quinta-feira, 22 de setembro de 2016

O fim de um conto de fadas ainda é o fim de um conto de fadas...

Sei que existem milhões de coisas horrorosas e cruéis no mundo. E que um divórcio tem a importância de uma gota de agua no oceano. Mas o fim de um conto de fadas, não deixa de ser o  fim de um conto de fadas... E, correndo o risco de ser fútil, deixa-me triste.

Sempre gostei da Angelina Jolie, acho que é um quadro muito mais interessante do que a moldura ( e se a moldura é mesmo qualquer coisa), às vezes na brincadeira até digo que se tivesse que passar para o"lado rosa da força" só seria com a Angelina Jolie.
Há muitas mulheres bonitas, mas a Jolie, tal como o nome indica é uma mulher bela, alguém que não perdeu o olhar atento e sensível sobre o mundo apesar de ter o mundo aos seus pés. Quando ela se encantou pelo Pitt, muita gente tomou as dores da Aniston, que pela reacção rancorosa e vingativa de agora mostra aquilo que sempre pensei dela.
Há quem diga que:" Ela é só um monte de ossos, que mereceu, que foi Karma, que o Pitt é um portentoso macho e merecia ter mais febra para se agarrar..."
Eu honestamente,acho que o Pitt perdeu uma Mulher maravilhosa, acho que jamais se vai refazer disso e terá consciência dessa perda todos os dias da sua vida.
Tenho pena por ver um homem a deitar o mundo a perder por ser fraco, tenho pena que tantos homens sejam tão fracos que percam as Jolies maravilhosas que têm...


sábado, 17 de setembro de 2016

A ignorância é uma bênção...

Os pés são poças de água sem fundo e cada passo a surpresa de flutuarmos ou enterramos o mundo por cima de nós...

A alma é a civilização do corpo,
o preenchimento de uma carne mortal,
visceralmente demente,
que não sente nem se acalma...
Traímos o que sentimos todos os dias,
sonhamos o que traímos  a beber nostalgias fugidias
enquanto amamos cinzas que nos queimam os pulmões.
Talvez por isso me afogue em ar tantas vezes...
Não sei enterrar mortos como deve de ser,
resta-me sempre uma réstia de dor para doer mais tarde...
Ser covarde é melhor.
Existem Portos onde o medo não nos deixa ancorar
e nem sabemos navegar sem embatermos nos cais
onde pousam as gaivotas de uma esperança viva.
Há mais do que o mar, sabias?
porém não sei se há superlativo da beleza que a defina tão bem.
Já não tenho certeza de nada.
Hoje a madrugada chegará mais tarde...
Hoje permito-me ser covarde, demito-me e omito-me
de tudo o que sei.


quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Quem somos ontem...

A felicidade é um grilhão de ouro,
um aquário esplendoroso que nos mostra o mundo
num gesto belo e profundo de orgulhoso servilismo e escravidão.
A paixão tem lábios negros,
amoras silvestres que nos pintam os lábios de sangue
e nos semeiam cardos nos dedos da alma.
Acalma as ondas dos pensamentos vadios, 
tantas vezes vazios de altruísmo...
O egoísmo pode ser belo.
Não sei o que o passado mudaria
se um dia qualquer tivesse sido diferente,
mas sei que continuaria passado...
Nunca questiono aquilo que fiz ou não fiz,
não serve de nada e só alimenta angustias e dores viciantes...
Antes fomos, hoje somos e basta!
O Presente é um presente urgente, o Passado um presente envenenado...

A vida é o caminho que a agua escava por entre os muros da arrogância e demência do nosso livre arbítrio, enquanto nos lava a cara e repara os nossos erros...

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Nomenclatura do vazio.

Os lábios são portas que o  passado lacrou,
risos mordidos e repartidos em mentiras mordazes,
vorazes, como cardumes carpas a devorar beatas...
O Amor é a espera que se faz sem paciência
pelo tempo que vem sem pressa.
Sussurrei o teu nome até à exaustão senil
de já nem o saber soletrar.
Às vezes penso que nunca existimos tu e eu
e que fomos um romance de cordel a aspirar ser lenda...
Há uma fenda de culpa que nos engoliu e deglutiu sem mastigar,
como se a dor fosse um colar macio que sufoca devagar
 e que nos apertava enquanto nos adornava o ego.
Hoje entrego o sonho numa bandeja ferrugenta e gasta,
como pérola de ostra conspurcada por erosão doentia de mar morto.
Nada nos prepara para o nada que nos resta quando não resta mais nada.