sábado, 21 de novembro de 2015

Alzheimer...

A tua ausência pulsa-me no sangue como um orgasmo inacabado,  cada segundo é um 
mundo que se acaba e recomeça e as escolhas as folhas de Outono que despimos pelo chão.



Esquece o tempo Amor,
esquece a mortalidade, o rumo dos dias, a contagem decrescente,
a dor que acompanha a crueldade dormente
do relógio divino tatuado na nossa existência…
O destino é um cronómetro viciado e vicioso
que nos castiga, mastiga e condena,
sem pena, desde o berço…
Esquece-o Amor,
Seremos ponteiros fixos de pernas interlaçadas,
a saborear o prazer mesquinho
de gemer eternidade baixinho.
O tempo não nos conhece,
Esquece Amor,
Porque a memória não perdura
E o tempo não cura nada,
é um velho arrogante e impotente
a invejar a felicidade dos homens…
Um errante, indigente e imundo a desdenhar e a exigir a esmola das nossas vidas
a vaguear, sempre só, pelo mundo…
Esquece...

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