quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018
Câmara escura...
Tenho um choro desidratado estampado no sorriso,
uma felicidade, aparente, que sente a dor
como uma ameaça, que a trespassa em silêncio...
Não sei sofrer,
acho que no dia em que chorar tudo
não sobrará nada,
ninguém regressa do mundo dos mortos.
Dispo a tristeza, peça a peça,
arrepio-me de coragem e lavo-me...
A agua do mar purifica-me,
mesmo aquela que me lava o olhar,
deixo-me ficar a ver o céu
e a imaginar o teu rosto,
gosto que sejas o meu sonho furtivo!
Uma espécie de liberdade da piedade,
o contrário arbitrário do que sou,
o meu negativo...
Somos todos fotografias, rasgadas, à procura
de sermos reveladas numa, claustrofóbica, câmara escura
para nos tornarmos, tão só, no quadro da nossa vida
e acabamos tantas vezes numa moldura esquecida, cheia de pó....
uma felicidade, aparente, que sente a dor
como uma ameaça, que a trespassa em silêncio...
Não sei sofrer,
acho que no dia em que chorar tudo
não sobrará nada,
ninguém regressa do mundo dos mortos.
Dispo a tristeza, peça a peça,
arrepio-me de coragem e lavo-me...
A agua do mar purifica-me,
mesmo aquela que me lava o olhar,
deixo-me ficar a ver o céu
e a imaginar o teu rosto,
gosto que sejas o meu sonho furtivo!
Uma espécie de liberdade da piedade,
o contrário arbitrário do que sou,
o meu negativo...
Somos todos fotografias, rasgadas, à procura
de sermos reveladas numa, claustrofóbica, câmara escura
para nos tornarmos, tão só, no quadro da nossa vida
e acabamos tantas vezes numa moldura esquecida, cheia de pó....
sábado, 17 de fevereiro de 2018
I, Tonya
Nunca ninguém lhe deu realmente uma oportunidade, sempre a olharam como uma espécie de aberração e ela era maravilhosa...
Ainda assim nunca desistiu de nada.
Não sei de teve ou não culpa directa no ataque à Nancy Kerrigton, mas uma vez mais nunca ninguém lhe deu realmente uma oportunidade, o mundo é muito duro para mulheres que ousam ser diferentes e destemidas.
(A interpretação da Margot Robbie está soberba!)
Ainda assim nunca desistiu de nada.
Não sei de teve ou não culpa directa no ataque à Nancy Kerrigton, mas uma vez mais nunca ninguém lhe deu realmente uma oportunidade, o mundo é muito duro para mulheres que ousam ser diferentes e destemidas.
(A interpretação da Margot Robbie está soberba!)
sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018
Love doesn't hurt, people do...
No dia em que as pessoas entenderem que o Amor é o único caminho deixarão de se sentir perdidas...
O Amor não desilude,
não ilude,
não destrói, nem constrói nada...
O Amor não se encontra,
não se procura,
não é uma montra de vaidades,
ou uma loucura de momento,
não é um sentimento,
verdade ou mantra,
nem vem às metades...
O Amor é maior,
melhor do que nós,
não magoa,
porque não é pessoa,
nem pessoal,
é talvez a magia da energia da vida,
corrompida em ser mortal...
E nunca desiste de nos salvar da nossa incapacidade de amar...
O Amor não desilude,
não ilude,
não destrói, nem constrói nada...
O Amor não se encontra,
não se procura,
não é uma montra de vaidades,
ou uma loucura de momento,
não é um sentimento,
verdade ou mantra,
nem vem às metades...
O Amor é maior,
melhor do que nós,
não magoa,
porque não é pessoa,
nem pessoal,
é talvez a magia da energia da vida,
corrompida em ser mortal...
E nunca desiste de nos salvar da nossa incapacidade de amar...
quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018
Porque prefiro ficar sozinha!! (Ou arranjar um cubano...)
Pergunto-me muitas vezes porque não resultam as relações, porque a determinada altura o que começou tão bem termina tão mal, o que a pouco e pouco vai destruindo o Amor e também as pessoas.
Provavelmente os psicólogos e sociólogos terão teorias cientificas e muito bem fundamentadas sobre as relações amorosas e razões das fracturas e eventual morte do Amor entre as pessoas, eu só posso mesmo falar daquilo que conheço, das minhas vivências e das experiências que vejo e sinto à minha volta.
