domingo, 19 de novembro de 2017

Partir é morrer um pouco...

Ás vezes a vida é um lugar estranho,
com um tamanho que não nos serve
e um apetite cruel que nos sorve sem pedir licença...
Sinto que perdi parte do chão e a parte que resta
não deixa o coração descansar...
Podia chorar, mas chorar desidrata o que me sobra do corpo.
Estou farta da seca lá fora e da tempestade cá dentro
e depois tu morreste.
Amaste-me e morreste.
Ensinaste-me a despedir,
ofereceste-me o ultimo fôlego,
suspiraste como quem retorna ao ventre
e regressa a casa, o meu colo.
E eu ajudei-te, queria fugir dali,
mas fiquei a ver-te espaçar o respirar até ao silêncio ensurdecedor
levar-te de mim...
Assim num segundo em que (de)terminou tudo.
Porque Amar também é saber deixar partir...

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