domingo, 15 de novembro de 2015

A Humanidade é matarmos-nos uns aos outros.

Há malucos por todo o lado, há sangue por todo o lado, há morte por todo o lado porque há homens por todo o lado.

Sabemos chegar a Marte mas nunca soubemos chegar uns aos outros. Somos pequeninos, cruéis e mesquinhos.

Matamos-nos uns aos outros em nome de deus, em nome da liberdade, em nome da politica, em nome do amor. Na verdade matamos-nos uns aos outros porque gostamos de matar.
Todos nós somos capazes de matar, todos, somos humanos, somos assim.

Quando alguém me pergunta onde está a humanidade das pessoas eu penso é esta a humanidade das pessoas, ser humano é isto, é ser uma merda que tem capacidade para tanta coisa menos para ser genuinamente bom consigo mesmo enquanto espécie.

Eu tenho vergonha do que se passou em Paris, eu tenho vergonha do que vão passar os Sirios por causa disso, tenho vergonha porque sei que por uns pagarão muitos sem culpa nenhuma. Tenho vergonha porque as crianças cada vez terão mais medo das diferenças e odiarão a cor da pele dos colegas. Tenho vergonha porque estamos em pleno seculo XXI e continuamos na idade das trevas, de onde aliás nunca saímos.

A loucura não é uma religião, Quem mata em nome de deus é apenas um cobarde que gosta de matar e não tem coragem de o assumir. assim foram os cruzados, assim foi a inquisição, agora são estes, no futuro virão outros, há sempre um grupo de cobardes de merda que se junta para matar em nome duma causa qualquer.

Eu se um dia matar vou fazê-lo por mim mas também lhe tentarei dar uma justificação idealista qualquer, na verdade a justificação verdadeira é só uma, matei porque está na minha ridícula natureza fazê-lo, porque por muito que o homem evolua tecnologicamente, nunca vencerá a sua natureza simples e medíocre e isto é mesmo muito, muito triste.

Deus deu-nos cores como deu cores aos pássaros mas os homens não sabem voar.

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