quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Para além da Morte...

Tacteio-te de olhos fechados,
o silencio dos teus olhos morde-me os pensamentos...
Os lamentos são canções que se ouvem ao longe,
mas hoje são os sonhos que mandam!
Agarraste a razão com mãos tremulas e envelhecidas,
nas partidas efémeras de cada lágrima mordida...
Tentaste, amaste, morreste...
Renasceste porém, numa esperança de criança inocente,
todos os dias, quando a madrugada governa a ilusão, tão terna...
Ninguém pertence a ninguém...
Porém o Amor faz-nos pertença, mesmo que não mereça...
Escreve-me, sonha-me, esquece-me e recorda-me,
uma vez, de cada vez, uma e outra vez...
Odeia-me e perdoa-me enquanto te lambo as feridas
e te escapo entre os dedos do destino que não nos destina...
Somos fado, loucura, medo, procura, sina que ensina a viver condenado,
somos prazer...
Amor a reinventar a dor em cada palavra escrava...
Fecha os olhos, deixa-me beijar-te, provar-te, amar-te, saciar-te
e deixar-te, antes que queira morrer nos teus braços.


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