terça-feira, 25 de abril de 2017

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Lembraste de como era?
Iamos sempre pela mesma rua, em silencio...
Bebíamos, sem saborear, aquilo que nos permitiam
E não pensávamos muito porque não valia a pena...
Recordas-te? Como era aceitar sem questionar?
Do cheiro da fome, dos pés descalços, dos pais analfabetos?
A vida do poucochinho, do estudar é para os ricos, do trabalho infantil?
Desditas o presente porque é bom poder dizer mal, sem ter medo---
E ainda perguntas, para que serviu?

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