quinta-feira, 25 de junho de 2015

Chuva no deserto...

Bebi-te como agua fresca, mas salgada,
num alívio envenenado que alimenta mais a sede…
Um dia fomos trapézios sem rede
num circo de feras, entre encontros e esperas
de sorte e de morte.
Hoje somos chuva fugaz no deserto,
entre temperaturas escabrosas que matam tudo…
Pingos d’esperança a desenhar rosas molhadas em areias desidratadas
e que secam logo a seguir enquanto se ouvem ruir os sonhos…

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