sábado, 25 de fevereiro de 2017

Limite

Perguntei às pedras e aos pássaros se te têm visto passar na viagem dos dias,
ninguém me responde, ninguém me entende, ninguém interessa aos outros...

A solidão é uma demência evoluída a sugar-nos a vida,
vivemos no meio de multidões aos tropeções sem sentirmos nada.
As gargalhadas são fabricadas em plástico pardacento,
enquanto simulamos que gostamos do que vemos...
Tento respirar mas sufoco em poluição sonora, inodora, transparente...
Preciso de gente, de ar, de raiva, do ridículo.
Odeio este circulo perfeito feito em montagem sistemática.
Sou asmática mas com orgulho!
Amo até que o coração arda em cinzas,
vivo até ao ultimo fôlego,
existo até consumir a carne pelos ossos.
Chega de subsistir.
Chega de mentir.
Chega de chegar o pouco que chega aos outros.

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