sábado, 26 de setembro de 2015

Dádiva...

Amor, eclipse que elipsa a morte...
 Lápide de linguagem perpetua
e rosas imortais
num império de sentidos sem sentido de orientação.

Caminho de pedras de coração partido
a respirar e chorar baixinho...
Limbo,principio, meio e fim
onde desisto de mim e me reencontro
quando Deus pestaneja e o Inferno me beija.

Amor, elipse que eclipsa a vida...
Berço de gestos efémeros
e espinhos mortais
num claustro de razões, sem razão de ser.
Conceito retórico,
dádiva, murro no estômago, sussurro, GRITO.
Vazio que nos esmaga, preenche e afaga,
elemento, firmamento, infinito.

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