quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Diário das minhas virgens tristes...

O mundo é prolífero em cínicos e hipócritas,
virgens ofendidas e puras como esgotos a céu aberto...
As mulheres nasceram para ser escravas felizes,
fadas (fodas) do lar perfeitas, 
a lavarem a louça com uma mão enquanto elogiam
e masturbam os seus senhores...
Odeio este circo de horrores macabro,
estrago os cenários idílicos e ridículos,
sempre que abro a boca,
ou dispo a roupa para nadar nua...
Ser tua, meu senhor?
gostavas de me ter,
assim, tão singela e bem educada,
domesticada a lamber-te a trela?
A olhar para ti embevecida
enquanto me arrancas a vida
e me transformas?
Há muitas formas de odiar uma mulher...
Cresce Senhor,
não te devo amor, nem fidelidade,
a felicidade é muito mais do que um orgasmo,
ou o vazio que sentes a seguir...
Pobre Senhor,
a fugir do que não entende...
Antes puta que morta, meu amor!
Eu consigo viver sem ti e isso... Assusta!

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