quinta-feira, 27 de agosto de 2015

E se fosse em Portugal?

Milhares de refugiados Sírios batem, desesperadamente à nossa porta, às portas de uma Europa que se julga civilizada, democrática, solidária, evoluída…
São tratados como cães vadios, quando nem vadios deviam ser os cães…
Insultados, atacados, escorraçados quando a única coisa que querem é poder viver e que os seus vivam…

São emigrantes e nós, portugueses, somos também um povo de emigrantes, tantos nossos, com gentes suas, lá fora que ouço a dizer:
“Eles que voltem para o país deles que nós cá já temos muita miséria”

Não é obrigação, daqueles pais, procurar um futuro possível para os seus filhos?
Uma vida de paz com, alguma, dignidade?
Não queremos nós todos o mesmo para nós, para os nossos filhos?
Se cá houvesse guerra, só morte, fome e miséria não fugiríamos nós, com os nossos filhos pelas mãos?

São Sírios, mas podiam ser Portugueses. Franceses, Alemães…

 Não escolhemos o lugar onde nascemos e é muito cruel condenarem-nos a morrer só porque tivemos o azar de nascer no sítio errado.


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