terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Escada

Degraus, latidos do tempo, mãos gretadas...
O silêncio é um mescla do imenso céu que nos pousa aos pés.
O Amor uma penumbra solitária do desejo
enquanto um beijo se escapa nas marés da dor...
Saboreio a solidão acompanhada do mundo,
num profundo momento de reflexão.
No meio de nós existe um centro de acolhimento,
onde a voz não faz sentido e os olhos não se encolhem...
Hoje somos o corpo das lágrimas,
a humidade gentil e delicada a morrer nos lábios,
devagar, enquanto nos mata a sede de chorar.
Amo-te.

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