Eu acho que em Portugal é uma questão cultural, sobretudo, claro que há felizes excepções, relações bem estruturadas que resultam, pessoas que 30 anos depois ainda sentem borboletas na barriga e ainda se olham com amor e cumplicidade, mas o homem português, na sua grande maioria, não foi educado para amar e isso é talvez o grande problema porque muitos depois não conseguem aprender mais tarde...
Talvez seja reflexo da altura das conquistas e descobrimentos em que o importante era a novidade, mas o homem português só ama aquilo que ainda não tem, quando tem, perde o interesse. Eu observo casais todos os dias em cada 10 , apenas um, em média, olha a sua mulher/namorada/companheira com interesse e admiração e nesses casos venho a perceber, pela conversa,que a relação é recente.
O Homem português não procura realmente uma parceira para a vida, alguém que veja como igual, mas antes uma extensão da sua mãe, alguém que cuide de si, que o mantenha alimentado e cuide dos filhos. Mas depois nem sequer trata a companheira com o mesmo respeito e carinho com que trata a mãe, aliás faz a companheira sentir a toda a hora que o desilude, que não a ama, que não a admira, que não está à altura da perfeita progenitora que o cuspiu no mundo, claro que as mães se sentem as maiores porque pela primeira vez na vida sentem que têm um homem que as admira e as acha o máximo! Nós enquanto mães de homens ajudamos, portanto, a perpetuar esse ciclo de desamor e desrespeito pelas nossas semelhantes, sabemos que "elas" têm razão mas protegemos as nossas crias e escolhemos torna-los uns incapazes emocionais e arrogantes e pior tornamo-los infelizes porque em vez de os chamarmos à razão deixamos que pensem que de facto a culpa é "delas" que não se esforçam o suficiente para tornar os seus "senhores" felizes, que são umas histéricas e ingratas que em vez de agradecerem a dádiva dos céus de terem os seus maravilhosos querubins papudos nas suas vidas ainda gritam e exigem deles tanta coisa... Mas não, a culpa não é só das mães, também é deles, claro que é, são inteligentes para tanta coisa menos para olhar para dentro deles e ver o quanto estão errados, eles que são tão perfeitos para elas que até mudam uma fralda ou lavam a louça "para as ajudar" e elas só gritam, barafustam e exigem sempre mais e mais quando deviam era estar agradecidas porque nem levam na tromba sequer e até já podem votar...
Eu costumo dizer o pior castigo que podes dar à amante do teu ex é deixa-la ser a mulher, porque quando desaparecer o amor e os passarinhos dos primeiros tempos ele vai trata-la exactamente da mesma forma, vai olhar para ela com enfado, a voz dela vai causar-lhe desprezo e o ciclo reinicia.
E agora virão os homens dizer que não é verdade, que vos metemos todos no mesmo saco e que somos injustas na forma como vos julgamos.
Mas a verdade fala por si, na grande maioria quando há uma doença grave a mulher cuida do marido, mesmo que este esteja completamente dependente, os homens por norma vão embora.
A grande maioria dos homens trai ou pensa em trair a mulher quando esta está gravida, porque ficam assustados, a serio ficam assustados? Então e nós que se passa tudo dentro do nosso corpo, estamos o quê??
Quando há uma doença grave de um dos filhos por norma não aguentam e deixam-nos porque não aguentam mais viver aquilo, isto acho que não preciso de dizer mais nada...
Quando acabamos de ser mães também aumenta a taxa de traição por parte do companheiro (não sei se companheiro é uma boa palavra para definir-vos nesta situação), ou de divórcios/separações.
Talvez o homem português do futuro, quiça destas novas gerações mais igualitárias, venha a ser um bom companheiro mas o de hoje ainda não é, procura a fada do lar perfeita, com uma carreira bem estruturada, excelente mãe, uma doida na cama e que não lhe exija absolutamente nada, o deixe ser irresponsável e ainda o ame desmesuradamente...
E quem acredita em príncipes encantados somos nós... XD
Provavelmente os psicólogos e sociólogos terão teorias cientificas e muito bem fundamentadas sobre as relações amorosas e razões das fracturas e eventual morte do Amor entre as pessoas, eu só posso mesmo falar daquilo que conheço, das minhas vivências e das experiências que vejo e sinto à minha volta.
Eu acho que em Portugal é uma questão cultural, sobretudo, claro que há felizes excepções, relações bem estruturadas que resultam, pessoas que 30 anos depois ainda sentem borboletas na barriga e ainda se olham com amor e cumplicidade, mas o homem português, na sua grande maioria, não foi educado para amar e isso é talvez o grande problema porque muitos depois não conseguem aprender mais tarde...
