sábado, 21 de novembro de 2015

O (Amor te)rreno...

Odeiem-se.
Odeiem-se porque não merecemos mais nada.
Odeiem-se e morram afogados no ódio, no desdém, na indiferença
que é a vossa crença no divino.
Seres bons, tão perfeitos, os eleitos naturais…
Vós, os que estão acima de todas as coisas e não fazeis coisa nenhuma.
Odeiem-se e lambam o mel envenenado do vosso discurso condescendente,
enquanto se agoniam com o cheiro doente do mundo.
Perfumem-se de arrogância e respirem fundo!
Odeiem-se da forma como odeiam os que sofrem,
os que são diferentes, os que são menores…
A vossa grandeza humilha-nos, a vossa soberba verga-nos,
a nossa humanidade interrompe-vos a dignidade.

Odeiem-se e VIVAM ALTO, nós morremos baixinho.

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