Não sei de que falam as gaivotas
quando se juntam para chorar,
longe do mar que as conhece...
Sei que o amor se reconhece pelo olhar,
num abraço visual de duas pupilas que se encaixam
e se acham por fim enquanto respiram, enfim...
Sei que já viajei por muitos olhos e ainda não encontrei
quem viajasse nos meus,
talvez o trajecto não seja aliciante,
ou simplesmente íngreme demais...
Sei que o viajante desiste sempre.
Não sei porque choram as gaivotas,
mas conheço o voo solitário do Albatroz,
que busca o amor que dura
e prefere morrer sozinho,
sem voz no mar salgado,
enquanto procura o olhar do seu semelhante.
Um cavaleiro andante entre as vagas,
com a credibilidade de uma criança
e a coragem de um coração completo,
que só almeja afecto
cheio de esperança, sempre.

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