos, portanto, a perpetuar esse ciclo de desamor e desrespeito pelas nossas semelhantes, sabemos que "elas" têm razão mas protegemos as nossas crias e escolhemos torna-los uns incapazes emocionais e arrogantes e pior tornamo-los infelizes porque em vez de os chamarmos à razão deixamos que pensem que de facto a culpa é "delas" que não se esforçam o suficiente para tornar os seus "senhores" felizes, que são umas histéricas e ingratas que em vez de agradecerem a dádiva dos céus de terem os seus maravilhosos querubins papudos nas suas vidas ainda gritam e exigem deles tanta coisa... Mas não, a culpa não é só das mães, também é deles, claro que é, são inteligentes para tanta coisa menos para olhar para dentro deles e ver o quanto estão errados, eles que são tão perfeitos para elas que até mudam uma fralda ou lavam a louça "para as ajudar" e elas só gritam, barafustam e exigem sempre mais e mais quando deviam era estar agradecidas porque nem levam na tromba sequer e até já podem votar...
Eu costumo dizer o pior castigo que podes dar à amante do teu ex é deixa-la ser a mulher, porque quando desaparecer o amor e os passarinhos dos primeiros tempos ele vai trata-la exactamente da mesma forma, vai olhar para ela com enfado, a voz dela vai causar-lhe desprezo e o ciclo reinicia.
E agora virão os homens dizer que não é verdade, que vos metemos todos no mesmo saco e que somos injustas na forma como vos julgamos.
Mas a verdade fala por si, na grande maioria quando há uma doença grave a mulher cuida do marido, mesmo que  este esteja completamente dependente, os homens por norma vão embora.
A grande maioria dos homens trai ou pensa em trair a mulher quando esta está gravida, porque ficam assustados, a serio ficam assustados? Então e nós que se passa tudo dentro do nosso corpo, estamos o quê??
Quando há uma doença grave de um dos filhos por norma não aguentam e deixam-nos porque não aguentam mais viver aquilo, isto acho que não preciso de dizer mais nada...
Quando acabamos de ser mães também aumenta a taxa de traição por parte do companheiro (não sei se companheiro é uma boa palavra para definir-vos nesta situação), ou de divórcios/separações.
Talvez o homem português do futuro, quiça destas novas gerações mais igualitárias, venha a ser um bom companheiro mas o de hoje ainda não é, procura a fada do lar perfeita, com uma carreira bem estruturada, excelente mãe, uma doida na cama e que não lhe exija absolutamente nada, o deixe ser irresponsável e ainda o ame desmesuradamente...
E quem acredita em príncipes encantados somos nós... XD


4 comentários:

Anónimo disse...

Resumindo reclamam pk querem ter filhos e depois reclamam pk depois dos filhos nasceram n temos tempo pra fazer tudo!!! Pois é normal que n temos, quando suas excelências passam o tempo todo sem fazer nada!!!
Infelizmente os homens e as mulheres têm noções muito diferentes do k é o amor e uma relação!!! Acho k não podia tar mais de acordo ctg fofa!!! Beijinhos

David Carrasqueira disse...

Hum! Não vou entrar em polémicas senão ser criticado por todas as mulheres que lêm este blog :-)
Nem todos somos assim e guardar uma parte de criança em si não é assim tão mau. Até faz bem à alma.
E se as mulheres começassem a fazer o mesmo? Talvez a igualdade tão desejada chegaria mais depressa.
Gostaria ver a escrita de um homem que trata do mesmo objecto. Afinal também há mulheres que fazem o mesmo para não dizer pior. Porque mesmo se são mulheres que enganam os homens, são sempre as mulheres que ficam com a custódia dos filhos e não vejo justiça nesta situação.
Fica dito.

David Carrasqueira disse...

Cc

Anónimo disse...

Hoje jeito em dia os homens estão formatados para descartar quando está estragado, já não procuram solução para o que ainda pode ter uma vida pela frente e apenas precisa de um empurrão.
As modernices das redes sociais e formas de comunicação atrás de um ecrã fez deles os maiores garanhões, acham-se os Zezés Camarinhas lá do sítio. Acham que já não precisam da mulher que está ao lado deles quando estão constipados (e a morrer) ou nas vitórias da vida, porque atrás daquele pequeno ecrã podem ter 10 diferentes, uma em cada ponta do mundo. E que não lhes cobram a loiça que ficou na máquina enquanto ficaram o dia todo em casa de perna esticada no sofá e a mulher se matou a trabalhar.
Ainda por cima, a mulher chega a casa e ainda os chateia por não terem feito absolutamente nada!! As virtuais são sem dúvida muito melhores.
Podem não ser todos iguais, e ser injusto meter tudo no mesmo saco, estou de acordo, mas quantas mulheres conhecem com este tipo de atitudes? É quantos homens? Pois... Certamente muitos mais.