Talvez seja reflexo da altura das conquistas e descobrimentos em que o importante era a novidade, mas o homem português só ama aquilo que ainda não tem, quando tem, perde o interesse. Eu observo casais todos os dias em cada 10 , apenas um, em média, olha a sua mulher/namorada/companheira com interesse e admiração e nesses casos venho a perceber, pela conversa,que a relação é recente.
O Homem português não procura realmente uma parceira para a vida, alguém que veja como igual, mas antes uma extensão da sua mãe, alguém que cuide de si, que o mantenha alimentado e cuide dos filhos. Mas depois nem sequer trata a companheira com o mesmo respeito e carinho com que trata a mãe, aliás faz a companheira sentir a toda a hora que o desilude, que não a ama, que não a admira, que não está à altura da perfeita progenitora que o cuspiu no mundo, claro que as mães se sentem as maiores porque pela primeira vez na vida sentem que têm um homem que as admira e as acha o máximo! Nós enquanto mães de homens ajudamos, portanto, a perpetuar esse ciclo de desamor e desrespeito pelas nossas semelhantes, sabemos que "elas" têm razão mas protegemos as nossas crias e escolhemos torna-los uns incapazes emocionais e arrogantes e pior tornamo-los infelizes porque em vez de os chamarmos à razão deixamos que pensem que de facto a culpa é "delas" que não se esforçam o suficiente para tornar os seus "senhores" felizes, que são umas histéricas e ingratas que em vez de agradecerem a dádiva dos céus de terem os seus maravilhosos querubins papudos nas suas vidas ainda gritam e exigem deles tanta coisa... Mas não, a culpa não é só das mães, também é deles, claro que é, são inteligentes para tanta coisa menos para olhar para dentro deles e ver o quanto estão errados, eles que são tão perfeitos para elas que até mudam uma fralda ou lavam a louça "para as ajudar" e elas só gritam, barafustam e exigem sempre mais e mais quando deviam era estar agradecidas porque nem levam na tromba sequer e até já podem votar...
Eu costumo dizer o pior castigo que podes dar à amante do teu ex é deixa-la ser a mulher, porque quando desaparecer o amor e os passarinhos dos primeiros tempos ele vai trata-la exactamente da mesma forma, vai olhar para ela com enfado, a voz dela vai causar-lhe desprezo e o ciclo reinicia.
E agora virão os homens dizer que não é verdade, que vos metemos todos no mesmo saco e que somos injustas na forma como vos julgamos.
Mas a verdade fala por si, na grande maioria quando há uma doença grave a mulher cuida do marido, mesmo que este esteja completamente dependente, os homens por norma vão embora.
A grande maioria dos homens trai ou pensa em trair a mulher quando esta está gravida, porque ficam assustados, a serio ficam assustados? Então e nós que se passa tudo dentro do nosso corpo, estamos o quê??
Quando há uma doença grave de um dos filhos por norma não aguentam e deixam-nos porque não aguentam mais viver aquilo, isto acho que não preciso de dizer mais nada...
Quando acabamos de ser mães também aumenta a taxa de traição por parte do companheiro (não sei se companheiro é uma boa palavra para definir-vos nesta situação), ou de divórcios/separações.
Talvez o homem português do futuro, quiça destas novas gerações mais igualitárias, venha a ser um bom companheiro mas o de hoje ainda não é, procura a fada do lar perfeita, com uma carreira bem estruturada, excelente mãe, uma doida na cama e que não lhe exija absolutamente nada, o deixe ser irresponsável e ainda o ame desmesuradamente...
E quem acredita em príncipes encantados somos nós... XD
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018
Camaleão...
A camuflagem é a maquilhagem perfeita,
uma espécie de espelho inverso
do meu reflexo
que me deixa confundir nos outros
como uma gueixa a distribuir sonhos...
Sou como a agua,
deixo que me bebam mas evaporo-me
se me magoam...
Ás vezes acho que ninguém repara em mim,
nem separa a empatia que sinto,
da pessoa que sou...
Pinto a minha personalidade
das cores das dores dos outros
para compreender melhor, a dor...
Luto para sentir o luto da perda,
salgo a alma para sentir as lágrimas,
abro o peito para abrigar desilusões...
As emoções do mundo movem-me, comovem-me e viciam-me...
Todos temos um vicio qualquer,
o meu é sentir fora do peito...
Defeito ou virtude, não sei...
Amei sempre desta maneira,
um pouco sorrateira e demente.
Ás vezes nem sei onde acabo eu e começa o resto do mundo...
uma espécie de espelho inverso
do meu reflexo
que me deixa confundir nos outros
como uma gueixa a distribuir sonhos...
