sábado, 13 de junho de 2015

Penitências do silêncio…

O silêncio é a espada dos covardes, a lâmina cega que nos esventra e nos descarna enquanto as lágrimas se distraem de sentir…
A saudade encarna uma viúva-alegre, a mentir ao destino num desatino qualquer e nós meros fantoches da fatalidade, por amarmos mais do que podemos e sonharmos mais do que devemos…








Amo-te muito mais do que sei,
numa fúria descompensada, irracional, anormal e triste
que insiste em prevalecer numa lamuria qualquer…
Amei sempre mais do que devia,
porque ao Amor tudo se deve.
Vivo nesta sofreguidão que me sabe aos teus lábios,
na revolta feroz da tua voz quando viaja pela minha pele...
Seremos sempre a lentidão baldia que nos impele a morder os sonhos
e a experimentar a Vida…
Amor…
Tanta dor numa definição tão indefinida…
Palavra feita substantivo, feita verbo, feita adjectivo…
Comunhão que nos sela e nos une na desunião que nos castiga
e nos instiga a sermos felizes por teimosia…
Só se morre por Amor, mais nada…
Pelo Amor que se quer,
Pelo amor que se tem…
Pelo Amor que se perde…
Pelo amor de ninguém…

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