quarta-feira, 20 de julho de 2016

Dist(ânsia).

 É A Deus que devolvemos os que amamos e não podemos preservar, na esperança que haja um abraço divino que os aconchegue sempre que nos lembramos da ausência que será a companhia que nos resta.


O Amor é o eterno a mostrar-nos a possibilidade,
uma continuidade de fé que prevalece além-corpo...
A morte dita a distancia da ânsia do reencontro,
o momento em que o passo se torna abraço e o fim um recomeço.
Não sei se há vida depois da morte, mas amor há sempre
e a finitude até ilude os defeitos que nunca talhaste,
ou julgaste ter...
Julgaram-te mal tantas vezes, nunca te olharam no fundo dos olhos,
nunca te viram chorar, nunca perceberam os sonhos que tinhas...
 Amo-te nessa imperfeição das gargalhadas sem dentes,
sem complexos de rugas, de histórias inventadas e repetidas...
Sei que o sentes, sei que o soubeste sempre,
sei que nunca deixei de o dizer porque não sabias que eras eterno.
Eu sempre soube.
A vida é um fôlego de esperança que se inspira melhor enquanto criança...
Nunca cresceste, nem envelheceste...
 Sei que herdei essa loucura de ti,
foi o legado abençoado que me deixaste...


Hoje tenho mais saudades e tive de te vir dizer:
Até que a Morte nos reencontre!
porque para nós nunca existiu:
Até que a morte nos separe!




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