Sou como a agua,
deixo que me bebam mas evaporo-me
se me magoam...
Ás vezes acho que ninguém repara em mim,
nem separa a empatia que sinto,
da pessoa que sou...
Pinto a minha personalidade
das cores das dores dos outros
para compreender melhor, a dor...
Luto para sentir o luto da perda,
salgo a alma para sentir as lágrimas,
abro o peito para abrigar desilusões...
As emoções do mundo movem-me, comovem-me e viciam-me...
Todos temos um vicio qualquer,
o meu é sentir fora do peito...
Defeito ou virtude, não sei...
Amei sempre desta maneira,
um pouco sorrateira e demente.
Ás vezes nem sei onde acabo eu e começa o resto do mundo...
terça-feira, 6 de fevereiro de 2018
This is Us, o episódio que fez chorar todas as mulheres
Não existem homens como o Jack, o Tobey ou o Randal... Os homens não têm paciência para amar as mulheres, falta-lhes empatia, empenho e coragem. Os homens não têm a coragem do Jack, a empatia do Tobey ou o empenho do Randal. E nós nem precisávamos de encontrar as três coisas em alguém, bastava-nos uma destas características e percebermos isto faz-nos chorar, porque é triste... É triste recebermos tão pouco que qualquer coisa parece imenso...
domingo, 4 de fevereiro de 2018
Filmes recentes que me comoveram/envolveram
A forma da água:
As rotinas dela, a felicidade que encontra nas pequenas coisas, a amizade com o amigo gay com quem vê musicais antigos, a delicadeza dos gestos e a mudez dela tornam o filme mágico.
Wonder:
Tem a Julia Roberts e eu adoro-a, mas a história consegue ser ainda mais bonita, aquela família é deliciosa, o Auggie é lindo na sua maneira tão engraçada, diferente e insegura de enfrentar o mundo. A Isabel, a mãe, sente-se ali cada batidinha de dor e felicidade do coração dela (levem lenços... muitos) por causa dos filhos, a Via tão bonita por dentro, a irmã mais velha completamente defendida com tudo o que esse papel acarreta numa família, o pai (perfeito escolherem o Owen Wilson) a panela de descompressão. Até a cadela que observa atenta cada conquista desempenha um papel importante (Gaspar tenho tantas saudades tuas...). O titulo "Wonder" está perfeito porque o filme é de facto uma maravilha!
As rotinas dela, a felicidade que encontra nas pequenas coisas, a amizade com o amigo gay com quem vê musicais antigos, a delicadeza dos gestos e a mudez dela tornam o filme mágico.
Wonder:
Tem a Julia Roberts e eu adoro-a, mas a história consegue ser ainda mais bonita, aquela família é deliciosa, o Auggie é lindo na sua maneira tão engraçada, diferente e insegura de enfrentar o mundo. A Isabel, a mãe, sente-se ali cada batidinha de dor e felicidade do coração dela (levem lenços... muitos) por causa dos filhos, a Via tão bonita por dentro, a irmã mais velha completamente defendida com tudo o que esse papel acarreta numa família, o pai (perfeito escolherem o Owen Wilson) a panela de descompressão. Até a cadela que observa atenta cada conquista desempenha um papel importante (Gaspar tenho tantas saudades tuas...). O titulo "Wonder" está perfeito porque o filme é de facto uma maravilha!
sábado, 3 de fevereiro de 2018
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018
Diário das minhas virgens tristes...
O mundo é prolífero em cínicos e hipócritas,
virgens ofendidas e puras como esgotos a céu aberto...
As mulheres nasceram para ser escravas felizes,
fadas (fodas) do lar perfeitas,
a lavarem a louça com uma mão enquanto elogiam
e masturbam os seus senhores...
Odeio este circo de horrores macabro,
estrago os cenários idílicos e ridículos,
sempre que abro a boca,
ou dispo a roupa para nadar nua...
Ser tua, meu senhor?
gostavas de me ter,
assim, tão singela e bem educada,
domesticada a lamber-te a trela?
A olhar para ti embevecida
enquanto me arrancas a vida
e me transformas?
Há muitas formas de odiar uma mulher...
Cresce Senhor,
não te devo amor, nem fidelidade,
a felicidade é muito mais do que um orgasmo,
ou o vazio que sentes a seguir...
Pobre Senhor,
a fugir do que não entende...
Antes puta que morta, meu amor!
Eu consigo viver sem ti e isso... Assusta!
virgens ofendidas e puras como esgotos a céu aberto...
