segunda-feira, 15 de junho de 2015

O Naufrago...

Lamentos disfarçando a inércia do medo,
desapego,
 ou freio que se pisa a meio-gás
quando se desliza para o abismo, num sismo de razão infértil…
Ilusão em água ardente porque a mente é ágil, mas frágil…
Passaremos a vida a fugir de viver?
Acordamos a morrer todos os dias, em frias manhãs de Inverno.
Somos a paz e a angústia das nossas almas,
as armas biológicas e ilógicas que nos contaminam e matam…
Meu vício urgente e doente
com travo áspero a aguardente…
Bulício que agita as ondas tranquilas,
esquife errante e flutuante nas marés sombrias…
Já não me chamas Amor, nem dor, nem nada…
Era uma vez uma história inacabada,
sem final, nem começo, só capítulos salteados…
Barca Velha de casco ressequido que se afunda comigo…
Galeão antigo de convés encardido a assombrar o mar,
porque insistes tanto em naufragar?


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