"Durante o evento, um missionário descreveu a sua experiência num orfanato no Uganda. Quando entrou numa enfermaria com mais de 100 berços, ficou chocado com o
silêncio e perguntou a quem o acompanhava como era possível que um
espaço com tantos bebés estivesse tão silencioso. "Depois de estarem cá
há uma semana e de chorarem durante horas incontáveis, acabam por parar
de chorar quando percebem que ninguém vem".
Há coisas que me deixam profundamente tristes, como se se abrisse um buraco no meu coração e escorresse mais um bocado da minha fé no mundo para o chão... Ler isto deixou-me assim...
Somos uma especie muito, muito estranha... Somos uma especie cada vez menos especie e cada vez mais individual...
Somos profundamente estupidos, pequeninos, ignorantes...
Somos a unica especie que acredita que as suas crias devem dormir sozinhas desde que nascem, a unica especie, dentro da classe dos mamíferos, que decide não amamentar, a unica especie que nega consolo para educar...
Um bebé ao nascer traz consigo a nossa especie no seu estado mais puro e isenta de maldade, um bebé ama e perdoa sempre...
Nenhum bebé devia desistir de chorar...
quinta-feira, 21 de abril de 2016
domingo, 10 de abril de 2016
Mar de Inverno...
A mágoa é uma aurora cansada,
um tempo que morre como um beijo fugaz,
um nada que se constroi todos os dias,
de mãos vazias,
enquanto se perde a profundidade do mundo...
A idade da inocência é um cliché antigo
que me rouba a dignidade...
O teu tempo já não perde tempo comigo,
num dia de Inverno vestiu o casaco e partiu...
E eu engoli em seco e sorri porque o sal das lágrimas faz-me sede.
um tempo que morre como um beijo fugaz,
um nada que se constroi todos os dias,
de mãos vazias,
enquanto se perde a profundidade do mundo...
A idade da inocência é um cliché antigo
que me rouba a dignidade...
O teu tempo já não perde tempo comigo,
num dia de Inverno vestiu o casaco e partiu...
E eu engoli em seco e sorri porque o sal das lágrimas faz-me sede.
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