As mulheres nasceram para ser escravas felizes,
fadas (fodas) do lar perfeitas,
a lavarem a louça com uma mão enquanto elogiam
e masturbam os seus senhores...
Odeio este circo de horrores macabro,
estrago os cenários idílicos e ridículos,
sempre que abro a boca,
ou dispo a roupa para nadar nua...
Ser tua, meu senhor?
gostavas de me ter,
assim, tão singela e bem educada,
domesticada a lamber-te a trela?
A olhar para ti embevecida
enquanto me arrancas a vida
e me transformas?
Há muitas formas de odiar uma mulher...
Cresce Senhor,
não te devo amor, nem fidelidade,
a felicidade é muito mais do que um orgasmo,
ou o vazio que sentes a seguir...
Pobre Senhor,
a fugir do que não entende...
Antes puta que morta, meu amor!
Eu consigo viver sem ti e isso... Assusta!
Li por aí...
Era uma vez uma princesa de um reino muito longínquo.
A princesa acabara de completar o seu vigésimo segundo aniversário e decidiu que chegara a altura de encontrar um príncipe e casar.
Enviou então uma convocatória para todos os reinos próximos, solicitando que os príncipes a visitassem e conhecessem melhor.
E assim foi. Os príncipes dos reinos mais próximos começaram a visitá-la e a conversar com ela. Mas, ela não conseguia gostar de nenhum.
Certa noite ela não conseguia dormir e foi até à janela do seu quarto ver a lua. Nesse momento reparou que alguém estava a olhar para ela. Era um rapaz bonito, alto e com um sorriso cativante. Ela abriu a janela e perguntou: o que estás ai a fazer?
Ele respondeu: “Estou apaixonado por ti e quero casar contigo.”
A princesa observou-o, demoradamente, e sentiu-se muito atraída por ele.
Então, ela disse-lhe: “Se ficares ai durante trinta dias sem comer, eu caso contigo!”, ao que ele respondeu: “Por ti faço tudo!”
E os dias foram passando. A princesa ia todos os dias á janela ver o futuro príncipe com quem se casaria.
Umas horas antes de se completarem os trinta dias, ele levantou-se, olhou para a janela, começou a andar e a afastar-se.
Ela entretanto, aproximou-se da janela, viu que ele estava a afastar-se, e chamou por ele.
Nesse momento ele parou de andar, olhou para ela, caminhou na sua direção, e quando chegou junto da janela onde ela se encontrava, ela perguntou-lhe: “Onde vais?”
Ele olhou-a fixamente nos olhos e respondeu: “Vou-me embora! Estava com fome e tu não te importas-te. Estava com frio, e tu não quiseste saber. Amei-te todos os dias, a cada momento, mas não posso amar alguém que não consegue amar, nem sabe o que é o Amor!”
A princesa acabara de completar o seu vigésimo segundo aniversário e decidiu que chegara a altura de encontrar um príncipe e casar.
Enviou então uma convocatória para todos os reinos próximos, solicitando que os príncipes a visitassem e conhecessem melhor.
E assim foi. Os príncipes dos reinos mais próximos começaram a visitá-la e a conversar com ela. Mas, ela não conseguia gostar de nenhum.
Certa noite ela não conseguia dormir e foi até à janela do seu quarto ver a lua. Nesse momento reparou que alguém estava a olhar para ela. Era um rapaz bonito, alto e com um sorriso cativante. Ela abriu a janela e perguntou: o que estás ai a fazer?
Ele respondeu: “Estou apaixonado por ti e quero casar contigo.”
A princesa observou-o, demoradamente, e sentiu-se muito atraída por ele.
Então, ela disse-lhe: “Se ficares ai durante trinta dias sem comer, eu caso contigo!”, ao que ele respondeu: “Por ti faço tudo!”
E os dias foram passando. A princesa ia todos os dias á janela ver o futuro príncipe com quem se casaria.
Umas horas antes de se completarem os trinta dias, ele levantou-se, olhou para a janela, começou a andar e a afastar-se.
Ela entretanto, aproximou-se da janela, viu que ele estava a afastar-se, e chamou por ele.
Nesse momento ele parou de andar, olhou para ela, caminhou na sua direção, e quando chegou junto da janela onde ela se encontrava, ela perguntou-lhe: “Onde vais?”
Ele olhou-a fixamente nos olhos e respondeu: “Vou-me embora! Estava com fome e tu não te importas-te. Estava com frio, e tu não quiseste saber. Amei-te todos os dias, a cada momento, mas não posso amar alguém que não consegue amar, nem sabe o que é o Amor!”
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