quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Sou tua.

Entro,
povoo-te,
devoro-te,
exploro-te...
Sou parte,
sou todo,
sou arte aos pés do teu pincel.
Sou acre e mel à solta
na tua boca que prova e repete.
Sou alma,
sou mente,
sou gente e animal.
Vida, fado,
enfado,
fatal.
Sou ida,
partida,
chegada
e demorada reconstrução.
Sou mão,
na tua,
fechada,
esticada,
desprendida.
Sou rua,
calçada,
passo,
espaço,
nada.
Sou tua.

2 comentários:

Rogério Paulo Peixoto disse...

Sem palavras
Explosivo, repentino e sensual...mágico.

devorei cada letra

Inês Dunas disse...

:) Gosto de ti, sabias? Beijinho grande, grande em ti!