sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Dorme meu amor, dorme...






Dorme meu amor, dorme...
Esquece os gritos aflitos e o trovejar do ódio dos homens,
esquece os sonhos que não te acolheram
e as pessoas boas que escolheram nascer mais longe.
Dorme meu amor, dorme...
Esquece as lágrimas da tua mãe por o colo não curar tudo
esquece toda a riqueza do mundo
e a tristeza leve de quem não sabe a sorte que tem
e pensa que conhece o rosto e o gosto da dor.
Dorme meu amor, dorme...
Deixa que o mar te abrace num enlace molhado e frio,
sente o meu coração vazio por ter escolhido olhar para o lado...
Dorme meu menino, dorme...
Que o teu corpo pequenino tenha resistido pouco tempo,
que tenhas inspirado as lágrimas da nossa culpa num fôlego valente e breve.
Deixa que o mar morno te leve e sonha, inocente, com um mundo melhor!
Dorme em paz, meu amor...

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